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	<title>Modo de Ver</title>
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		<title>&#8220;Somos Tão Jovens&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 08:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem me conhece sabe o quanto sou fã do trabalho da Legião Urbana e de Renato Russo. Tive a sorte de ir a três shows da banda! Eu me lembro de um dia em que passei horas ouvindo uma fita cassete com a gravação de “Faroeste Caboclo”, enquanto tentava datilografar a letra da canção. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem me conhece sabe o quanto sou fã do trabalho da Legião Urbana e de Renato Russo. Tive a sorte de ir a três shows da banda! Eu me lembro de um dia em que passei horas ouvindo uma fita cassete com a gravação de “Faroeste Caboclo”, enquanto tentava datilografar a letra da canção. Eu tinha apenas 11 anos e não havia internet onde pesquisar música nenhuma. Até hoje, ainda escuto a banda, embora em menor intensidade.</p>
<p>Por tudo isso, fiquei bem reticente quanto ao filme “Somos tão jovens”, que trata da adolescência e juventude de Renato Russo, desde o contato com o violão até a formação da Legião Urbana. Sabe quando você tem certeza de que o negócio não vai prestar? Sabe aquela sensação de que se trata apenas de um caça-níquel? De que vai ser uma baboseira total? De qualquer maneira, decidi enfrentar a resistência interna e fui ao cinema. Foi aí que comprovei mais uma vez minha teoria: a expectativa é a semente da frustração. Aliás, comprovei por vias inversas, pois minha má vontade com o filme fez com que eu me surpreendesse com o que eu vi. É uma produção leve e às vezes pode ser um pouquinho sem emoção para quem não é fã de carteirinha da banda ou não conhece os detalhes da vida do seu vocalista. Mas o filme até que consegue se segurar. Não caiu no sentimentalismo e optou por uma etapa da vida de Renato Russo que é mais desconhecida e que permite mostrar como nasceu um movimento musical que marcou uma geração inteira: o rock nacional dos anos 1980, cujo epicentro foi a capital federal. É muito legal ver como aquelas turmas foram formando bandas que mudariam o que os jovens ouviam nas rádios. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi a interpretação de Thiago Mendonça. Se você não foi ao cinema, não espere que o ator tenha o porte vocal de Renato Russo. Ele até que segura uns graves bem, mas não consegue subir como o vocalista da Legião. Em suas limitações, porém, ele conseguiu se sair muito bem. Melhor ainda foi a sua capacidade de reproduzir as expressões faciais de Renato Russo e o seu jeito meio afetado de falar e de se comportar. Ficou muito parecido com o que eu já vi do cantor.</p>
<p>Renato Russo pode não ter sido um exemplo de comportamento, assim como o Cazuza não foi. Usuários de drogas, às vezes promíscuos, muitos pais não desejariam um filho assim. Mas é interessante ver os filmes dos dois para perceber como talento e rebeldia podem construir um artista como Renato Russo, que influenciou uma geração inteira. No mais, vale para relembrar o tempo em que os jovens escutavam letras um pouco mais complexas do que um monte de sílabas dançantes ou estímulos contínuos ao coma alcoólico.</p>
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		<title>Um ano sem internet</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 09:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paul Miller é um jornalista especializado em tecnologia que, de tanto ficar na internet e isso atrapalhar sua produtividade, resolveu dar um tempo de um ano para ver se conseguia melhorar. Ao final da experiência, ele escreveu: “Não diria que foi um erro ficar off-line, mas minha hipótese se mostrou incorreta: mesmo sem a distração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paul Miller é um jornalista especializado em tecnologia que, de tanto ficar na internet e isso atrapalhar sua produtividade, resolveu dar um tempo de um ano para ver se conseguia melhorar. Ao final da experiência, ele escreveu: “Não diria que foi um erro ficar off-line, mas minha hipótese se mostrou incorreta: mesmo sem a distração da internet, eu não sucedi nas coisas que mais queria fazer. Mas o experimento fez com que aprendesse sobre mim. Não recomendaria às pessoas que se desconectassem só por desconectar. Mas muitas coisas merecem atenção exclusiva e, para alguns, isso só acontece tirando o laptop do colo, desligando o celular. A questão é achar um ponto de equilíbrio, e isso é difícil”.</p>
