Alexandre Henry

Modo de Ver

Modo de Ver A coluna é publicada às quartas-feiras no CORREIO

21/03/2012 7:02

A polêmica das MMA

Escritor

Você acha que as lutas de MMA devem ser proibidas na TV? Pergunto isso porque tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.534/2009, cujo primeiro artigo é bastante claro: “É vedada pelas emissoras de televisão, em todo o território nacional, a transmissão de lutas marciais não olímpicas”. E especifica: “Para efeitos deste artigo consideram-se lutas marciais todas as práticas de combates físicos pessoais, inclusive aquelas praticadas sem o consentimento e/ou registro junto ao COB – Comitê Olímpico Brasileiro”.

Eu assisti a algumas lutas das MMA – Mixed Martial Arts, ou artes marciais mistas, e sinceramente não gostei. Embora reconheça que ali existem inúmeras técnicas e que se trata realmente de um esporte, até porque há regras e o objetivo não é matar o oponente, achei tudo absurdamente violento. E esse é um assunto sobre o qual tenho algum conhecimento, pois por muitos anos fui um atleta do karatê, sob os ensinamentos do meu mestre Milton Farah, tendo sido tricampeão mineiro e vice-campeão brasileiro. Os principais ensinamentos que o karatê me deixou não foram como nocautear o oponente ou imobilizá-lo até que ele desistisse do combate.

Aprendi naqueles anos de academia, que se seguiram ao triste falecimento da minha mãe, um caminho de disciplina, respeito, amizade, concentração, saúde e outras qualidades imprescindíveis que trouxe para a minha vida. Claro, era um esporte de contato e eventualmente alguém se machucava, mas quase nunca era algo grave e na maioria das vezes resultava de falta de técnica, como quando duas canelas se chocavam em um golpe trocado.

O objetivo maior era demonstrar capacidade de atingir o adversário, não era efetivamente atingi-lo. E, claro, havia o kata, uma simulação de certa forma coreografada dos movimentos de combate e defesa, algo que era a minha especialidade. Aquilo ali era pura concentração, pura técnica.

Acho que por serem tão diferentes do karatê e por externarem tanta violência e sangue, não gostei das MMA. Enquanto o karatê para mim me parecia uma evolução humana, uma luta na qual o público quer é sangue me parece uma regressão. Mas, ainda que eu tenha detestado as lutas atuais, isso não significa que eu seja a favor de censurá-las.

A maioria da população gosta, elas representam efetivamente um esporte e, embora muito lutador saia dali bastante machucado, a ideia é vencer, não matar ou agredir. Sendo assim, paciência. Que as lutas continuem sendo transmitidas na televisão, embora o ideal fosse mantê-las num horário mais noturno, direcionando-as apenas aos adultos que podem diferenciar o que é esporte do que é violência gratuita.

Alexandre Henry – Escritor

www.dedodeprosa.com

Comentários (20)

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  1. webstter disse:21/03/12 7:36

    É so mais um complemento, sequencia do que ja é mostrado na tv aberta ou fechada em todos os horarios.

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  2. Cris disse:21/03/12 9:29

    Acredito eu, que os nossos digníssimos políticos, tem coisas mais importantes para votar. Que tal votar uma lei, que diminua os salários absurdos deles? Ou uma lei que mandem definitivamente atropeladores que matam pessoas no trânsito, após bebedeiras no bar? E entre outras coisas.

    polí político

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  3. Gustavo disse:21/03/12 9:33

    otimo texto, Alexandre Henry eu tbm acho que não deve ser censurado, pois olha o Anderson Silva um otimo lutador e um exemplo de cidadão, acho que tem coisas mais importantes em no país para se preocupar,como po ex: o falido sistema carcerario brasileiro a saúde pública o crck que esta acabando com os jovens brsileiros.

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  4. Hugo Cravo disse:21/03/12 10:17

    UFC é fichinha pro Datena.

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  5. Bruno disse:21/03/12 10:34

    Sou completamente a favor de que as transmissões do MMA seja feitas de madrugada, caso contrário, que seja censuradas!
    De violência já basta a que vivemos todos os dias nas ruas, em casa, no trabalho, ou em qualquer lugar, qualquer mesmo, porque nada nem ninguém mais tem conseguido segurar os indivíduos de índole deturpada.
    Imaginem, se a situação já esta ruim sem essa truculência sendo exibida na TV aberta, será temeráve o aumento da violência, e não duvidem que essa violência se refletirá em casa também!

