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História da Arte e da Cultura

Nehac A coluna é publicada às sextas-feiras por integrantes do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac)

20/01/2012 6:00

As Aventuras de Tintim

Hoje é a estreia nacional da animação “As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne” nos cinemas. Apesar da vontade de ver o filme ao saber da produção desde o ano passado, os filmes de animação não me seduzem muito e raramente vou às telonas conferir algum lançamento, quando muito, assisto no conforto da minha casa.

Mas com Tintim é diferente, tenho um apreço pelo desenho e aproveitei a semana de pré-estreia para matar a saudade do carismático repórter e seu cãozinho Milu e, embora tenha encontrado salas de cinema extremamente cheias e barulhentas em virtude das férias, gostei do filme.

A animação dirigida por Steven Spielberg é uma adaptação dos quadrinhos do escritor belga Georges Rémi – o Hergé – muito conhecido na Europa onde conta com muitos fãs, contudo não alcança o mesmo sucesso no Brasil ou mesmo nos Estados Unidos. A tecnologia utilizada é uma mistura de live-action e animação, usada, por exemplo, no filme “Avatar” – a tecnologia de animação por captura de movimentos e expressões.

A história do filme é baseada nas publicações “O Segredo do Licorne” e “O Tesouro de Rackham, o Terrível” publicados em 1943 e 1944, respectivamente, e traz uma bela trilha sonora e efeitos 3D para completar a produção que conta ainda com Peter Jackson.

Existe um hábito que se repete entre as pessoas de julgar os valores de sua época como sendo melhores que as atuais, sobretudo na música e nos desenhos. Não é minha intenção dizer que minha geração é melhor que a de hoje, até porque não faz tanto tempo assim que eu assistia desenhos e, apesar de não conhecer muito sobre eles, vale um comentário: sinto falta de alguns elementos que me prendam na TV. Hoje a maioria dos desenhos que conheço seguem a onda do politicamente correto, são demasiados coloridos e são feios. Há um motivo para ser assim, apenas o desconheço, mas penso que esses desenhos acompanham aqueles que os assistem.

Após ver o primeiro filme da trilogia das Aventuras de Tintim pude me lembrar quando passava os finais de tarde por volta dos meus 10 ou 11 anos de idade assistindo a TV Cultura. Nenhum dos personagens foi descaracterizado: vi o mesmo Tintim aventureiro, o Haddock ingênuo, o Milu mais inteligente que os dois e os atrapalhados detetives Dupond e Dupont. Senti falta apenas da música de abertura do desenho, pensei que a encontraria em algum momento do filme. Para os que nunca viram o desenho, esperem um roteiro bem elaborado e talvez se recordem das cenas de ação e aventura dos filmes de Indiana Jones e James Bond.

Kassius Kennedy
*Mestrando em História pela Universidade Federal de Uberlândia e integrante do Núcleo de Estudos em História da Arte e da Cultura (Nehac) eletric_kennedy@yahoo.com.br.

Comentários 1

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  1. flora disse:26/01/12 18:38

    Aguardo ansiosamente para ver o Tintim, já estou com ingressos do Cinemark garantidos, com a Inteligweb ganho créditos que posso trocar por ingressos http://bit.ly/jV1dY4 . vou conferir e ver se realmente deveria ter sido indicado ao Oscar, ou não. rs

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