<p>É o que eu sempre digo: a virtude está no meio termo, no bom senso. Não acho que as pessoas totalmente desconectadas sejam mais evoluídas por não terem sido contaminadas pelo vício da internet. Por outro lado, também percebo que o excesso de conexão é prejudicial. Mas, como disse Paul Miller, o difícil é achar o ponto de equilíbrio. Eu vivo correndo atrás dele. Quando percebo que não tenho paciência ou tempo para ler minha revista semanal, ver um filme ou ler o livro que há tempos está me esperando, noto que o excesso chegou.</p>
<p>Há algum tempo, experimentei uma tática que foi muito positiva: acessar e-mail e redes sociais apenas após o anoitecer. Às vezes, uso essa técnica e quando eu faço isso sempre consigo adiantar minhas leituras e diminuir a ansiedade.</p>
<p>Outra saída é não publicar nada nas redes sociais por um tempo. Quando você publica, automaticamente se prende àquilo e fica ansioso para saber se alguém respondeu ou comentou. Claro, as redes sociais servem justamente para trocar informações, seja a trabalho, seja por lazer, mas publicar demais sem que o conteúdo seja realmente relevante para a sua vida pode amplificar sua ansiedade. Para quem gosta de participar ativamente das redes, deixar de publicar todos os dias é um desafio. Mas vale a pena tentar dar um tempo às vezes.</p>
<p>Quanto ao e-mail, é um pouco mais difícil, pois a gente realmente usa essa ferramenta para várias atividades profissionais e estudantis, razão pela qual não dá para ignorá-lo. De qualquer maneira, ainda tento – muitas vezes sem sucesso – seguir a dica de não acessar o e-mail em um prazo menor do que duas horas.</p>
<p>Se a mensagem for tão importante que não possa esperar esse tempo, certamente a pessoa vai ligar. E se a pessoa não tem o seu telefone, então é porque a mensagem não é tão importante assim a ponto de obrigá-lo a conferir o e-mail a cada dez minutos.</p>
<p>Enfim, para nós, que gostamos da internet, é um desafio encontrar um limite para o uso. Banir a rede, como percebeu Paul Miller, é uma saída ineficaz. O jeito é tentar moderar.</p>
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		<title>A ditadura não era melhor</title>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 08:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alexandre Henry - Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[São recorrentes as coisas que leio na internet dizendo que os militares devem voltar, que durante a ditadura o país era mais sério, mais organizado, com menos crime, menos corrupção – fatos que justificariam a volta de um governo de pulso firme que acabasse com a esculhambação que virou o país.
Não tiro alguns méritos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São recorrentes as coisas que leio na internet dizendo que os militares devem voltar, que durante a ditadura o país era mais sério, mais organizado, com menos crime, menos corrupção – fatos que justificariam a volta de um governo de pulso firme que acabasse com a esculhambação que virou o país.</p>
<p>Não tiro alguns méritos do governo militar e até questiono se realmente uma ditadura poderia ter sido evitada no país naqueles anos de Guerra Fria. Às vezes, penso que não tínhamos muita opção: ou uma ditadura socialista, estilo Cuba; ou uma ditadura de direita, como a que tivemos. Essa dúvida não me faz apoiar o golpe, mas apenas traz uma reflexão. De toda forma, reconheço que o governo militar se preocupou com o desenvolvimento do país em vários aspectos. Nenhum sistema humano é tão perfeito quanto Deus ou tão imperfeito quanto o diabo. Porém, se você passar os olhos pelo mundo de hoje, verá que não há nenhum país que tenha se transformado em uma sociedade desenvolvida por meio de uma ditadura. O caso da China ainda é muito recente para que possamos citá-lo como exemplo e, sinceramente, não sei até quando os chineses trocarão passivamente a liberdade pelo crescimento econômico. Por outro lado, quando você analisa nações nas quais existe riqueza, mas também existe um respeito muito grande pelo ser humano, o que é que você vê? Suécia, Dinamarca, Alemanha, Canadá, Japão, Noruega, Nova Zelândia, França e por aí afora: são todos países democráticos. E as ditaduras, quais são desenvolvidas e respeitam completamente a liberdade humana? Nenhuma.</p>
