Um grupo chamado Relíquia
O Grupo Relíquia tem as raízes fincadas em Itaquera, São Paulo. Incentivados por admiradores, os integrantes deste conjunto, que se reuniam casualmente para as rodas de bar, resolveram, em 1987, assumir a condição de grupo que, na oportunidade era formado por Davis, Rodney Simpatia, Carlão, Babalú, Robinho e Bigú. Trabalharam em todos os espaços possíveis, onde quer que houvesse um tamborim. Venceram o primeiro festival de Pagode e Samba realizado na Escola de Samba Leandro de Itaquera, em agosto de 1988. No mês seguinte, venceram outro festival na Escola de Samba Passos de Ouro, atualmente X- 9 Paulistana. Em novembro do mesmo ano, tiveram a oportunidade de vencer mais uma vez, na escola de Samba Leandro de Itaquera, com o samba-enredo “Babalotim”, interpretado por Eliana de Lima. Esta música chegou a ser considerada pela crítica, como um dos melhores sambas de enredo de São Paulo.
Em janeiro de 1989, apresentaram-se por dez meses no “Aconchego’s Bar” em Vila Formosa. Depois foram convidados para se apresentar numa das casas mais agitadas da Capital, o “Só Pra Contrariar”. Ali permaneceram por três anos. Então surgiu a oportunidade de participar em duas faixas, no LP “Só Pra Contrariar e seus convidados”. Fizeram shows ao lado de ilustres figuras, como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Grupo Raça, Eliana de Lima, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Marquinhos Satã, Reinaldo, Dicró e outros. Em 1991, começaram a tocar no Sambarilove, na Bela Vista, onde permaneceram por um ano.
Veio o lançamento do seu primeiro LP, com o titulo “Ta tudo aí”, onde se destacaram as músicas “Vasto Coração”, “Segunda Vez” e “Loucura”. O disco chegou às ruas em dezembro de 1992. Em 1995, o Grupo Relíquia lançou o segundo LP, com o título “Mudanças” no qual contaram com grandes sucessos: “Batendo na palma da mão”, “Triste Dor” e “Rosa Amarela”.
Em 1998, surgiu “Viagem ao infinito CD”, terceiro trabalho do grupo. Este foi distribuído e comercializado pelo selo Relíquia Produções Artísticas. O grupo Relíquia, na verdade, esteve sempre entre os grandes, mas nunca estourou. Trafega hoje pelos bares da capital paulista, com uma formação um tanto diferente, mas carrega a marca daqueles que contribuíram para a grande e avassaladora onda do samba que tomou conta do país no final dos anos 80 e início dos 90. Viva o Relíquia e sua luta pelo estrelato. Salve a cultura popular!