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  6. Marcelo disse:21/03/12 11:29

    Para manter o assunto no âmbito esportivo, penso que se fosse para censurar alguma modalidade deveria ser o futebol. Afinal, as lesões que costuma ocorrer nesse esporte deixam o atleta enconstado por muito mais tempo do que as lesões do MMA. Além disso, a possibilidade de manipulação de resultados é flagrante, visto que no MMA não há como o “árbitro” invalidar a finalização bem aplicada sob pretexto de interpretação, como ocorre no futebol.
    Quer sentimento pior para se transmitir a um indivíduo que busca um mero lazer do que a injustiça? E isso o futebol faz todos os dias, ensinando a população que o melhor e mais capacitado (valores reinantes na sociedade, não há que discutir) pode perder porque houve injustiça, no “erro” do árbitro.
    No MMA a injustiça somente poderá ocorrer se a decisão da luta for por pontos. No entanto, ao visar a imobilização ou o nocaute, o esporte evita que haja interferências injustas como acontece no futebol.
    Quem não cansou de ver, por exemplo, o time do Corinthians ser beneficiado por anulação de gol legítimo do adversário, ausência de marcação de pênalti para o adversário (como na “final” contra o Inter/RS em 2005, o que mudaria completamente o resultado daquele campeonato), marcação indevida de impedimento com chance clara de gol, marcação de falta inexistente para o dito “timão” etc.
    O MMA, apesar de muitos olharem para o sangue aparente e para a contundência dos golpes, é um esporte infinitamente mais honesto do que o futebol.
    Portanto, se o parlamento for pesar, na essência, quais os valores que estão em jogo nos esportes, perceberá que os valores que têm sido transmitidos pelo futebol brasileiro são bem mais mais maléficos à população quando confrontados com os valores apresentados pelo MMA, até mesmo porque as poucas regras existentes dentro no octógno costumam ser cumpridas pelos lutadores e árbitros, bem como é maior o número de atletas mortos nos campos de futebol (durante os jogos) por problemas de saúde do que no MMA, além do que são raros os casos em que a “violência” das lutas ocasiona acarreta alguma morte.
    Mais uma vez o parlamento brasileiro quer filtrar os mosquitos e deixar os camelos transitando livremente.
    Uma lástima.

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    • Alexandre Henry disse:21/03/12 18:18

      Marcelo, acho que o único problema é que no futebol alguns jogadores pensam que estão lutando MMA!

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      • Marcelo disse:22/03/12 8:29

        Sem contar os torcedores dos times, muitos deles adeptos do vale-tudo (não do MMA) nas ruas e estádios, agredindo e matando aqueles que consideram rivais – o duro é que vários atacam a um. Realmente um esporte bastante civilizado.

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      • Hugo Cravo disse:22/03/12 23:33

        Acho que não comentaram uma informação no mínimo curiosa aqui. O UFC é muito violento, é verdade. Mas eu vejo muito mais jogador de futebol morrendo de colapso do que lutador de MMA no ringue. Aliás, no UFC eu nunca soube de um caso de morte.

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  7. MrDQJJ disse:21/03/12 17:33

    Até que enfim alguém sensato… é isso mesmo… não é porque não gosta que vai ser contra, concordo colocar em um horário mais noturno por causa das crianças e é isso aí quem gosta assiste e quem não gosta não assista e torça o nariz…

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  8. José Maria Silva disse:24/03/12 8:55