<p>Como já disseram, a democracia é um sistema político horrível, mas ainda é o melhor que nós temos. O que a moçada nova, a que mais publica elogios à ditadura militar nas redes sociais, não sabe é que nem mesmo redes sociais eles teriam para reclamar se vivessem em um regime autoritário. Hoje, se um petista ou um tucano são pegos em corrupção, qualquer um pode denunciar isso. Há quatro décadas, se um general desviasse qualquer quantia – e havia quem desviasse, pois não há humano perfeito – ninguém poderia colocar a boca no trombone. A maioria das mazelas era varrida para debaixo do tapete e tudo parecia perfeito. Reconheço que, em relação a alguns pontos, as coisas podiam até ser melhores do que temos hoje, mas a questão é de evolução: somente se chega a uma sociedade livre e desenvolvida por meio da democracia, um sistema que requer paciência e persistência, em uma luta constante para aperfeiçoá-lo. Pedir a volta da ditadura é ser preguiçoso, é querer uma solução fácil que, na realidade, não é uma solução, mas uma volta a um passado que deve ser superado, caso a intenção seja ter um país rico e, ao mesmo tempo, pleno de liberdade.</p>
<p><strong>Alexandre Henry &#8211; Escritor</strong><br />
www.dedodeprosa.com</p>
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		<title>Maioridade penal</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 09:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coerência é uma das virtudes que eu mais prezo em uma pessoa e uma das que mais busco em meu trabalho. Aliás, na minha vida por completo. Por isso, tento refletir sobre essa questão de se reduzir a idade penal mínima de 18 para 16 anos de uma forma a não ser incoerente.
Para início de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coerência é uma das virtudes que eu mais prezo em uma pessoa e uma das que mais busco em meu trabalho. Aliás, na minha vida por completo. Por isso, tento refletir sobre essa questão de se reduzir a idade penal mínima de 18 para 16 anos de uma forma a não ser incoerente.</p>
<p>Para início de conversa, se um adolescente matasse alguém que amo, minha reação não seria desejar muitos anos de cadeia para ele, mas a morte. Graças a Deus, porém, as leis não são feitas por quem está sofrendo a dor de uma perda nem as pessoas são julgadas por alguém nessa condição, porque as emoções cegam a razão. Se você amassar o carro novinho de uma pessoa por distração, certamente ela terá vontade de socar a sua cara, mas nem por isso você achará que essa é a solução mais justa.</p>
<p>Longe das emoções, sou contra a redução da maioridade penal enquanto não tivermos uma atuação uniforme em relação aos nossos adolescentes. Quem defende igualdade de tratamento para um menino de 16 anos, sob o argumento de que ele já é capaz de entender tudo o que faz e de decidir o que é melhor para ele, deve estar preparado para manter a coerência em outras situações. Você acha que sua filha de 16 anos é plenamente capaz para decidir a vida sexual dela e a hora de engravidar? Que seu filho tem discernimento para decidir se quer ou não fumar maconha ou cheirar cocaína? Que meninos de 16 anos podem fazer o que desejarem? Por que você acha que eles não podem? Por imaturidade? Vamos mais longe.</p>
<p>A lei permite a um menor com 16 anos votar. Mas restringe praticamente todos os outros direitos. Por que alguém nessa idade não pode dirigir? Por que não pode tirar passaporte e viajar para o exterior sem autorização dos pais? Por que não pode beber álcool? Por que não pode frequentar um motel? Por que não pode abrir uma empresa sem necessidade de consentimento paterno? Por que não pode portar uma arma de fogo? Eu respondo: porque a sociedade entende que ele não é plenamente capaz, que não tem plena consciência de seus atos. Aí você me diz: mas quem comete um latrocínio tem consciência! Quem disse que tem? Um adolescente pode pegar o carro escondido do pai e você continuará achando que ele não tem maturidade para dirigir.</p>
