Belo Monte e você
Procure no YouTube dois vídeos muito interes-santes. O primeiro deles é o do movimento “Gota d’Água”, gravado por artistas da Globo para convocar a população a se manifestar contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Já ouviu falar des-sa obra? Ela está sendo construída no Pará, será a 3ª maior hidrelétrica em potencial de produção de ener-gia do mundo e alagará uma área da floresta. Pois bem, há muita gente contra a obra, inclusive os ar-tistas do vídeo. Para fazer um contraponto, estudan-tes e professores da UNICAMP também criaram um vídeo. Procure no YouTube “Tempestade em copo d’água” e você encontrará. Isso é uma das coisas mais legais da democracia: a disputa livre de ideias e correntes de pensamento, de forma pacífica e saudável.
Assista aos vídeos e deixe sua opinião na seção de comentários desta coluna, na página do CORREIO na internet. Para quê? Para ajudar a debater a questão, ora bolas! Vão investir cerca de duas dezenas de bi-lhões de reais do seu dinheiro, para produzir energia elétrica na Amazônia e você ainda acha que não tem nada a ver com isso? Pense nos impostos que você paga todos os dias, embutidos em tudo, até no refrigerante que você toma. Pense no apagão de uma década atrás. Pense na energia elétrica que te traz tanto conforto. Pense no meio ambiente, no aquecimento global, nas enchentes causadas pelas alterações no clima. Pense em tudo isso e perceba que você já faz parte dessa discussão. Não há como fugir dela, simples assim.
Quanto a mim, já tenho uma opinião bastante clara sobre Belo Monte. Morei os últimos dois anos em Porto Velho, Rondônia, onde estão sendo construídas as hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, no Rio Madeira, em plena Amazônia. Até o início de Belo Monte, eram as maiores obras do país nessa área e provocaram imensas discussões sobre a viabilidade de se produzir energia elétrica naquela região. Ouvi muita coisa a respeito, visitei pessoalmente a hi-drelétrica de Jirau, conversei com engenheiros da obra, com moradores da cidade, ribeirinhos etc. Não falei com índios, porque, se não estou enganado, não há índios na área que vai ser alagada. E sabe qual a minha opinião? Os movimentos ecológicos fizeram um magnífico papel para que os projetos dessas usinas, assim como a de Belo Monte, fossem aprimorados ao máximo para causar o menor impacto possível. As usinas serão do tipo fio d’água, por exemplo, com área alagada relativamente pequena. Porém, é hora dos ecologistas colocarem a mão na consciência e perceber que aquelas usinas são imprescindíveis para o cresci-mento do país e que representam a alternativa economicamente viável mais ecológica no momento. Por isso, sou a favor de Belo Monte.
Alexandre Henry – Escritor
www.dedodeprosa.com
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Fabiano Faleiros disse:30/11/11 10:03
Para fomentar os leitores de informações, envio texto sobre Belo Monte que recebi via email :
> Mensagem enviada pelo Coronel Gélio Fregapani: REPASSANDOOOOOOOO..
> >
> > Encaminho aos meus amigos este texto escrito por uma das maiores
> > autoridades internacionais em hidro mecânica. Trata-se de um engenheiro
> > brasileiro, autor de um livro sobre o assunto com edições em português
> > e inglês e que viaja continuamente projetando e resolvendo os problemas
> > mais complicados em hidroelétricas por todo mundo. Recentemente uma
> > revista especializada européia o elegeu como uma das 10 mais importantes
> > personalidades mundiais neste assunto. GF
> >
> > “BELO MONTE
> >
> > Por Paulo Erbisti
> >
> > Você ainda acredita em Papai Noel? Se a resposta é sim, é provável que
> > você não saiba de onde vem a água que sai das torneiras nem como se
> > acende a lâmpada do quarto quando você aperta o interruptor. Se a
> > resposta é sim, é provável que você também acredite que a solução
> > definitiva do problema de energia de um grande país em desenvolvimento
> > passa por alternativas como a energia eólica, a energia solar, a
> > energia…….., bem, acabaram as soluções.
