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Alexandre HenryModo de Ver

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Alexandre Henry A coluna é publicada às quartas-feiras no CORREIO

28/12/2011 0:09

A Lei da Palmada

Está em curso no Congresso o Projeto de Lei nº 7672/2010, conhecido como “Lei da Palmada”. Segundo a proposta, a criança e o adolescente terão “o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto”. De acordo com o texto do Projeto, castigo físico é a ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento ou lesão à criança ou adolescente. Já tratamento cruel ou degradante é a conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize.

A intenção é excelente: coibir os abusos dos pais na criação de seus filhos. A consequência, porém, poderá ser desastrosa, pois o texto da lei é muito abrangente e pode ser interpretado de maneira a se proibir até mesmo uma simples e leve palmada. Eu também acredito que a melhor educação é aquela baseada no diálogo, mas não creio que o diálogo seja suficiente em todas as situações. Venho de uma geração que já apanhou menos que as anteriores, mas apanhou: com palmadas, cinto, vara, puxão de orelha, beliscão e por aí afora. E o interessante é que não vejo nenhum dos meus conhecidos dizendo que ficou traumatizado com isso, pelo contrário. Aliás, um tio meu sempre diz, falando das palmadas que recebeu da mãe, que “erradas foram as que não acertaram”.

Quando eu tinha doze anos, cheguei bêbado em casa e tomei uma surra de cinto, depois de ter vomitado no quarto inteiro. Se chorei? Claro. Se doeu? Lógico. Mas, não me traumatizou e me afastou das bebidas. Criança sabe quando está fazendo arte e, se o castigo não foi exagerado, geralmente não vê aquilo como algo errado. Quanto às humilhações, minha geração também passou por isso. Quem chegava em casa com um lápis do coleguinha era obrigado a ir lá e devolver para ele na frente de todo mundo. Quanto às ameaças, também tinha: fez bagunça na rua, a mãe só avisava: “quando a gente chegar em casa, você vai ver”. E via!

Certamente, algum desinformado vai ler este texto e vai me xingar, dizendo que eu sou a favor da tortura de crianças. Não é nada disso. Nós evoluímos, os tempos mudaram e acho que não há mais razão para surras diárias com varas de marmelo. O diálogo sempre deve vir em primeiro lugar. Porém, o que eu não vejo com bons olhos é a radicalização, proibindo até mesmo uma simples palmada em casos extremos, ou que a mãe faça a criança passar pelo constrangimento na frente de todo mundo de ter que devolver o lápis furtado do coleguinha. A vida não vai tratar aquela criança só com palavras, pode ter certeza.

P.S.: Feliz ano novo! Que 2012 seja de paz e muita saúde!

Alexandre Henry – Escritor

www.dedodeprosa.com

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  • TIAGO disse:28/12/2011 03:16:27

    ALEXANDRE,
    CONCORDO PLENAMENTE COM VOCÊ, SOBRETUDO NA QUESTÃO DO CONSTRANGIMENTO E ACRESCENTO AINDA: SE OS PAIS NÃO EDUCAM, A POLÍCIA É QUEM VAI TER QUE EDUCAR.

    Responder
  • BEILE disse:28/12/2011 06:31:23

    Ola Alexandre eu concordo com você pois hoje em dia do jeito que as coisas estão so o dialogo nao vai adiantar tambem nao sou a favor de tortura ou surras diarias eu sou a favor de bater quando necessario porque se os proprios pais nao poderem corrigir quem vai ? a policia ? os nossos “maravilhosos” governantes ? por isso sou contra essa lei no mais adorei o seu texto , feliz ano novo para você tambem.

    Responder
    • Alexandre Henry disse:28/12/2011 09:54:14

      Beile, obrigado pelos desejos de feliz ano novo, os quais retribuo!

      Responder
  • LAURA disse:28/12/2011 08:30:05

    MEU CARO ALEXANDRE… CONCORDO COM VC UMAS PALMADAS DE VEZ EM QUANDO FAZ MUITO BEM…. AINDA MAIS HOJE EM DIA COM O TANTO DE DELINQUENTE JUVENIL SOLTO PELO BRASIL AFORA…

    P.S.: Feliz ano novo! Que 2012 seja de paz e muita saúde!

    Responder
    • Alexandre Henry disse:28/12/2011 09:53:35

      Pois é, Laura, quem não recebe educação em casa recebe cacetadas da vida! Feliz ano novo também!