<p>Não sou a favor de deixar como está, pois a realidade já mostrou que a lei atual favorece a criminalidade. Sou a favor do aumento do tempo de internação, de maneira a fazer com que o adolescente saiba que não sairá logo, mas também que possa ter um tratamento diferenciado de quem já é adulto. Em resumo, um meio termo entre deixar como está e mudar tudo para que um menino de 16 anos seja tratado da mesma forma que um adulto.</p>
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		<title>Um dia, o adeus</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 08:51:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alexandre Henry - Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Dedo de prosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu queria falar sobre algumas pessoas queridas que não conseguem colocar fim a relações desgastadas. Tudo pode ter um fim! – é o que eu queria dizer. Então, lembrei-me que há 20 anos eu fiz isso, eu pus fim a uma relação que tinha sido tudo para mim, mas que havia seis meses só me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria falar sobre algumas pessoas queridas que não conseguem colocar fim a relações desgastadas. Tudo pode ter um fim! – é o que eu queria dizer. Então, lembrei-me que há 20 anos eu fiz isso, eu pus fim a uma relação que tinha sido tudo para mim, mas que havia seis meses só me trazia muita dor. Assim, no dia do meu aniversário, ela foi à minha casa e tivemos a última conversa. Registrei no meu livro “Até algum dia” aquele momento:</p>
<p>“Calei-me e continuamos sentados, quietos. Chegar ali naquele instante, depois de infinitos dias um ao lado do outro, dos inúmeros beijos cheios de amor e carinho, das palavras doces, foi muito difícil. E pensar que tantas vezes fôramos as duas pessoas mais felizes do mundo&#8230; E quantas vezes eu passei horas deitado em seu colo, quietinho para que ela não parasse de passar suas mãos finas em meus cabelos, a gente conversando sem o assunto terminar, namorando, falando carinhosamente ao ouvido um do outro&#8230; Até mesmo mil palavras seriam um pontinho invisível, incapazes de contar cada momento bom que passamos juntos, seriam insuficientes até mesmo para descrever as nossas sensações quando nos beijávamos com os corpos colados, buscando sentir a proteção um no outro&#8230; Estava ali agora, a Juliana de olhar triste à minha frente. Se fosse hora de palavras, teria dito a ela que eu nunca poderia descrever o que senti por ela e o quanto vivi, amei, sofri e aprendi em nossa longa caminhada. Mas era hora de tomar outro rumo, quem sabe algum dia dissesse a ela tudo o que se passou pelo meu pensamento. Por tudo isso e por muito mais, custei a dizer as poucas palavras tecidas em seis meses de desentendimentos. Bem lá no fundo, ainda havia alguma coisa em mim que quis dizer o contrário ao vê-la sentada em silêncio, olhos distantes. Mas os seis últimos meses haviam sido muito dolorosos, longos demais para continuar percorrendo aquele caminho de pedra. Demorei todo esse tempo para ter a certeza de que seria capaz de dizer adeus à minha Ju pela última vez e suportar a dor de vê-la partir para sempre”.</p>
<p>No livro, continuo narrando o que aconteceu: trocamos mais algumas palavras, eu a acompanhei ao ponto de ônibus e a vi partir. Doeu! Mas, era escolher entre a ilusão de que tudo pudesse voltar a ser como antes ou me atirar em um destino desconhecido, sozinho ou ao lado de uma nova pessoa. Fiz a minha escolha e hoje entendo que, na verdade, eu não tinha escolha, pois o fim viria de um jeito ou de outro. O que fiz foi apenas colocar um ponto final na relação antes que a relação colocasse um ponto final em mim. E é isso que eu queria dizer para algumas pessoas, dizer que o fim dói, mas depois do fim pode haver ao menos a esperança.</p>
<p>Alexandre Henry &#8211; Escritor</p>
