Guto Braga calçou as sandálias da humildade
Fiquei impressionado com muita coisa que ouvi nos últimos dias sobre o Uberlândia Esporte Clube (UEC), que foi eliminado precocemente do Módulo II do Campeonato Mineiro, e agora está parecendo “cachorro quando cai de mudança”, ou seja, não sabe para que lado vai ou se fica parado.
Na verdade, estou pasmo com o conformismo de várias pessoas que se dizem torcedores do UEC. Teve gente que disse que o time fechou a participação no campeonato com dignidade. Outras pessoas se mostraram felizes simplesmente porque o presidente do clube, Guto Braga, calçou as “sandálias da humildade” e assumiu os erros e a culpa pela desclassificação.
Sinceramente, se conformar com uma campanha fraca e essa humilhante eliminação não dá para entender. O torcedor deveria estar irritado, indignado, “p” da vida. Afinal, o Uberlândia, que possui uma estrutura superior a muitos clubes que disputam até mesmo a série A do Brasileiro, que teve tempo de sobra para montar um elenco forte e competitivo, que fez quase uma dezena de jogos amistosos, perdeu a vaga para Mamoré e Araxá, que, com todo respeito, mais se parecem com times amadores.
A grande diferença é que, enquanto o UEC contratou jogador “gordo” como o caso do atacante Diego Silva ou do também atacante André Neles, que nem sequer vinha jogando no seu ex-clube, o Marcílio Dias, o Mamoré montou uma equipe de jogadores jovens, que têm vontade de vencer. Já o Araxá montou um time experiente, com jogadores que sabem o que é uma Segunda Divisão.
No Uberlândia Esporte foi exatamente o contrário. Antes de começar o campeonato, dispensaram garotos formados nas categorias de base do clube, como Elbert, Xandinho, Chiquinho, Dener e Luiz Guilherme. Deram poucas chances ao Guma e colocaram o Matheus só quando a “vaca já tinha ido para o brejo”. Aliás, a minha sugestão é que o UEC acabe com suas categorias de base, porque se não é para aproveitar jogadores jovens, não faz sentido nenhum ter equipes de juniores, juvenis e infantis.
O Guto Braga, que é, sem dúvida nenhuma, uma pessoa íntegra, educada e, acima de tudo, um grande torcedor do Uberlândia Esporte, tem que fazer valer a sua condição de presidente e se for preciso “bater a mão na mesa” e mostrar que quem manda é ele. Tomar atitudes que podem contrariar este ou aquele companheiro de diretoria. Eu não gosto muito dessa coisa de ter muita gente palpitando. Acho que, em futebol, o regime presidencialista deve prevalecer, doa a quem doer.
Na verdade, acabei fazendo um desabafo. Disputar Taça Minas Gerais é o que a maioria das pessoas quer e acho que o próprio presidente também pensa assim. Portanto, cabe a ele decidir se disputa ou não. A verdade é que os erros cometidos no Módulo II não podem se repetir. O Guto Braga continua tendo credibilidade, mas não pode ficar a toda hora pedindo desculpas pelos erros, que, na verdade, não são apenas seus.
Comentários 0