Uriah Heep tem novo disco

Uriah Heep: Russell Gilbrook, Phil Lanzon, Bernie Shaw, Trevor Bolder e Mick Box já estão em turnê com o novo disco, “Into The Wild”, lançado neste ano
Quando o Uriah Heep começou a carreira, Russell Gilbrook ainda era uma criança. Desde 2007, ele é o baterista da banda que ajudou a formar o conceito do classic rock. Participou de discos e turnês de Greg Bissonette, Liberty DeVitto, Alan Price. Também trabalhou com Lonnie Donegan, Tony Iommi, John Farnham e Van Morrison. Nesta semana, o músico de 46 anos atendeu à imprensa brasileira para divulgar o 22º álbum de estúdio do grupo, “Into the Wild”, lançado no Brasil no início do ano pela Hellion Records. De sua casa, em Essex, condado no Sudeste do Reino Unido, por telefone, Gilbrook falou ao CORREIO de Uberlândia sobre os desafios de estar em uma banda de rock, do desejo de tocar no Brasil e do que costuma ouvir no tempo livre.
CORREIO: Como foi a concepção e gravação de “Into the Wild”? Ficaram muito tempo em estúdio?
RUSSEL GILBROOK: Levou muito tempo para que conseguíssemos nos reunir. Devido aos trabalhos intensos em outros projetos, foi difícil colocar todo mundo na mesma sala. Eu, por exemplo, fiquei em turnê entre janeiro e dezembro do ano passado. Não tivemos o tempo que gostaríamos para nos dedicar mais à concepção do álbum. Porém, o produtor Mike Paxman nos deixou muito à vontade. Foram saindo os primeiros arranjos, as primeiras letras, no instinto mesmo. Foi muito intenso e, no final, ficamos satisfeitos com o disco do jeito que ele está.
Vi alguns trechos de um show de vocês em Dorchester, em agosto passado, e parece que estão bem entrosados. Como está a nova turnê?
Está incrível. A receptividade que temos dos fãs é fantástica. Claro que privilegiamos as músicas do “Into the Wild”, porém, não podemos deixar de fora clássicos que são obrigatórios e o público quer ouvir.
Com o lançamento do “Into the Wild” pela Hellion Records no Brasil, podemos esperar que a turnê passe por aqui? (O Uriah Heep já se apresentou três vezes no Brasil, mas antes da entrada de Russell)
Tentamos voltar a tocar no Brasil e já não é de hoje, faz tempo. Temos uma base de fãs boa aí e em outros países da América do Sul. Estamos ansiosos para ir novamente. Contamos com o apoio das gravadoras para fazerem esse trabalho de divulgação e viabilizarem a viagem. Se cada um faz bem o que tem que fazer, no fim das contas dá certo.
Você entrou na banda em 2007. Como foi recebido e para você, como é fazer parte hoje das principais bandas do classic rock mundial?
É ótimo estar em uma banda que faz parte da história como Black Sabbath, por exemplo, e é influência para muita gente. Para mim é algo especial o relacionamento com esses caras. Eles me receberam do jeito que eu sou. Em momento algum quiseram que eu simplesmente reproduzisse o que outros bateristas fizeram. Não queriam um clone e fiquei feliz por eles gostarem do que eu tenho para oferecer.
Desde que o Uriah Heep começou muita coisa mudou, muita música que não passou de moda de uma estação ficou perdida na história. Para você, quais os principais elementos que formam uma banda de rock atemporal?
Em primeiro lugar, a química entre os integrantes. Enquanto no mundo pop é mais comum tudo ser focado em um ídolo, uma banda precisa desta química para dar certo. E se ela não existe nada funciona. Durante a turnê, a banda se torna sua família. Por isso, outro elemento indispensável é se relacionar bem na estrada e, apesar de ser uma banda, saber respeitar a individualidade do outro.
O que você gosta de ouvir em seu tempo livre?
Depende do meu humor e ele varia muito, principalmente na estrada. Há uma música apropriada para cada momento, ela será como um amigo. Eu ouço vários estilos porque acredito que como músico é obrigação minha ter a mente aberta. Porém, presenças constantes no meu iPod são bandas como System of a Down, Heaven and Hell, Deep Purple, Foo Fighters… todas cultivaram ou cultivam, algo essencial: paixão pelo que fazem.