<p><a href="www.dedodeprosa.com" target="_blank">www.dedodeprosa.com</a></p>
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		<title>Preconceito Turístico</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2013 09:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia, um colega meu estava em Nova York, em sua primeira viagem internacional. Falei com ele pelo telefone e ele me revelou o quanto a viagem estava sendo surpreendentemente boa: “Rapaz, quando o povo falava em viajar para o exterior, eu não entendia por que tanta fascinação, já que o Brasil tem um monte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, um colega meu estava em Nova York, em sua primeira viagem internacional. Falei com ele pelo telefone e ele me revelou o quanto a viagem estava sendo surpreendentemente boa: “Rapaz, quando o povo falava em viajar para o exterior, eu não entendia por que tanta fascinação, já que o Brasil tem um monte de lugar bonito para ir. Mas, agora eu entendo”.</p>
<p>Com o barateamento das passagens e dos hotéis, cada vez mais gente tem viajado a lazer. A consequência é o crescimento do preconceito turístico também, que se revela sob várias facetas. A aversão ao exterior é uma delas e tem como maior justificativa o que meu amigo falou: a diversidade e a riqueza de destinos no Brasil.</p>
<p>Só que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Continuo achando o Rio de Janeiro um dos melhores destinos turísticos do mundo, mas você não encontra tudo o que uma viagem internacional lhe proporciona passando uma semana nas praias cariocas. São destinos diferentes, com atrações diferentes. Simples assim. A sensação de estar em outro país, de ouvir outra língua, de conhecer uma cultura bem diferente, tudo isso é algo que nenhuma viagem dentro do país vai te proporcionar.</p>
<p>Por isso, acho que quem nunca foi ao exterior, mesmo tendo condições para isso, precisa acabar com o preconceito e colocar o pé na estrada, pois qualquer tipo de preconceito é uma bobagem sem fim. Às vezes, eu prefiro ficar dentro do Brasil mesmo, seja pela praticidade, segurança etc.</p>
<p>Mas, por que não revezar as viagens, quando isso é possível? Por que não ir um ano para a Serra Gaúcha ou para as cidades históricas mineiras, e outro para a Argentina ou o Chile?</p>
<p>Há quem tenha preconceito especificamente em relação aos Estados Unidos. Outra besteira. Uma coisa é aquela elite WASP americana; outra, é um povo multifacetado, trabalhador, patriota e, acredite, acolhedor. Já fui a Cuba e aos EUA e posso dizer que cada país e cada povo tem seu charme.</p>
<p>Bobo é quem deixa de fazer turismo em algum deles por preconceito e ignorância. Aliás, bobo é quem deixa de fazer turismo em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, pois viajar – ainda que para a cidade vizinha – sempre foi um dos melhores exercícios para amadurecer e entender melhor o mundo, recebendo lições de diversidade e tolerância.</p>
<p>A maioria das pessoas que viaja para destinos variados com frequência, independentemente da distância ou do conforto, é muito mais receptiva a novas ideias e é muito mais capaz de entender as diferenças do que aquele que permanece trancado em seu próprio mundo. Há exceções? Claro que há! Tem gente chata que vive de contar vantagem sobre suas viagens. Mas, são apenas exceções mesmo e a maioria das pessoas fica bem melhor quando viaja.</p>
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		<title>O pastor e o livre arbítrio</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 08:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O pastor e o livre arbítrio]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quase vinte anos, leio a Bíblia praticamente todas as noites. É algo que gosto, que me faz sentir bem e me provoca algumas reflexões interessantes. Nessas leituras, uma lição ficou bem clara para mim: o livre arbítrio é o ponto chave na relação entre nossas vidas e Deus. Há na Bíblia uma passagem segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase vinte anos, leio a Bíblia praticamente todas as noites. É algo que gosto, que me faz sentir bem e me provoca algumas reflexões interessantes. Nessas leituras, uma lição ficou bem clara para mim: o livre arbítrio é o ponto chave na relação entre nossas vidas e Deus. Há na Bíblia uma passagem segundo a qual “tudo posso, mas nem tudo me convém”. Em síntese, a cada um foi dado o livre arbítrio, mas para ser salvo é importante evitar certas atitudes. A quem cabe escolher? A cada um de nós.</p>