    Caro colunista, como sempre, com uma percepção fenomenal das ambigüidades e mazelas da nossa sociedade, mais um texto que nos leva a reflexões dos caminhos a seguir. E gostaria eu de colocar uma pitadinha de sal neste debate. Na Índia, país asiático de 1,25 bi de habitantes, não tem SUS, não existe saneamento básico sequer ruim, esgoto funciona a céu aberto, não há empregos para todos, apesar do crescimento vertiginoso daquele país, existem ainda as castas milenares e a pobreza é um show a parte, com hordas de miseráveis em segundo plano, hansenianos nas beiradas de qualquer calçada esperando a hora da morte e um sem número de problemas. Os cadáveres são queimados aos montes em fogueiras a céu aberto a vista de todos os habitantes nas cidades e nos campos ou jogados em rios que estão à beira da poluição total e todos impregnados de doenças de todos os tipos. Um país onde a mulher não tem valor algum, ou quase nenhum e é espancada a cada semana por, patrões e maridos como se isto fosse de tempos em tempos um reconhecimento aos serviços prestados a este ou aquele senhor, podem ficar pasmos, isto está inserido na cultura social da mulher e da serviçal indiana. Para nós ocidentais com uma cultura mais despojada, moderna e vibrante, simplesmente um absurdo épico relegar o cidadão a tão segundo plano como os indianos fazem! Mas naquele país a violência é zero ou muito próximas disto, vou repetir, na Índia não existe violência urbana, os homicídios são próximos de zero, praticamente não existem! Existem os de estado, comandados pelos políticos locais, por anos e anos de desmando para com o povo, lógico que para tal indagação levei em conta os nossos padrões brasileiros de país altamente desenvolvido, financeira e socialmente, participante dos BRICS e com povo altamente educado e amparado pelo estado… Já sei “há controvérsias” e eu respeito a todos pela brincadeira, afinal de contas é preciso um pouco de humor, neste país que de tão engraçado, todos nós temos aqueles narizinhos de palhaços ganhos a cada nova eleição… Eu coleciono os meus e você? Voltando aos Indianos, a religiosidade do seu povo, tem superado a anos e anos todas estas mazelas impostas pelos gestores políticos de lá, super parecidos com os de cá. Então podemos pensar naquela máxima, que todo cidadão pensante um dia falou quando se fala deste Brasil atual, “Já pensou se tivéssemos sido colonizados por Ingleses, Franceses ou até por Holandeses, em vez dos Portugueses” Na minha visão não mudaria nada, os Ingleses colonizaram a Índia e deu no que deu e infelizmente o que trás a violência para o seio da nossa comunidade é um misto de ferramentas, implantadas na construção da nossa sociedade por caminhos que agora depois de implantados por políticos, por liberais no governo, com aceitação social, tem se mostrado defeituosos e imperfeitos. A falta de caráter e de princípios implantada a força e ano após ano, pela corte e pela descarada e vendável política portuguesa desde o nosso descobrimento, tão natural nos dias de hoje nas nossas vidas. O pouco apreço ao trabalho pelos portugueses, que mantiveram escravos no país até um pouco menos de século atrás, nos relegando a ser uma sociedade de segunda classe que ainda somos. Ao longo do século passado, o desinteresse crescente da maior parte da população pela religião e a abertura, manipulação e o crescimento de seitas e novas religiões que se implantaram única e exclusivamente para salvar almas, pela busca da riqueza para si e seus fiéis… Estes bons fiéis, lógico; que em segundo plano, na construção das riquezas espirituais religiosas. A venda desenfreada de bens, buscando o prazer da alma, do corpo e da mente para a estimulação do consumo, para a geração de impostos para suprir a ganância dos políticos. A quebra daquele antigo conceito de família mais ortodoxo, como Pai, Mãe e filhos, pela sociedade em geral, que bradou por mais liberdade. Homem buscando união estável com homem, mulher com mulher e ainda de quebra buscando criar e alocar filhos dentro desta relação tão fora de conceito. Respeito mas não concordo. Um governo que quer banalizar o sexo, a juventude e a vida em troca de economizar algum dinheiro para o falido sistema de saúde nacional, através da liberalização do aborto, defendido pela uma ministra da secretaria de política para a mulher, que disse em entrevista ao Estado de São Paulo no mês passado, em alto e bom som, ter participado de todo tipo de sexo homossexual por aprendizado e por auto conhecimento, como pesquisadora de uma tese universitária. Uma quebra total de conceitos bíblicos milenares pela sociedade que agora parece que não sabe o que fazer com tanta liberdade. Inclusive não existindo mais nas escolas, as aulas religiosas, o dia dos pais e das mães, hoje trocados pelo dia da família. A pouca ou nenhuma eficiência da justiça em seus diversos graus, em relação ao trato com diversos marginais da nossa sociedade, sejam eles ladrões comuns ou travestidos de políticos. E por fim o desprezo político contemporâneo, pela educação e formação da nossa gente através das escolas, do trabalho, do respeito às leis, da construção da família apoiada na religião seja ela qual for. O cidadão hoje está órfão da responsabilidade, mas malandramente se sente filho de vários pais que lhe auferem direitos diversos, sejam eles quais forem, desde que sejam direitos. Vivemos em uma nova sociedade, em que até síndico de prédio tem roubado de si mesmo e tem achado estar levando vantagem. Com todos estes maravilhosos atributos de liberdade colocados na cabeça do cidadão, sem escola, sem religião, sem família, sem educação, sem compreensão… É lógico que o mesmo vai partir para o tudo ou nada e seja o que Deus quiser no MMA da vida. Quanto ao dito MMA, o de verdade, aquele da luta é só um esporte baseado nestes conceitos sociais, lógico que; com muito mais regras e organização, com muito mais respeito a vida e a sociedade, com espaço e regras muito bem definidas. A interpretação ou não do que acontece lá, fica por nossa conta. Eu praticamente continuo abominando este esporte, quanto aos outros pilares sociais que citei acima, aí já são outros 500 anos de caminhada moral… Mas aos poucos nos vamos chegar lá! Precisemos somente saber educar nossos filhos e confiar que eles serão melhores que nós e assim por diante.

