Adreana Oliveira

Novo Som

Novo Som A coluna Novo Som traz destaques do mundo da música pop, rock e alternativa. Aos sábados no Correio de Uberlândia. Na internet a qualquer hora!

19 de abril de 2014 6:29

Fresno

Jornalista

Quando surgiu há 15 anos, a Fresno era uma banda de amigos de colégio, sem muitas pretensões. Desde o começo manteve a veia independente que a caracteriza até hoje, assim como um horizonte aberto de possibilidades jamais limitado a rótulos como “emo” ou “indie”. Arrisca-se sem medo do que os outros vão falar seja ao lado de uma dupla sertaneja (Chitãozinho & Xororó) ou com uma banda que celebra quatro décadas de carreira (Roupa Nova).

Agora, a Fresno inova seu processo com o novo álbum. Sim, apesar de ser composto por cinco canções, “Eu sou a maré” pode ser considerado um álbum. “Trabalhamos ele como um disco mesmo, principalmente pelas circunstâncias nas quais ele foi gravado, de uma forma peculiar. Por isso tem a representatividade de um álbum para nós”, diz o guitarrista Gustavo Mantovani, o Vavo, em entrevista por telefone.

Se antes a banda preparava entre 12 e 13 músicas, ensaiava, entrava em estúdio para a pré-produção e gravava, desta vez eles levaram todo o equipamento para uma casa de um sítio em Igaratá, no interior de São Paulo. “Ficamos isolados ali, praticamente sem comunicação, fugindo dos moldes tradicionais do estúdio com tudo montado e ar-condicionado. A gente tocava uma música, caía na represa para dar um mergulho, trabalhava em uma letra e saía para brincar com o cachorro, e esse clima descontraído nos permitiu uma concentração ainda maior no trabalho, com a cabeça descansada”, diz Vavo.

PARTICIPAÇÕES

Com produção do vocalista e guitarrista Lucas Silveira, “Eu sou a maré” também tem colaboração de Lucas Lima (Família Lima), amigo de infância do vocalista, em arranjos de cordas, violinos e violas e participação de Emicida e Lenine. “A gente confia muito no Lucas (Lima) que trabalha com a gente já tem um tempo, se ele fala que tem algo nessa parte de orquestração a gente aprova antes de ouvir”, afirma Vavo.

Apesar de não terem se deslocado até Igaratá, Lenine e Emicida aceitaram de primeira o convite para “Manifesto”, segunda faixa do disco. “O Lucas levou o rascunho da letra e nosso baterista (o pernambucano Thiago Guerra, o caçula na Fresno) é superfã de Lenine e disse, com todo aquele sotaque, que só conseguia imaginar Lenine cantando ali”, disse Vavo. Por coincidência, a Fresno e Lenine se encontraram nos bastidores de um programa de TV, onde o convite foi feito e aceito.

Quando surgiu a ideia de colocar um rap na letra o nome de Emicida foi o primeiro a aparecer. “Sabíamos que ele ia entender a mensagem e acho que acertamos”, diz Vavo, que forma Fresno com Lucas, Thiago e Mário Camelo.

CORREIO INfografia

Vavo está com 31 anos, 15 deles dedicados à Fresno. “É metade da minha vida. E quando penso no começo, a gente tocando no colégio, os primeiros shows e vejo o que já conquistamos hoje, é um orgulho e tudo isso graças aos fãs, que acreditaram e acreditam na gente. No começo carregávamos amplificadores nas costas para tocar às 4h em um lugar que nem iluminação tinha… é muita loucura e faz bem jamais esquecer de onde viemos. Os fãs são o maior patrimônio que temos”, afirma Vavo.

E para esses fãs, e para aqueles que ainda virão, Vavo afirma que a banda está de olho no rock de arena de hoje. “Ficamos muito entusiasmados com shows de 30 Seconds to Mars e Muse no “Rock in Rio” do ano passado. São duas bandas que influenciaram muito esse nosso disco e acho que estamos no caminho certo desse rock para as multidões, se vamos chegar lá não sei, mas estamos empenhados nisso”, disse o guitarrista.