> >
> > Pergunte a um dos artistas da Globo que falam contra Belo Monte se ele
> > mora no Leblon ou embaixo de uma turbina eólica. Como ele mora na zona
> > sul do Rio, certamente não saberá que essas turbinas são altamente
> > prejudiciais à saúde dos habitantes e que as vacas deixam de produzir
> > leite por causa do ruído de baixa freqüência emitido pela turbina. Muito
> > menos, que os pequenos granjeiros europeus não mais permitem que
> > turbinas eólicas sejam instaladas em suas terras por causa desses
> > problemas. Ainda por esse motivo, as turbinas eólicas são
> > predominantemente instaladas no mar, próximo à costa, ou em terra, em
> > lugares absolutamente desertos.
> >
> > A maior turbina eólica já fabricada tem capacidade em torno de 5 MW. A
> > usina de Itaipu tem uma capacidade instalada de 12.000MW, equivalente a
> > 2.400 das maiores eólicas já fabricadas. Belo Monte terá uma capacidade
> > de 11.300 MW, equivalente a 2.250 das maiores eólicas. Onde implantar
> > isso? Na cabeça dos índios ou nas fazendas? Alguém sugere algo?
> >
> > OK, tentemos então substituir as turbinas hidráulicas de Belo Monte por
> > painéis de energia solar. Alguém que saiba o custo do kwh da
> > eletricidade produzida por painéis solares poderia me orientar? Uma
> > grande dúvida me assalta a respeito disso: se a solução solar parece-me
> > tão boa e não poluente, por que até hoje não decolou em nenhum país do
> > mundo, a não ser como isoladas experiências científicas de pequeno
> > porte?
> >
> > Os índios, ah, os índios, sempre inocentes e pobre-coitados! Logo eles,
> > que estão dando ao mundo exemplos de eficiência no gerenciamento de suas
> > terras, como na reserva Raposa do Sol, impedindo a entrada dos homens
> > brancos, exceto madeireiros, garimpeiros, religiosos e participantes de
> > ONG’s dominadas por estrangeiros. Os “globais” dizem que índios não
> > participaram do processo de analise do projeto de Belo Monte, o que se
> > trata de uma deslavada mentira – consultem os sites do projeto e
> > procurem pelos tristes detalhes da reunião em que os índios se retiraram
> > pois um grupo de “brancos” presentes impedia com apitos e apupos o
> > correto andamento da exposição dos detalhes do empreendimento.
> >
> > Os índios e os ambientalistas de ocasião dizem que o rio Xingu vai secar
> > na região da grande curva. O que eles não dizem e não sabem é que a
> > barragem vai regularizar a vazão do rio, principalmente na região da
> > grande curva, permitindo que passe eternamente por ali uma vazão
> > correspondente à vazão média definida pela Mãe Natureza ao longo da
> > existência da Terra. Com isso, deixarão de ocorrer naquela região as
> > enchentes que destroem as plantações dos índios e invadem suas casas.
> > Não parece uma coisa boa?
> >
> > Um dos especialistas que aparecem no vídeo mostra como um absurdo o fato
> > de que a usina só operará durante alguns meses por ano, e isso é a mais
> > pura verdade. Ora, essa gente se espanta porque não fez o dever de casa
> > corretamente – basta analisar o regime hidrológico do rio para saber que
> > a Mãe Natureza estabeleceu a milhares de anos que o rio Xingu teria seis
> > meses de cheias e seis meses de vazante. Como modificar isso? Por
> > decreto ou por uma ação social através do Twitter ou do Facebook? Ora,
> > os projetistas de Belo Monte levaram essa característica hidrológica em
> > consideração ao dimensionar a usina e chegaram à conclusão de a obra
> > seria viável. O empreendimento se comprovou rentável, caso contrário os
> > empresários e o governo não colocariam um único centavo no negócio, não
> > é verdade?
> >
> > No mesmo vídeo, outros “iluminados” perguntam quem vai pagar pela
> > construção de Belo Monte. A resposta é simples, cara pálida: todos nós,
> > nem poderia ser diferente. Até onde sei, não há almoço grátis no “mundo
> > aqui fora”. Toda e qualquer obra e/ou grande programa de ação social
> > levado a efeito em um país é sempre pago pelo povo – vejam os exemplos
> > de Itaipu (pagamos até hoje, inclusive pelos paraguaios…), a
> > construção de Brasília, a CPMF, a ponte Rio-Niterói, os metrôs
> > brasileiros, os programas oficiais do governo (bolsas famílias e
> > similares) etc.