      Responder
  • Lili disse:28/12/2011 08:44:25

    Bom dia Alexandre!!

    Concordo com você, não são corrigidos hoje pelos pais pode ter certeza que amanha a vida corrige, e da pior forma possível.
    Infelizmente será assim.

    PS:
    Alexandre, feliz ano novo, que seu 2012 seja muito melhor do que esse ano que se finda.
    Parabéns pela coluna,está como sempre ótima, continue assim, que no novo ano venha muito mais coisas boas.

    De sua leitora assídua e fã.

    Responder
  • Alessandra disse:28/12/2011 10:00:35

    Achei o artigo interessante e muito bem colocado. Acho que há alguns anos, concordaria com você. Mas hoje vivo num lugar onde as pessoas são extremamente humanas no tratamento com as crianças e onde leves palmadas são ilegais há muitos anos. E vejo que, apesar de não sermos traumatizados (tb fiz parte da geração das leves palmadas) estamos muitos mais acostumados com a violência que eles. Estamos muito mais acostumados a não nos esforçarmos tanto para educar e resolver problemas por meio do diálogo quanto acontece por aqui.
    Talvez a lei também sirva para nos educar. Para reprimir um ligeiro traço carrasco que, por causa da nossa história de escravatura, de abusos, aceitamos como se fosse natural. E não é.

    Responder
  • Igor disse:28/12/2011 10:07:00

    Tudo bem, Sr. Alexandre!

    Discordo completamente da postura da palmada. A incompetência do pai em educar o filho não pode resultar na punição da criança através da violência. Educação se dá com conversa, exemplo, afeto, incentivos. O castigo apenas quando nenhuma dessas outras formas de educar funcionaram.

    Responder
    • Anderson disse:4/1/2012 14:57:45

      Concordo totalmente com o Igor, que apanha em casa vai de alguma forma descontar isso em alguém, seja nos próprios pais, nas pessoas da rua ou nos futuros filhos.

      Responder
  • Igor disse:28/12/2011 10:09:13

    Por outro lado, não pode o castigo ser dado através da violência. Se assim o fizer, a criança aprende que violêcia pode resolver alguma coisa, o que, como o senhor há de concordar, é uma falácia. Opções de castigos há aos montes: desde tirar o videogame até o mais eficiente: Pôr de castigo (trancado no quarto, por ex).

    Responder
    • ednaldo disse:28/12/2011 21:49:26

      Você sabia que o trauma de deixar o filho trancado pode ser pior do que umas palmadas! E por essas leis que temos um monte cracudo metendo a faca nos outros por que a lei diz que viciado é doente e por causa dessas leis que Juiz não pode ser investigado que um crime prescreve e por causa dessas leis que os advogados hipócritas sempre acham uma brecha pra libertar um assassino um estelionatário um político corrupto. Leis que fragiliza uma nação cheia de falso moralismo, e fraca e que fica cada dia mais fraca e medíocre. Redigida por parlamentares que escondem dinheiro na cueca. Por que não inventam leis que de prisão perpetua para quem rouba a nação?
      Você me desculpa meu irmão eu sei que você e mais uma vitima desta política podre que destrói mata atlântica para passar tubo da Petrobras e prende o pobre do pião que ta tirando um palmito para ter um dinheirinho para ter o que comer.

      Responder
  • Igor disse:28/12/2011 10:11:28

    Violência só gera violência, e a aceitação do castigo físico como “correto” só gera aquilo que o sr. mesmo já falou: a herança da “cultura da palmada”, em que aqueles que não se tornaram transtornados acabam achando que a palmada “funcionou”, e então a passam pra frente, num ciclo vicioso.

    Responder
  • Igor disse:28/12/2011 10:12:42

    Acredito que devamos voltar a tratar nossos filhos como os primeiros brasileiros tratavam, e não como os nossos conquistadores nos ensinaram.

    Att, Igor.

    Responder
  • Evandro Farnese disse:28/12/2011 10:16:15

    Como sempre muito didático em suas palavras. Parabéns!!!!!
    Feliz ano novo para nós todos.

