Louco por elas: a nova família
Uma das boas surpresas da atual temporada da TV brasileira é o seriado “Louco por elas”, transmitido toda terça-feira pela Globo. Léo, interpretado por Eduardo Moscovis, vive com sua avó e é de certa forma bancado pela ex-esposa, como contrapartida por ele criar a filha do casal e também a filha que a ex-esposa teve em um relacionamento anterior. Glória Menezes, a avó, está genial!
Além da qualidade, a série me chamou a atenção também por outro motivo: a naturalidade com que é encarada uma família diferente do padrão “marido, esposa e filhos”. Em “Louco por elas”, a dona do imóvel em que todos residem é a avó do personagem principal, que é sustentado pela a ex-esposa. Léo trabalha, mas em uma atividade recreativa, e leva a sério a criação de sua ex-enteada e da pequena filha, enquanto a mãe das duas sofre por privilegiar a carreira e não cuidar delas. E tudo isso é transmitido com a maior naturalidade! Por que essa naturalidade? Porque esse tipo de família é cada vez mais comum no Brasil. Mais do que isso, porque não há nada de errado em uma família que não segue a estrutura tradicional pai/mãe/filhos. Ok, você pode me dizer que essa é a família ideal, tal como está lá na Bíblia. Mas, e se você não tiver o “ideal” à sua disposição? E se o que não for o “ideal” ainda assim representar a solução que deixa todo mundo mais feliz? É certo uma pessoa não ter uma vida completa só para perpetuar um formato tradicional de família?
Filhos de pais divorciados já não causam espanto. E vem mais por aí. A última novela da Globo mostrou a questão da doação de óvulos, algo que vai ser cada vez mais comum, pois as mulheres estão adiando a maternidade e a natureza é cruel com algumas. A tendência, pois, é que mais filhos sejam gerados com material genético doado. O reconhecimento do direito de adoção e da fertilização in vitro por casais do mesmo sexo também é um caminho sem volta, embora ainda muito polêmico.
Não me diga que é por conta disso que temos a violência e a desestruturação social atual. Sim, falta família hoje em dia, o que não significa que falte a família tradicional. Esta não faz falta por si só. O que estamos carentes é de pais, sejam eles casais do mesmo sexo, adotivos ou pais que geraram filhos a partir de material genético doado, que verdadeiramente cumpram a função que lhes cabe: amar, educar e dar atenção. Vejo muitas famílias tradicionais abandonarem seus filhos para a TV, o computador e a escola, procurando compensar a ausência com presentes e mais presentes. Esse é o mal da sociedade atual. Se uma criança for educada com carinho, amor e atenção, não interessa que tipo de família ela tenha, certamente será uma criança feliz e um adulto completo.
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Gededaia disse:23/05/12 8:12
COMO SEMPRE CONCORDO COM TUDO QUE VOCE ESCREVE. ESTA DE PARABESN POR SUAS IDÉIAS.
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chaiane lopes disse:23/05/12 9:47
Brilhante abordagem como sempre, concordo em gênero, número e grau, o formato da família bíblica muitas vezes nem cumpre a função que lhe cabe de ser uma “família”.
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valciana disse:23/05/12 22:27
amor! com uma dose de regrinhas básicas, respeito ai próximo formmam o carater do ser humano…tem sorte quem hoje em dia tem uma”familia”
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webstter rodrigues disse:24/05/12 8:12
o plano original de Deus é a familia tradicional.O modelo é perfeito, o problema nao esta no plano mais sim nas pessoas.
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webstter rodrigues disse:24/05/12 11:23
essa certeza de qualidades que vc cita em qualquer tipo de familia é preocupante.
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webstter rodrigues disse:25/05/12 11:44
nao depende somente do modo como os pais vao atuar ou vice verso mais sim se estao no modelo em que Deus deixou.
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Juliana Maioli disse:25/05/12 12:16
Alexandre, concordo plenamente com suas considerações. O modelo ideal de família burguesa está sendo modificado no século XXI. Não importa como seja a nova configuração das famílias, o que interessa são os valores e o amor passado às crianças. Abraços!
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Gustavo Enoque disse:25/05/12 13:33
Como sempre fiquei encantado com o texto, em especial com a conclusão que identifica com perfeição o fator real que caracteriza uma família.
Gostaria de acrescentar que, na minha opinião, a família é o presente mais extraordinário que foi dado por Deus para a humanidade. É o lugar de ouro escolhido por Deus para que nela seja expressa toda a sua graça. A família tem importância fundamental, já que É NELA QUE O SER HUMANO APRENDE A AMAR.
Nesse contexto, ou seja, se é tão bom pertencer a uma família, é muito bacana observar essa tendência de evolução do conceito de família como sendo o conjunto de pessoas ligadas única e exclusivamente pelos laços de afeto e mais legal ainda observar a disposição efetiva do Estado em dar tutela jurídica a essas situações.
Como católico, tenho absoluta certeza que o meu Deus misericordioso e bondoso olha com compaixão e reconhece cada uma dessas novas famílias formadas por pessoas que simplesmente se amam.
Ao ler o seu texto, Dr., me lembrei daquele trecho belíssimo do voto do Ministro Celso de Melo no julgamento da ação das células tronco que até hoje muito me emociona: “o luminoso voto proferido pelo eminente Ministro Carlos Britto permitirá a esses milhões de brasileiros, que hoje sofrem e que hoje se acham postos à margem da vida, o exercício concreto de um direito básico e inalienável que é o direito à busca da felicidade e também o direito de viver com dignidade, direito de que ninguém, absolutamente ninguém, pode ser privado.”
Mais uma vez: PARABÉNS!!!!!
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webstter rodrigues disse:26/05/12 11:47
Amar alguem nao quer dizer que tenho que aprovar as atitudes de certas pessoas.Era assim que Cristo fazia aqui na terra
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webstter rodrigues disse:26/05/12 11:49
Quem ama o seu proximo tentara conduzilo aos planos deixados por Deus.
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Joao Roberto SPINI Machado disse:26/05/12 11:52
Vamos respeitar o Dr.Alexandre,gente de Uberlandia.Nos dias de hoje,ninguem faz frente a ele,em seus comentarios,opiniões e amor a cidade.E,tudo discretamente,como bom Mineiro que ele deve ser.
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webstter rodrigues disse:26/05/12 11:54
Temos que ter o cuidado de atribuir normas regras da biblia a homens e normas humanas como divinas.
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Gustavo Enoque disse:27/05/12 14:52
O Dr. Alexandre já expôs a questão com precisão em comentário anterior, mas gostaria de dar a minha opinião nesse espaço democrático.
Acho que a Bíblia, livro contendo a Palavra de Deus, é um texto e, assim como qualquer texto, é passível de interpretação.
Nesse processo de interpretação eu pessoalmente sigo dois princípios e assim eu procedo não por vontade própria, mas por indicação da própria palavra de Deus (Mateus 22, versículos 34 a 40):
E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.Como está expresso no último versículo (versículo 40), toda a palavra de Deus deve ser interpretada a partir desses mandamentos. Assim, o plano de Deus para mim é o efetivo amor entre as pessoas!! Quem está a margem do plano de Deus, na minha opinião, é somente quem não tem o amor no coração.
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webstter disse:28/05/12 7:42
a biblia nao é qualquer texto,mais a palavra de Deus uma verdadeira inspiraçao.
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webstter disse:28/05/12 7:43
respeitar é uma coisa,discordar é totalmente diferente.
Comentários (19)