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    • Marcelo disse:24/03/12 22:13

      O comentarista está plenamente equivocado quanto ao esporte. Tanto que chega a admitir que existem regras muito bem definidas na prática do MMA. Tem todo o direito de não gostar do esporte, mas não pode confundir o “vale tudo” social a que se referiu em longo texto, com o MMA. O MMA só começou com o nome “vale tudo” porque misturava todas as artes. Vale tudo: vale judô, vale capoeira, vale karatê, vale jiu-jitsu, vale muai_tai etc. Nesse sentido, valia tudo, quedas (judô, wrestling etc), socos (box, karatê, kung-fu etc), chutes (muai-tai, karatê, kickboxing, taekwondo etc) estrangulamentos (judô, jiu-jitsu, wrestling etc). Tanto isso é verdade que o nome da modalidade mudou para MMA (Mixed Martial Arts).
      Comparar o MMA com o vale tudo social, em termos pejorativos, dissertado pelo comentarista não seria correto.
      É mais honesto apontar para esse tipo de vale tudo as condutas existentes em todos os esportes, tais como o uso de anabolizantes, a manipulação de resultados esportivos, a idolatria dos meios de comunicação por atletas que nem bem começam a carreira e já são tratados como mártires (como acotece com o Neymar), o favorecimento da imagem de atletas imerecidamente etc. Isso sim, corresponde ao vale tudo social explanado no texto do comentarista.

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      • José Maria Silva disse:25/03/12 14:05

        Caro Marcelo, boa tarde! Apesar de não gostar de MMA e ser muito mais adépto do tão mal afamado futebol de Neymares que você fala , os esporte mostram sim, dentro das suas linhas de atuação, reflexos da sociedade em que vimemos… Basta ver o jogo de futebol que aconteceu no Egito em torno de mais ou menos uns dois meses, muita pancadaria e gente morta. Até ai sua tese vai bem e me coube ajudá-lo a exemplificar. Quanto a me informar como foi feita a engenharia de montagem deste esporte, fico também muito grato, aprendi um pouco mais também. Me despedindo, continuo concordando com o Escritor Alexandre Henry, quanto ao momento democrático que tem passado o país… Como ele na sua coluna… Eu também não gosto deste esporte, más jamais teria coragem de proibí-lo ou censurá-lo se tivesse autoridade para isto, tanto em transmissão de TV, ao vivo nas capitais ou mesmo em Uberlândia, não proibiria que meus filhos frequentassem seus ringues, mas minha opinião é esta e continuará sendo, infelizmente pra uns e felizmente pra outros. Quanto ao time do Corinthians que você menciona, sempre é tempo e hora de colocar as coisas no lugar… Se existe uma certeza de manipulação de resultados amparados em provas, denucie ao STJD, pois os crimes no esporte não prescrevem, e a qualquer hora e momento são passíveis de serem julgados… Estará você assim, dando sua contribuição a sociedade. Bom domingo, agradeço e parabenizo-lhe a oportunidade das palavras dirigidas ao meu comentário e estamos sempre abertos ao contraditório… Faz parte do nosso crescimento social e humano…