    Responder
  • Hugo Cravo disse:28/12/2011 10:43:07

    Alexandre, essa é realmente uma boa discussão. Eu chego perto de concordar que uma palmada, vez em quando, pode fazer bem. É que é o modo mais fácil de demonstrar pra criança que ela fez algo errado. E não acho que possa trazer grandes sequelas. Pelo contrário, traz, sim, bons aprendizados. Quando erramos na vida aprendemos com a dor que o erro nos traz, e é interessante a criança começar a perceber isso desde cedo. Mas eu ainda não formei completamente minha opinião, porque acredito que um diálogo possa ter o mesmo efeito, apesar de ser o meio mais difícil. É possível fazer com que uma criança perceba que errou através das palavras, se os pais a escolherem com sapiência. Quando criança, também fiz besteiras. Apanhei de chinelo e de cinto. Mas o que fazia mais efeito em mim era ouvir da minha mãe algumas palavras duras. E, se é possível aprender sem castigo físico, por menor que seja, vale a pena investirmos em outros métodos, como a boa conversa. Talvez seja mais saudável até pra fazer com que a criança saiba, desde cedo, que os homens se diferenciam dos animais por ter a capacidade de converter a violência física em argumentos sólidos. Em tempos que precisamos de paz e de uma verdadeira revolução contra as crueldades do mundo, fazê-la acreditar que nossa mente vale mais que nossas mãos pode ser um bom caminho para nossas próximas gerações.

    No mais, parabenizo com sinceridade, sem qualquer excesso de idolatria, a sua coluna. Muita qualidade, garantindo discussões saudáveis para os leitores.

    Feliz 2012 para você, com desejos mais simplistas que muita paz e saúde: desejo que tenhas em seus dias boas companhias, elas são tudo na vida. Grande abraço!

    Responder
  • Silvânia Lopes disse:28/12/2011 11:00:47

    Alexandre, eu tbem apanhei e não fiquei traumatizada, na verdade acredito que serviu pra me educar e me tornar a cidadã de bem que sou hoje. Acredito que a intenção é boa, mas como é ampla vai complicar na educação da próxima geração e olha que esta geração de agora já não é nada fácil de ser educada. Educação vem de berço e não podemos pedir aos pais para não educarem os seu filhos, pq senão o mundo educa. Sou contra a violência, mas umas palmadinhas não fazem mal a ninguém.

    Responder
  • Pamela disse:28/12/2011 11:06:37

    Sou totalmente contra espancar uma criança fazer o que meus pais faziam comigo, eu não apanhava era espancada mesmo meu pai pizava no meu pesçoco e era soco e chute pra todo lado peguei odio dele, outra coisa que sou contra é tapa na cara levei muito tapa na cara na boca por nada isso me fez muito mal,uma varinha não faz mal a ninguém, DEUS disse açoito e castigo a todos quanto amo.

    Responder
  • Deijanete Lôbo disse:28/12/2011 11:23:15

    O seu comentário amigo, está corretíssimo. Eu também apanhei muito de minha mãe e não tenho traumas. Lembro de algumas coisas referente a palavras mau proferidas que trouxeram tristezas. As surras
    não me lembro mais. Eu fui a favor dessa Lei! o que eu pude fazer passando e-mail, dando palpites pra que essa Lei fosse
    sancionada eu fiz.Sabe por que?

    eu tive caso na família

    Responder
  • Cris disse:28/12/2011 11:31:08

    Alexandre, você como sempre, muto sábio em suas palavras. Adoro sua coluna. Concordo plenamente com você, apanhei e muito. Sou de uma época em que se minha mãe tivesse falando com outra pessoa e eu entrasse na conversa, ela me dava só uma olhada, não bastava dizer mais nada e quando o olhar não funcionava, ela me dizia: Ouvido de criança é na bunda. Já apanhei de chicote, aliás, foi a última surra que levei.Acredito que os castigos são piores, pois quando ficava, me tirava tudo aquilo que eu mais gostava. Apanhei muito, aprendi em dobro, se foi com a surra não sei, mas tive uma educação que eu levo na minha vida e passarei aos meus filhos quando tiver. Aprendi também que se surra fosse bom, burro de carga era doutor em computação, mas não recrimino minha mãe em nenhuma das surras que levei. Que seu 2012 seja abençoado pelas graças de Deus.

    Responder
  • Deijanete Lôbo disse:28/12/2011 11:32:43

    Alexandre eu já tive caso na família onde a mãe espancava as
    crianças, humilhava com palavras e ainda colocava de castigos excessivos.A criança Alexandre tem uma dificuldade incrível de se defender.Daqui que prove que elas vinham sendo
    humilhadas, maltratadas,o pior já aconteceu! essas crianças já estão muitas vezes com traumas irreversíveis.