GALÁXIA

No encarte de “Eu sou a maré”, que diga-se de passagem está muito bom no instrumental pesado e nas letras, tem uma mensagem abaixo de cada música. Todas selecionadas por Lucas Silveira. “Ele está numa fase de galáxias…tudo para ele é galáxia, está fascinado com o assunto e isso casou com a proposta do disco. Até a mulher que recebeu o CD na fábrica comentou sobre esses textos”, conta Vavo. Apesar de toda a pegada mais moderna, tem gente que vai notar um “quê” de “Freak”, do Silverchair, no instrumental de “Icarus”, que encerra o disco.

CAPA

Vavo é autor da foto que deu origem à capa do novo disco da Fresno. Foi feita em Farol Mosardas (RS), onde mora o pai de Lucas Silveira. “Fotografia pra mim é um hobby e essa foi feita no Ano-Novo que passamos lá. Essa embarcação virada é referência na cidade há mais de 30 anos, gostei de colaborar dessa forma também no disco”, diz o guitarrista.

UDI

A Fresno já está em turnê e espera voltar a Uberlândia, cidade onde já se apresentou outras vezes e tem uma boa base de fãs. “Gostamos muito daí, mas esses dias que descobri que Udi significa Uberlândia…sempre recebemos mensagens do pessoal pedindo ‘vem pra Udi’ e eu não tinha ideia…”, entrega Vavo.

_______________ GIRO INDIE

 

Veja galeria da ANYL em show em Uberlândia

 Confira imagens do Get it on

12 de abril de 2014 7:30

Lollapalooza 2014 – Day 1

Jornalista

O SOM DAS MULTIDÕES (FOTOS: ADREANA OLIVEIRA)

To procurando o falsete do Matthew até agora e não achei”. Esse é o comentário de um amigo sobre o frontman do Muse, Matthew Belamy, que fechou a noite do primeiro dia do Lollapalooza Brasil, no sábado (5), no autódromo de Interlagos. O vocalista e guitarrista, conhecido pelo alto alcance vocal, estava com laringite. A banda cancelou um show menor em São Paulo na quinta-feira (3) para priorizar o festival. É nesses momentos que percebemos quando uma banda está preparada para encarar multidões, como a de 90 mil pessoas que foram a Interlagos no sábado, segundo dados divulgados pela organização.

Matthew Bellamy limitado mostrou-se melhor do que muito músico “inteiro”. E por mais que a tecnologia aplicada nos telões e toda programação visual do show sejam de encher os olhos, o arrepio que a gente sente em alguns versos cantados por ele ainda acontecem com os olhos fechados.

O baixista Christopher Wolstenholme além de cantar “Liquid state”, foi bem no apoio vocal a Matthew, assim como o coro de milhares de pessoas que acompanharam a banda em momentos memoráveis como em “Madness” e em “Lithium”, cover do Nirvana, tocada ao vivo pelo Muse pela primeira vez. E não é por acaso que esta música estava no repertório. O Muse está na estrada há 20 anos e em 5 de abril de 2014 completaram-se exatos 20 anos da morte de Kurt Cobain, do Nirvana. Na bateria, Dominic Howard mostrou uma ótima pegada especialmente nesta música.

Na bela “Starlight”, Matthew desceu até a plateia. Cantou com o público e deixou-se abraçar pelos sortudos do gargarejo. Falou pouco, prometeu voltar em breve porque eles “amam tocar no Brasil” e mais tarde, via redes sociais, agradeceu o apoio daqueles que entenderam sua condição: “Obrigado, São Paulo pelo apoio nesta noite e por cantarem comigo. Lamento que não tocamos Muscle Museum. Prometo voltar ano que vem e nós a tocaremos”, escreveu Matthew. “Muscle Museum” e Undisclosed desire” estavam previstas no setlist e não foram executadas.