> >
> > Essas ações de combate às usinas hidrelétricas costumam ser chamadas de
> > “celebrities diplomacy”, com bastante propriedade. Os artistas que
> > tentam comandar essas ações ganham grande espaço na mídia – vide a
> > presença constante no Brasil do famoso diretor John Cameron, responsável
> > por filmes importantes como Titanic e Avatar. Isso também nos faz
> > lembrar as várias visitas ao nosso país do cantor Sting, em suas
> > performances ao lado dos índios. Não tenha dúvida, amigo, isso faz parte
> > do jogo. Todos querem tirar proveito de uma situação, embora nada
> > entendam do assunto.
> >
> > Com respeito a isso, queria propor um pacto a esses artistas que
> > desconhecem como funciona a área de produção e transmissão de energia
> > elétrica em nosso país: parar de dar palpites. Eu, como engenheiro
> > mecânico não me pronuncio mais sobre qualquer assunto de TV, teatro ou
> > cinema. Em compensação, eles param de falar besteiras sobre energia
> > elétrica. Chega de amadorismo. Creio que é uma proposição justa.”
> >
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ROBERTO disse:30/11/11 13:49
Pessoal esses atores só estão é exercendo a profissão deles, com toda certesa eles estão recebendo para fazer isso, é apenas um trabalho, por que todos sabem que eles não conhecem a região onde vai ser construinda a Usina de Belo Monte e tão pouco ninguem viu eles preoculpado com a populçao dessa região, se eles querem realmenter ajudar porque eles não se une e constitui uma fundação para ajuda os pobres, indios e doentes dessa região
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ADRIANO ALTAMIRA disse:30/11/11 14:11
Por que todos os projetos criados para minimizar a pobreza, as pessoas de posse são contra? e fazem de tudo para o projeto não vira realidade, como esse projeto da Construção da usina de Belo Monte que já criou oportunidades de empregos para tanta gente desses municípios como pessoas de outra região. È muito fácil de resolver essa situação as pessoas que são ambientalistas devem compra grandes áreas de terra na região da Amazônia e fazer suas residências, plantando árvores e cultivado produtos de subsistência como: arroz, feijão, milho e outros e os que são a favor do desenvolvimento que continue morado em cidades, agora fazer criticas da Construção da usina de Belo Monte e morando nas cidades, andando de carro que todos sabem que polui o meio ambiente, usando energia em suas casas, tendo seus moveis a maioria feito de madeira de lei, usando as sacolas plásticas nos supermercados e causando tantos transtorno ao meio ambiente assim é muito fácil critica, eu sinceramente acho que essas pessoas devem ser expulsa do Brasil pois não merecem residir no Brasil
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Tânia Cristina Vieira disse:30/11/11 16:50
Nos dias de hoje todos tem se preocupado com a ecológia, mas não sabem exatamente o que é correto e necessário. Com certeza esta vai ser uma grande obra com tudo necessário para o nosso bem estar e crescimento.
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Tati Borges disse:06/12/11 18:11
Sr. Dr. Alexandre Henry, a democracia nesse caso se fez presente onde era menos importante, pois a discussão não deve acontecer somente de maneira descompromissada, como neste espaço aqui (internet). Não houve, sequer, audiência pública em Brasília. A construção será feita de maneira unilateral pelos “donos do poder”. Deveria haver até mesmo um plebiscito, pois trata-se de ato que repercutirá em muitas gerações, além dos gastos faraônicos e do impacto no meio ambiente. Mas pelo visto, segundo os preceitos do Sr., esse mundo acabará “desenvolvido”, mas, infelizmente acabará. Isto é crescimento e não desenvolvimento. Belo Monte representa um retrocesso nas conquistas em defesa do meio ambiente e dos refugiados ambientais. Aguá não é mercadoria, e sim elemento de soberania da população, pois que imprescindível à sua reprodução e manutenção.
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Renata disse:26/12/11 9:24
Muito ainda há de se ouvir, muitas opniões ainda a se formar. Para mim, ambientalistas deveriam andar juntos de especialistas, para que as soluções indispensáveis ao mundo de hoje, tenham o mínimo de impacto a natureza e a população…
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Manoel Oliveira da Silva disse:29/01/12 18:53
Temos que explorar todos os recursos da amazonia e ocupa-la, pois existem países estrangeiros achando que aquela área não tem dono.
Comentários (9)