    Responder
  • Deijanete Lôbo disse:28/12/2011 11:37:16

    Tem crianças que levam tapas na boca, outras que tem a língua queimada, outras são ameaçadas a não falar o que passam em casa com os pais.tanto tem pai assim como tem mãe que esconde os sofrimentos dos filhos para a sociedade. Quantas crianças tem acompanhamento psicológico? dificuldades de aprendizagem? Traumas na fam´. família

    Responder
  • Deijanete Lôbo disse:28/12/2011 11:44:35

    Eu só não entendo Alexandre porque alguns pais estão tão preocupados com essa Lei! se eu sei a educação que estou dando ao meu filho, pra que essa preocupação com palmadas? é preciso ter consciência da educação que está dando as crianças. Se eu e você tivessemos as informações que essas crianças tem hoje, tenho certeza que agente não aceitaria palaceitaria

    Responder
  • Dutra disse:28/12/2011 12:23:06

    Não vejo motivos para criar tal lei.

    Casos de agressões físicas e morais devem sim ser punidos pela justiça, mas não precisamos de mais uma lei para que obrigue os pais a não bater e humilhar. Isto já está previsto nos direitos da crianças. O que é preciso é que a justiça atue mais na investigação dos casos que envolvem violência contra as crianças.
    Agora, um tapa na mão ou palmada no bumbum não considero agressão não, mas socos, tapas no rosto, etc, considero sim agressão e não devemos compactuar com isto, mas volto a afirmar: Não precisamos de mais uma lei que impeça isto. Basta que denunciemos estas situações à justiça.

    Responder
  • Ivania disse:28/12/2011 13:46:33

    Concordo com tudo que vc disse, e não sei o que querem, criaças e adolecentes sem limites?

    Responder
  • Alexandre Luiz H. Andrade disse:28/12/2011 14:02:41

    Sob meu ponto de vista, acho que os legisladores deveriam se preocupar mais em mudar leis importantes, como as leis penais no que tange principalmente as punições sobre os crimes hediondos, e não ficarem brincando no congresso de fazedores de leis imbecis como essa aí das palmadas. O Alexandre Henry foi muito feliz em suas palavras e resumiu bem que uma surrinha de vez em quando nao vai matar um filho nao, muitíssimo pelo contrário, irá educar sim. Se não fossem as surras que tomei quando eu era um capeta em forma de guri, quem sabe hoje eu não teria o senso ético nem seria um homem de bem… apanhar faz bem sim, e agradeço meus pais todos os dias por me educarem sim, com diálogo, mas quando necessário também com umas belas dumas correiadas. E no espaço que compreende a minha mao e a bunda do meu filho, mando eu, e nao um juiz qualquer.

    Responder
  • tandi disse:28/12/2011 16:13:52

    Ola alexandre…gostei do texto, pois ainda hoje estarei falando sobre isso na igreja. E cheguei a conclusão que a O USO DA VARA É A CONSEQUENCIA DE UM ATO DE REBELDIA E DESOBEDIENCIA, FEITA DE UM MODO EQUILIBRADO E AMOROSO. Pois creio que o que ela ensina é que existem limites e consequencias.

    Responder
  • Ana Cláudia disse:28/12/2011 16:15:01

    Eu sempre me pergunto: quantas leis são necessárias para uma sociedade ser justa ou correta? Não seria uma ditadura legislativa pais não poderem escolher, racionalmente, qual a melhor forma de criarem e educarem seus filhos? Tudo e todas as coisas exigem bom senso e razoabilidade, a certeza e única: todos os exageros são absurdos!
    Levei algumas boas chineladas. Ai as sandálias havaianas, como doíam… mas as lições mostraram, até as palmadas, se forem com o amor que só os verdadeiros pais têm, jamais podem ser ruins. O aprendizado é para a vida inteira.
    Chega de leis, mais humanidade e justiça é que precisamos.

    Responder
  • tandi disse:28/12/2011 16:25:55

    Os pais usam a Vara com amor, a vida usa a vara sem qualquer tipo de amor. Pais pensem nisso, usem a vara com amor, para que a vida não tenha a oportunidade de usar sem amor.

