Nehac

História da Arte e da Cultura

Nehac A coluna é publicada às sextas-feiras por integrantes do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac)

30/12/2011 6:00

A História (re)visitada

Como professor de história dos ensinos fundamental e médio, sempre começo o ano letivo refletindo com os alunos as vicissitudes do estudo da história, a saber: é possível conhecer diretamente em história? É possível reconstituir o passado em toda sua plenitude? Como podemos ter acesso a algum conhecimento válido e certo se a máquina do tempo ainda não foi inventada?

O conhecimento em história é sempre indireto, isto é, não temos acesso ao passado senão por meio dos vestígios que os homens e mulheres de outrora nos legaram, voluntaria ou involuntariamente; são as fontes históricas. São elas que nos permitem trilhar, recompor, intuir sobre o que aconteceu em outros tempos.

Neste sentido, várias iniciativas estão sendo feitas para tirar da história este aspecto “velho” e “morto” que se tornou lugar-comum em nossa sociedade. Entre estas, destacam-se as reconstituições gráficas realizadas por equipes multidisciplinares em programas de televisão e documentários que buscam traçar um perfil, em tempo real, “do que aconteceu”. Assim como acontece com os fósseis dos animais pré-históricos, que servem de cerne para sua reconstrução gráfica, cada vez mais, batalhas, lugares, tramas e personagens da nossa história são reconstituídos para nos dar uma sensação verossímil do que se passou. O recurso envolve não apenas imagens criadas no computador, mas também atores, especialistas e (se o fato é mais recente) testemunhas oculares para traçar o perfil mais exato possível.

Hoje se pode realizar uma viagem pelos sistemas hidráulicos da Roma Antiga, percorrer os caminhos das batalhas da Guerra do Peloponeso, ou ainda estar a bordo de navios de guerra nazistas na Segunda Guerra Mundial sem sair da frente da TV ou do computador. Muitos professores e historiadores ainda vêem estes recursos com grande desconfiança e resistência; mas não podemos negar que trata-se de material poderoso e sedutor, principalmente para crianças e jovens que ainda estão em fase de despertar o interesse para a história, e que veio para ficar, em definitivo.

Na TV paga temos acesso a estes programas nos canais “History” e “NetGeo”; e no “Youtube” pode-se acessar uma grande variedade de documentários que têm este perfil. Como sugestão, veja um documentário que retrata uma batalha naval entre alemães e ingleses na II Guerra:

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

André Luis Bertelli Duarte
*Mestre em História pela Universidade Federal de Uberlândia, integrante do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac) e professor da rede estadual de ensino. andrebduarte@gmail.com.

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