<p>Creio que é uma reflexão mais profunda sobre essa passagem bíblica que falta para os cristãos fundamentalistas, sejam eles católicos ou evangélicos. Quando vejo religiosos fazendo de tudo para que a lei proíba ações que estão na exclusiva esfera de decisão de cada um, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, fico me perguntando: será que eles pularam a parte da Bíblia que fala sobre o livre arbítrio? Será que eles não entendem que a salvação é uma decisão pessoal e não uma imposição divina? Se fosse uma imposição divina, nem de igrejas precisaríamos. Pelo que eu me lembre, Deus não colocou guardas para impedir que Adão e Eva comessem do fruto da árvore proibida. Apenas avisou: se vocês comerem, arcarão com as consequências. O que Deus fez nesse caso? Concedeu ao casal o direito de escolher. Simples assim. Quanto a Jesus Cristo, ele claramente separou religião e estado. Quando perguntado sobre o pagamento de impostos, simplesmente falou para dar a César o que era de César.</p>
<p>Por essas e outras, acredito que realmente o deputado Marcos Feliciano não está no lugar certo. Parece-me evidente que ele quer impor uma visão religiosa em uma comissão que trata de direitos civis. Mas, questões civis não podem ser analisadas sob o ângulo da religião, pois isso significa ir contra a visão de Deus sobre o livre arbítrio. Na cabeça de alguns fundamentalistas, casamento entre pessoas do mesmo sexo, carnaval, bebidas alcoólicas, preservativos, divórcio, tudo isso e muito mais deveria ser terminantemente proibido pela legislação, “para termos uma nação pura e glorificada”. Só que não é da vontade divina que a nação seja pura e glorificada por imposição. O que Deus quer é que cada um ponha a mão na consciência e decida se deseja seguir os ensinamentos bíblicos ou não. As consequências de uma vida contrária a esses ensinamentos devem ser apenas as que estão na Bíblia, ou seja, a ida para um lugar distinto do paraíso. Mas, cabe a cada um decidir não apenas para onde quer ir depois da morte, mas também se quer ou não acreditar em tudo isso. Tentar impedir por motivos religiosos que as pessoas não exerçam o livre arbítrio é querer ir além do que o próprio Deus decidiu fazer.</p>
<p>Alexandre Henry &#8211; Escritor</p>
<p>www.dedodeprosa.com</p>
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		<title>A vida do vizinho</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 14:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos filmes a que assisti neste ano me chamou a atenção pela mensagem, já que a história em si não é lá grandes coisas. Chama-se “Amor por contrato” e fala de uma estratégia de marketing inovadora, consistente em formar uma família perfeita, colocá-la em um bairro específico e dar um jeito dessa família ir fazendo amizade com todos, apresentando de forma disfarçada uma enorme quantidade de produtos e um estilo de vida baseado no consumo.</p>
<p>A ideia é ligar a felicidade à existência dos produtos, impulsionando uma cadeia de consumidores. Como pano de fundo do filme, bem ao estilo Hollywood, uma história de amor.</p>
<p>Como eu disse, não é uma grande produção, mas vale pela mensagem, principalmente, porque quase todo ser humano acha que a vida do vizinho, do amigo, do primo, é sempre melhor. Basta que um colega de trabalho compre um carro novo para você pensar que ele é que é feliz. Se aquela sua amiga chega com um sorriso e uma bolsa de marca a tiracolo, pronto, ela é a sortuda e você a infeliz!</p>
<p>Se ela tem um marido que manda flores, aí então é que vem a sua depressão. E o amigo que viajou para a Europa no mês passado, enquanto você ficou estudando ou cuidando de meninos? E a sua prima que trocou os móveis da sala ou comprou uma calça jeans caríssima? Isso sem falar na nova maravilha da informática que o chefe tem nas mãos!</p>