    Responder
  • Judith melo A. de Souza disse:28/12/2011 19:24:39

    Querido Alexande! Sabias palavras e recordações . Sou da geração antes da sua , quando existia palmadas , varradas , correiadas ,diálogos e bons exemplos , e tudo isso não deixou trauma nenhum , pelo contrario , nos ensinou a ser gente de bem , a respeitar os mais velhos e aos próximos. Alias , alem de ser a favor das palmadas sou a favor tambem do trabalho quando criança , pois na minha epoca trabalhavamos , durante o dia, e estudavamos a noite , nem por isso deixamos de fazer uma faculdade. Hoje em dia as crianças não podem serem corregidas , não podem trabalharem , mas podem desrespeitarem os pais , ficarem nas ruas aprendendo o que não presta , usando drogas , roubando . Então sou a favor de corrigir os filhos sim para mais tarde não apanharem da policia nas ruas.Um grande abraço , e um Feliz Ano Novo ,muita saúde , paz , amor e prosperidade.

    Responder
  • Liana disse:29/12/2011 00:26:27

    Alexandre,

    Concordo com tudo que você disse. Aí fora conheci crianças que não apanharam, não receberam castigo algum, e se voltaram contra os pais, se tornando violentas na adolescência e vida adulta. Quem vai proteger os pais que na velhice apanham dos filhos que não foram castigados? Com certeza não esta lei, cujo texto é tão ambíguo que pode ser interpretado como qualquer tipo de castigo.

    Eu apanhei na infância como muitos. Somos quatro filhos: todos apanhamos, uns mais outros menos. Todos somos pessoas honestas, não violentas e adoramos nossos pais. Sinceramente, o trauma vem do desequilíbrio, seja ele pelo excesso de castigos como pela ausência total de limites na infância.

    Responder
  • Liana disse:29/12/2011 00:27:23

    E um feliz ano novo para você também, Alexandre!

    Responder
  • Geraldo Jr. disse:29/12/2011 08:03:57

    Alexandre, concordo inteiramente com a sua colocação, principalmente quando diz que “A vida não vai tratar aquela criança só com palavras (…)”

    Estão querendo criar uma lei para evitar o espancamento fisico, mas sera que vão ensinar os pais a conversar sem espancar verbal e moralmente os filhos? Acredito que quem bate, espanca e humilha os filhos é por que já não sabe conversar.

    Muitos dos meus amigos conhecem o peso da mão de seus pais e se lembram do tom de voz deles quando faziam algo de errado. Hoje nós valorizamos esta forma de correção pois, através dela, hoje podemos ler e interpretar esta coluna e tudo o que lemos de forma critica.

    Vale ressaltar que em recente enquete aqui mesmo no Correio, +70% foram contra esta nova lei.

    Abraço a todos e um Feliz Ano Novo!!!

    Responder
  • Luiz Fernando disse:29/12/2011 09:37:22

    Gostaria de saber o que pensa a bancada dos evangélicos sobre palmadas. Tenho 1 filho especial de 6 anos que e autista e não fala. desde que tinha uns 2 anos ou até antes, ele sofre com essas palmadas. Ele fica com a avo que o agride para comer, para trocar as fraldas, para força-lo a dormir, até mesmo para mudar um canal de TV que ele peça para ela. Sao palmadas que doem no pequeno corpinho e na alma. A total incapacidade dessa mulher em educar essa criança com palavras e gestos mostram que muita coisa precisa ser mudada nesse país e na cabeça das pessoas. Muito engraçada essa charge, menos para mim que estou aguardando desesperadamente para que essa lei seja aprovada e que crianças como o meu filho tenham direito a viver com dignidade e respeito. Infelismente sao poucas as leis que defendem ele nesse caso e essa lei seria uma esperança para ele.

    Responder
    • Roseane Silva disse:30/12/2011 18:50:09

      Como voce deixa isto acontecer?Não acredito que fica olhando,não reage?Sinto vontade de dar varadas nessa senhora!Revoltante.Espero que resolva isto logo,pois se soubesse quem é,já teria a denunciado no ministério Público da Infancia e Juventude.

