Documentário
As calçadas de pedra, as casas antigas, a avenida Teodolino Pereira de Araújo, a velha estação ferroviária, atual sede do poder administrativo de Araguari, marcaram a infância de um artista nascido em Brasília, radicado em São Paulo, que tem um coração triangulino. A cidade mineira que completou 123 anos no domingo (28) ganhou deste filho meio torto chamado Jair Naves um presente na última quarta-feira (31). O documentário “Araguari, o que foi que aconteceu?” está disponível no YouTube e até o fechamento desta edição registrava 1.437 visualizações.
Em pouco mais de 12 minutos, Jair Naves conta como foi o processo, um tanto doloroso, de composição do EP “Araguari”, lançado no ano passado em uma fase, segundo depoimento dele no vídeo, em que parecia que a música não fazia mais sentido. O pulso artístico voltou após o músico assistir ao filme “O Caso dos Irmãos Naves” (1967), que conta uma das maiores injustiças cometidas contra inocentes na região. Mas não foi só o filme de Luís Sérgio Person que serviu de inspiração para Jair Naves – que não é parente dos irmãos Naves.
A memória afetiva despertada pela cidade de Araguari, onde nasceu seu pai, já falecido, que gera a eterna saudade, separações, mudanças na vida pessoal e artística saíram do baú e transformaram-se em arte. O resultado está em “Araguari I – Meus amores inconfessos”, “Silenciosa”, “De branquidão hospitalar” e “Araguari II – Meus dias de vândalo”.
Amigos
Apesar de afirmar que o que mais lhe causou dor está bem maquiado nos versos das canções, Jair é transparente e direto no EP “Araguari”, assim como no documentário “Araguari, o que foi que aconteceu?”. A estrada, que o levou de volta a Araguari no dia 22 de janeiro, onde encerrou a turnê do disco, não foi percorrida em completa solidão. Em seu caminho, Jair Naves encontrou bons músicos e bons amigos: Alexandre Xavier (piano), Mark Paschoal (bateria), Helena Duarte (baixo), Daniel Guedes (guitarra).
Durante o show, com o local lotado por amigos, parentes e admiradores do trabalho de Jair Naves, ele, que sempre se entrega no palco de forma ímpar, estava um pouco mais emocionado. Afinal, tocar em casa é sempre um pouco mais difícil. Quem não conhece o Jair ou as músicas do EP pode começar direto com o documentário, que mais que comentado, merece ser visto.
Ficha técnica
Jair Naves – “Araguari, o que foi que aconteceu?”
Link: www.youtube.com/watch?v=lRb7FwGKqkg
Direção e produção: Anderson Boscari e Rafael Oriente
Montagem: Mayra Vlainich
Fotografia adicional: Túlio Ramos
Finalização e correção de cor: Felipe Andrade
Desenho de som: Helena Duarte
Assistente de produção: Thayanne Lima
Vaca Amarela
Na próxima semana, de 9 a 11 de setembro, acontece a 10ª edição do festival “Vaca Amarela”, no Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia. Fique por dentro da programação no site: www.festivalvacaamarela.com.br. Entre as atrações estão Violins, Falcão (vocalista do Rappa), Dance of Days, Johnny Suxxx n’ the Fucking Boys, Killer Klowns e Emicida.
Pearl Jam
No último sábado, excepcionalmente, a Novo Som não foi publicada. Justo no sábado em que o “Ten”, primeiro disco do Pearl Jam, comemorou 20 anos! Se você não viu no site do CORREIO, dê uma olhada no texto que escrevi sobre o assunto. Em tempo, os ingressos para os shows de São Paulo no dia 4 de novembro e no Rio, no dia 6 do mesmo mês, já estão esgotados. Restam entradas para São Paulo (3/9), Curitiba (9/9) e Porto Alegre (11/9).
Lou e Metallica
O disco que o Metallica gravou com Lou Reed será lançado no fim de outubro na Europa e em novembro nos Estados Unidos. “Lulu” traz dez canções inspiradas nas peças “Earth spirit” e “Pandora’s Box”, do dramaturgo alemão Frank Wedekind. Kirk Hammet disse ao site da “ABC News Radio” que a letra de uma das músicas de Reed, “Junior Dad”, levou ele, James Hetfield, às lágrimas. A capa do disco você confere aqui.
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Isabela disse:05/09/11 6:54
Adreana, corrige aí o nome do Metallica.
Está escrito “Lou e metállica”, coloca “Lou e Metallica”, please…

Comentários (4)