Uriah Heep
A banda britânica Uriah Heep iniciou a trajetória no final dos anos 1960 e lançou o primeiro disco em 1970. Atualmente, desta fase está o vocalista e guitarrista Mick Box. Da formação de 1976 em diante está o baixista Trevor Bolder e, de 1986, seguem Bernie Shaw, vocalista, e Phil Lanzon nos teclados. Todos os integrantes cantam, inclusive o baterista Russell Gilbrook, que entrou no grupo em 2007. Além dos vocais variados, eles são reconhecidos mundialmente pela inserção do órgão Hammond B3 e guitarra com pedal wah-wah em suas músicas. Apesar dos mais de quarenta anos de estrada e das mudanças na formação, o grupo se mantém na ativa e lançou neste ano o 22º disco de estúdio, “Into the Wild”. Entre os principais discos do grupo estão “Demons & Wizards” (1972), “The Magician’s Birthday” (1972), “Fallen Angel” (1978) e “Sea Of Light” (1995).
Into the Wild
O Uriah Heep escolheu bem o carro chefe do novo álbum. “Nail on the Head” dá o recado logo de cara, com ótimo refrão e vocais harmoniosos. Em todo o disco eles soam atuais. O clima do álbum feito em um curto espaço de tempo, como afirmou o baterista Russell Gilbrook, é de uma banda que ainda faz música por paixão e não pela pressão de se manter na mídia. Outras boas pedidas no disco são a s músicas “Southern Star”, “Money Talk” e a que dá nome ao álbum.
Uriah Heep – Álbuns de estúdio
*Very ‘Eavy… Very ‘Umble (1970) – chamado Uriah Heep nos Estados Unidos
*Salisbury (1971)
*Look At Yourself (1971)
*Demons & Wizards (1972)
*The Magician’s Birthday (1972)
*Sweet Freedom (1973)
*Wonderworld (1974)
*Return To Fantasy (1975)
*High and Mighty (1976)
*Firefly (1977)
*Innocent Victim (1977)
*Fallen Angel (1978)
*Conquest (1980)
*Abominog (1982)
*Head First (1983)
*Equator (1985)
*Raging Silence (1989)
*Different World (1992)
*Sea Of Light (1995)
*Sonic Origami (1998)
*Wake The Sleeper (2008)
*Celebration (2009)
*Into The Wild (2011)
GIRO INDIE
Uganga
Os mineiros da banda Uganga está na estrada com a “Sudeste Caos Tour”, que começou dia 28 de agosto em Araguari, já passou por Ipatinga, Patos de Minas e Ribeirão as Neves. Hoje eles tocam na Virada Cultural do Triângulo em Uberaba, na Praça Dom Eduardo às 15h. Na semana que em eles seguem para o interior paulista com shows no Plebe Bar em Indaiatuba (24) e no Vip Bar em Itapira (25). O Uganga lançará em breve seu primeiro disco “Eurocaos 2010 – Ao Vivo na Europa”. ]
Experimente a Oficina Cultural
Na noite de quinta-feira (15) passei pela Oficina Cultural no início da noite. Um belo lugar para se visitar em Uberlândia. No mesmo complexo era possível ver um ensaio de balé clássico, em outra sala apresentação de Choro, dentro da Semana do Choro em Uberlândia e ainda a exposição “Retratos Internos”, de Arley Leite. Antes de finalizar a apresentação, um dos flautistas do grupo que apresentava clássicos do Chorinho, falou da importância de eventos como este na cidade, já que o estilo vai na contramão da música de massa. Convidados da abertura da exposição de Arley Leite dividiam com ele suas opiniões a respeito de suas telas. A atriz Maria De Maria, da Trupe de Truões, também passou por lá em um intervalo de sua Oficina de Vivências. E tem gente que ainda reclama da falta de opções culturais na cidade…
Assista ao videoclipe de “Nail on the Head”, do disco “Into the Wild”
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Fernandes disse:20/09/11 8:39
A Oficina Cultural é sempre uma boa opção de programa, pena que esta é desconhecida pela grande maioria da população da cidade.Por este motivo a cidade é conhecida como capital dos bares,choops e espetinhos…triste realidade.
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laerte disse:21/09/11 12:22
Maravilhoso saber que ainda
temos um espaço para nosso velho cada vez mais novo e atual rock.
Comentários (3)