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História da Arte e da Cultura

Nehac A coluna é publicada às sextas-feiras por integrantes do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac)

18/03/2011 6:00

3 Horizontes

Entre os dia 11 e 13 de março foi apresentado em Uberlândia, no Teatro Rondon Pacheco, a peça “3 Horizontes”, encenada pelo grupo teatral carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, trupe de trajetória reconhecida e admirada em todo o Brasil. No palco atuaram os atores Cadu Cinelli, Helena Contente, Rosana Reátegui e a Violoncelista Álea Almeida, todos empenhados em apresentar um bom trabalho para o público.

O espetáculo “3 Horizontes” é baseado em três narrativas do livro “Contos Orientais” escrito pela européia Marguerite Yourcenar e publicado em 1938. A peça contou com a direção do ator Cadu Cinelli. Os contos encenados foram: “A viúva Afrodísia”, “O Leite da Morte” e “Como Wang Fô Foi Salvo”. A morte é explorada em todas as histórias, cada uma trazendo suas especificidades, apontando diferentes visões, encantando e prendendo a atenção da platéia, que, ao final da apresentação, não poupou aplausos.

Durante o espetáculo, vários objetos foram utilizados em cena, como escadas, panos, linhas, bacias e panelas, que auxiliaram os atores durante a trama e contribuíram para um maior enriquecimento e clareza do jogo estético utilizado por eles. Além disso, notamos que na exibição da peça as narrações das histórias se mesclavam com o canto e a dança, tendo como música de fundo o som do violoncelo que estava sempre em harmonia com as situações específicas de cada cena.

O espetáculo realizado pelo grupo carioca possibilita-nos a reflexão de assuntos polêmicos que presenciamos em nosso cotidiano. Nesse sentido, o teatro, que muitas vezes é entendido como a representação da realidade, contribui para debatermos questões que intrigam o ser humano no mundo instável em que ele está inserido, no caso específico da peça “3 horizontes”, a questão polêmica da morte. Como afirma ainda o diretor do espetáculo Cadu Cinelli: ”a idéia de uma releitura transformadora e poética da morte é na verdade uma maneira de levantar a discussão da valorização da vida, de buscarmos uma reflexão dos valores humanos, morais e éticos, tão em crise atualmente.”

Fabrícia Vieira de Araújo
Graduanda em História pela Universidade Federal de Uberlândia e integrante do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac)

Comentários 1

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  1. Jéssica disse:18/03/11 14:49

    Uma bela peça que teve como objetivo instigar no público o lado mais poético e sensível do ser humano. Os que assistiram com certeza gostaram bastante e podem concordar com o que o que foi escrito acima.

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