        Responder
        • Marcelo disse:25/03/12 23:33

          Prezado José Maria
          Milagrosamente, no de 2005 surgiram provas de que houve irregularidades no futebol. Estranho que depois (nem antes) não mais surgiram problemas comprovados. Mas, veja só, quanta coincidência… anularam diversos jogos apitados por um juiz, fato que beneficiou o Corinthians com a “chance” de jogar novamente com adversários em que os resultados não tinham. Após tais novos jogos, o “timão” ascendeu na tabela e pode ser campeão. O pênalti no tinga, que ainda foi expulso por simulação (!!) pelo justo árbitro. Provas? Ainda precisa? Tem até no youtube. Até o Arnaldo Cesar Coelho comenta indignado sobre o “erro” absurdo.
          Em um país em que as imagens andam condenando políticos da oposição antes dos julgamentos, creio que seria hipocrisia desconsiderar esse vídeo. Assiste aí, está no 3:30. Até o narrador ficou sem graça. Vergonhoso.

          http://www.youtube.com/watch?v=te1Hlkg6FFQ

          Responder
          • Marcelo disse:25/03/12 23:39

            Reenviado corrigido:

            Prezado José Maria
            Milagrosamente, naquele campeonato brasileiro de 2005 surgiram provas de que houve irregularidades no futebol. Estranho que depois desse campeonato (e nem antes) não mais surgiram problemas comprovados como o senhor diz. Mas, veja só, quanta coincidência… anularam diversos jogos apitados por um juiz naquele ano, fato que beneficiou o Corinthians com a “chance” de jogar novamente com adversários em que os resultados não tinham sido bons. Após tais novos jogos, o “timão” ascendeu na tabela e pode ser campeão. O pênalti no Tinga independe de qualquer prova, o árbitro estava “em cima do lance”, mas ele ainda foi expulso por simulação (!!) pelo “justo” árbitro. Provas? Ainda precisa? Tem até no youtube. Até o Arnaldo Cesar Coelho comenta indignado sobre o “erro” absurdo.
            Em um país em que as imagens andam condenando políticos da oposição antes dos julgamentos, creio que seria hipocrisia desconsiderar esse vídeo. Assiste aí, caso queira, está no 3:30. Até o narrador da Globo ficou sem graça. Vergonhoso.

            http://www.youtube.com/watch?v=te1Hlkg6FFQ

          • Marcelo disse:27/03/12 8:59

            Domingo, 25/03/12, cercanias do estádio Pacaembu, SP: centenas de torcedores do fabuloso futebol “oraram” aos seus times, “timão” e “parmera”, com barras de ferro e muita “devoção”. Saldo: vários feridos, sendo um gravíssimo e uma morte.
            O MMA é mesmo um esporte violento.

          • thiago disse:25/06/12 14:42

            Muito bem colocado por alguém que entende mesmo do assunto, e , muito informado também, parabéns.

  9. Raphael Moura disse:27/03/12 13:13

    Parabéns pelo texto Alexandre Hanry. Eu adoro qualquer tipo de esportes e com o MMA não seria diferente. Eu julgo que é melhor as crianças virarem lutadores (onde tem todo convívio com a disciplina, auto-conhecimento e tantas outras que o esporte oferece)do que ficarem nas ruas usando drogas, roubando e fazendo com que a população fique apreensiva com a segurança.

    Responder
  10. paula disse:07/07/12 14:59

    Pois eu aCho que Deveria Ser Proibido pois incentiva a violência com brincadeira sem graca

    Responder
  11. elizangela disse:27/07/12 13:32

    Alexandre,

    Gosto muito de vocÊ, gosto muito do que escreve. Conheci voce no texto na despedida, no CW, depois no Blog, e agora, achei você aqui. Voce é uma grande inspiração por suas ideias, sua disciplina, sua historia. Muito obrigada por disponibilizar um pouco de suas brilhantes ideias e opinioes. Obrigada.

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