<p>Caetano canta uma música chamada “Dom de iludir”, na qual diz que “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. O problema é que a gente costuma ver apenas as delícias da vida alheia, nunca reparando nas dores. É a frase do bêbado: “todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas não os tombos que eu levo”. Aos poucos, se você ficar olhando muito o carro novo do colega de trabalho, a bolsa de marca da amiga, a viagem daquele primo para a Europa, vai começar a brotar uma semente perigosa, a semente da inveja. E a gente sabe que a inveja é uma merda, não sabe?</p>
<p>Principalmente para quem a sente. Em algumas raras pessoas, ela dá uma energia estranha capaz de levar o invejoso a trabalhar mais ainda, só para ter a mesma coisa. Se nem nesses casos incomuns é algo bom, imagine o resto. A maioria sente um amargo por dentro, uma sensação de que Deus e a vida foram injustos, a cabeça começa a maquinar uma forma daquela pessoa invejada voltar a ser como você&#8230;</p>
<p>Pronto, o caminho para tudo o que é ruim já está pavimentado. Antídoto para tudo isso? Primeiro, pensar que a pessoa pode ter algo bom que você queria, mas você sempre vai ter algo que ela não tem e também desejaria. Segundo, tentar ser feliz com o que se tem. São conselhos meio piegas, autoajuda, sei lá. Mas, acredite em mim: sem eles, você estará ferrado.</p>
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		<title>O Bandejão da UFU</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Mar 2013 08:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alexandre Henry - Escritor]]></category>
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		<description><![CDATA[Reportagem do “Jornal da UFU” deste mês traz uma interessante matéria sobre o mestrado da bióloga Cyntia Arantes. Preocupada com o desperdício em restaurantes, ela quantificou a comida jogada no lixo durante dez dias, concluindo que cada usuário do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) joga fora, em média, 101 gramas. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reportagem do “Jornal da UFU” deste mês traz uma interessante matéria sobre o mestrado da bióloga Cyntia Arantes. Preocupada com o desperdício em restaurantes, ela quantificou a comida jogada no lixo durante dez dias, concluindo que cada usuário do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) joga fora, em média, 101 gramas. É um número estarrecedor, principalmente porque o público do RU tende a ser mais esclarecido do que a média.</p>
<p>A alegação de algumas pessoas é que a quantidade de comida servida pelos funcionários do restaurante é sempre maior do que conseguem comer, segundo a reportagem. Balela. Eu almocei e jantei durante dois anos seguidos no RU da USP, o famoso “Bandejão”, e não me lembro de jogar comida fora um dia sequer. Minto: teve uma vez em que eu estava gripado e, embora com fome, a comida não desceu de jeito nenhum. Exceto nessas situações, sempre tentei comer tudo o que estava na bandeja – e olha que o sabor da comida de lá não era nada elogiável. O funcionário colocou muito para você? “Por gentileza, coloque um pouco menos, para que eu não desperdice” – são as palavrinhas mágicas. Acho incrível como as pessoas são. Fazem passeata em defesa do meio ambiente, mas jogam no lixo mais de 20% da comida que colocam no prato. Esquecem quanta água é necessária para produzir uma porção de arroz, um bife, um tomate. Esquecem a energia gasta nos sistemas de irrigação, nos tratores, nos caminhões que transportam os alimentos, nas câmaras de refrigeração, nos fogões e fornos. E as criancinhas passando fome? No final do ano, a moçada se junta e faz aquela bela campanha para arrecadar alimentos para a comunidade carente, a mesma comunidade que paga mais caro pela comida todos os dias por que as pessoas desperdiçam e isso torna tudo mais caro. E o preço da refeição no RU? E nas churrascarias? E nos restaurantes que não trabalham por peso? Caro, né? Pois então, será que deixar o desperdício de lado não ajudaria um pouquinho a segurar os preços?</p>