      Responder
      • Luiz Fernando disse:1/1/2012 20:14:29

        Roseanne, obrigado pela resposta, mas nao posso fazer nada enquanto nao existir de fato uma lei específica como essa da palmada. Se eu levar esse caso na justiça dependeremos da sensiblidade da justiça. Nao havendo lei, será como nesse fórum, opiniões divididas. Assim vai ser o pensamento dos juízes, cada um com um ponto de vista diferente. Se dependesse de mim Roseanne, eu já teria resolvido essa situação com minhas próprias mãos, mas vou preso e ela fica solta.

        Responder
  • Mateus Prado disse:30/12/2011 09:00:06

    Caro colega, quem nunca levou ao menos uma surra, que atire a 1º pedra ? Quem foi que disse que correção é crime, a minha mãe ja dizia “Quando ele tive grande e tive te batendo, vai lá dizer pro juiz”……

    Responder
  • Ady Tolentino disse:31/12/2011 18:35:52

    Fui criado com palmadas e surras, nunca roubei, nunca matei e nem estou traumatizado, sou formado em história. Criei meus filhos com palmadas e todos sem exceção estão muito bem formados, 1 advogado, 1 enfermeira e a outra psicóloga e todos sao a favor da correção e não da violência, quem não corrige, violenta a sociedade.

    Responder
    • Luiz Fernando disse:1/1/2012 20:07:00

      O problema amigo, e que entre a palmada e a violência nao existe diferença. Todas essas sao manifestações desumanas e irracionais. Esqueci de dizer que tive o meu querido pai que apanhava de cinta, que meu avó mandou fazer de couro cru especialmente pra esperar meu pai ainda menino, quando ficava sabendo que ele teria jogado bola na rua. Violência, seja ela de que forma for, e a arma dos país incompetentes ! Meu pai foi um homem de bem ? Foi, mas o irmão dele apanhou também, so que depois de adulto passou 13 anos nsa Casa de Detenção e hoje consome todo tipo de droga que existe.

      Responder
  • webstter disse:3/1/2012 06:49:37

    É uma vergonha esta lei da palmada,o estado nao tem o direito de interferir em como os pais devam educar seus filhos.No estatuto da criança e adolescente ja existe lei para maltratos contra os mesmos ai sim o estado tem o direito de intervir.O estado nao consegue nem cumpri a sua obrigaçao como educaçao, saude apoio as familias e vem querer proibiçao a correçao dos mesmos,uma vergonha.Tem coisa mais seria para se preocuparem neste pais do que umas simples palmada.Violencia é o que a maioria dos politicos fazem nao so com as crianças mais com todos nos injustiça e mais injustiça principalmente aos menos favorecidos.

    Responder
  • wilma disse:14/2/2012 20:44:31

    Alexandre, concordo plenamente tbm sou desse tempo de palmadas e nãp tenho trauma algum. de fato a vida não vai tratar nossas crianças só com palavras, tbm tenho certeza.

    Responder
  • Hiago Dantas disse:20/2/2012 13:39:04

    Parabéns pelo texto, realmente muito bom.
    Assim como você disse, devemos primeiro tentar o diálogo, que funciona somente com a minoria das crianças e dos adolescentes, sendo que se este artifício não vingar, ai os pais poderão utilizar do poder de uma boa palmada no bumbum.

    abraços,

    Hiago Dantas

    Responder
  • joselaine disse:16/4/2012 20:53:50

    Sou contra os pais por qualquer motivo baterem em seus filhos, pois estão ensinando a eles que a unica maneira de resolverem as coisas é batendo.Depois que parei de dar as famosos tapinha, minha filha menhorou muito seu comportamento na escola e já não bate em seus coleguinhas.

    Responder
  • Gerson Menezes disse:8/5/2012 17:47:46

    Meu comentário contra os retrógrados que criticam a erroneamente chamada Lei da Palmada está em meu site. Basta acessar o link para ir diretamente ao texto:

    http://gersonmenezes.com.br/gerson/?p=1248

    Responder
    • Alexandre Henry disse:9/5/2012 14:09:07

      Gerson, não sei se você me chamou de retrógrado ou se você disse que a minha interpretação é errada (ou se foi as duas coisas). De toda forma, li o seu texto. Uma bela defesa a favor da lei, embora agressiva nas palavras. Apenas não mudou meu ponto de vista, como acredito não ter mudado o seu. Vejo os dois textos como opiniões distintas, que fazem parte de uma dialética sobre o tema, não havendo crítica errada ou certa. Em tempo: eu li o projeto de lei e o interpretei (interpretar leis é o que faço todos os dias no meu trabalho).

      Responder

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