<p>Já escrevi aqui este ano e volto a repetir: posso estar me tornando mais ranzinza e rabugento a cada dia, mas não consigo enxergar quase nada além de uma hipocrisia social gigantesca. Gente que reclama das enchentes e joga lixo nas ruas, entupindo bueiros. Críticas quanto à dengue, enquanto a água se acumula no próprio quintal. Lenha no político corrupto, mas se o troco está errado, o problema é do burro do caixa. Isso cansa, sinceramente. Faz a gente perder a fé nas pessoas, na humanidade, passando a achar que tudo é hipocrisia. Ninguém precisa ser o certinho, o quadradão, o chato. Mas, um pouco de bom senso e autocrítica sempre fazem bem.</p>
<p><strong>Alexandre Henry &#8211; Escritor</strong></p>
<p>www.dedodeprosa.com</p>
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		<title>Trânsito: a vida por um fio</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Mar 2013 08:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Henry</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Henry]]></category>
		<category><![CDATA[Modo de ver]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, eu havia saído de uma consulta médica e me dirigia ao trabalho pela manhã, passando pela avenida Brasil. De repente, vi um movimento brusco e meus olhos enxergaram um homem embaixo da parte traseira de um caminhão. Gastei uma fração de segundo para entender que, naquela posição em que ele estava, alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada, eu havia saído de uma consulta médica e me dirigia ao trabalho pela manhã, passando pela avenida Brasil. De repente, vi um movimento brusco e meus olhos enxergaram um homem embaixo da parte traseira de um caminhão. Gastei uma fração de segundo para entender que, naquela posição em que ele estava, alguma coisa de errado tinha acontecido. Parei então o carro no meio da rua, liguei o sinal de alerta e desci fazendo sinal para que o trânsito parasse. Caminhei rapidamente até o local e vi que ele estava desacordado e muito ferido. Alguém falou em uma caminhonete e decidi então procurá-la, já entendendo que aquilo fora um atropelamento. Mas, meus pensamentos preocupados com a recente consulta médica não me fizeram registrar o atropelador nem a cena do acidente direito. Voltei lá e, como já havia muita gente dando socorro, fui embora. Horas depois, senti um aperto no peito ao saber que o homem havia falecido no local.</p>
<p>No último domingo, abri a página do Correio de Uberlândia à noite e li a notícia do acidente com a carreta, que vitimou quatro pessoas e feriu mais de uma dezena. Fiquei triste por todos ali, ainda mais depois do choque com o atropelamento que presenciei. Inevitavelmente, veio-me à cabeça a certeza de que a vida da gente está sempre por um fio, ainda mais com o trânsito violento que temos. Não sei se o atropelamento foi culpa do motorista ou se o pedestre se distraiu. Não sei se o acidente com a carreta foi resultado de uma falha mecânica ou de uma imprudência do condutor. O fato é que, por culpa de quem dirige ou mero acaso do destino, é muito fácil dizer adeus à vida em nossas ruas violentas.</p>
<p>Precisamos reduzir esses infortúnios o mais rapidamente possível. Uma vida é muito rara, é muito cara, em todos os sentidos. Custa lágrimas e dor para as famílias, a ausência amarga para os amigos, um custo desnecessário para a Previdência, enfim, é algo que não traz nada de bom para ninguém. Reduzir essas tragédias passa pelo que já estamos fazendo: coibir ao máximo a embriaguez ao volante. Mas passa também pela conscientização dos riscos de dirigir falando ao celular, de guiar um veículo muito cansado e com sono, de não fazer a manutenção adequada e nos prazos recomendados pelas fábricas. Passa por tudo isso. A fiscalização de motoristas e veículos é falha, mas também tem sido muito falho o nosso bom-senso no trânsito. Nós sempre reclamamos do outro que põe nossas vidas em risco, mas chegamos ao absurdo de achar ruim se alguém nos chama a atenção por uma manobra indevida no trânsito ou por não desligarmos o telefone quando estamos dirigindo. É uma contradição que precisa ser sanada, para o bem de todos e para um trânsito mais seguro.</p>
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