ESTREANTES

Perto do Muse o Imagine Dragons engatinha. Formada em 2008 a banda de Las Vegas vem angariando fãs em todo o mundo com o álbum “Night visions”, lançado em 2012, que rendeu participação de canções deles em games, séries, filmes, comerciais de TV e afins desde então. Eu ainda não tinha uma opinião formada sobre a Imagine Dragons, principalmente por desconfiar quando o barulho em cima da banda é demais.

É fácil falar que não se vê muitas bandas novas e boas no rock… , mas mantive meus ouvidos abertos e os olhos atentos para o Imagine Dragons e fiquei feliz em perceber que a geração que tem no Imagine Dragons a primeira “paixão” tem uma boa banda para acompanhar. Dan Reynolds, Ben McKee, Wayne Sermon e Dan Platzman não decepcionaram.

Fizeram uma belíssima apresentação pautada pelo disco e um cover de “Song 2”, do Blur. “A banda que a gente mais ama no mundo”, segundo Dan, o vocalista. E ali eles tinham a multidão nas mãos, afinal, “Night visions” é praticamente formado por mega hits.

Ao vivo eles são passionais e convincentes. Não falta emoção e entrega, mesmo que o show seja aquele que está encerrando uma turnê. “Meu pai morou por dois anos no Brasil e mandou dizer que ele ama vocês, e nós também amamos. Agora vamos dar um tempo e voltaremos com nosso segundo álbum”, disse Dan, durante o show.

“It´s time”, “Radioactive” e “Hear me” foram momentos apoteóticos do show que é pautado na música, sem parafernalha. O bom de festivais do Lollapalooza é que mantém essa escalação variada e coloca em pé de igualdade grupos consagrados com outros que estão no mesmo caminho.

Uma ressalva: a escalação de alguns shows que agradariam a um público semelhante – como por exemplo Muse e Imagine Dragons – em palcos diferentes foi um ponto negativo, no meu ponto de vista, é claro.

RETORNO CELEBRADO

A primeira vez que vi o Cage the Elephant foi no primeiro Lollapalooza, em 2012. Porém, naquele ocasião, eles foram ofuscados pelo Band of Horses. Na terceira edição do Lolla o Cage the Elephant veio melhor do que eu me lembrava e dessa vez mais “chegados” ao Brasil. São Paulo também inspirou um dos mais recentes hits do grupo, “Come a little closer”. Inquieto e elétrico o vocalista Matthew Stutz não demorou três músicas para, como no primeiro Lolla, cair nos braços do público. Enrolou-se na bandeira brasileira e comandou bem a banda que mostra cada vez mais entrosamento.

DECEPÇÃO

Eu queria muito ver o show de Julian Casablancas e convenci quem estava comigo a ir também. O líder dos Strokes veio ao Lolla em carreira solo e, sinceramente, foi uma decepção. Não aguentamos 15 minutos ali. A mistura de “estilos” era tanta que não se identificava nada.

MOVA-SE NESSE CAOS

Em festivais como o Lollapalooza é imprescindível você ter sua própria agenda de shows. Eventualmente terá que abrir mão de alguma atração para privilegiar outra. Porém, em Interlagos, que recebeu o festival pela primeira vez, no sábado, perdemos o show de Lorde porque não conseguimos chegar ao palco onde ela se apresentou. Na transição ficamos 15 minutos parados entre nada e lugar nenhum depois de simplesmente “seguir o fluxo”. A sinalização era deficitária, difícil saber para onde ir. Quando avistamos o palco Interlagos, onde Lorde se apresentava, percebemos que não daria para chegar a tempo de vê-la. Desistimos também do Nine Inch Nails no palco Onix e passamos o show do Phoenix na grama, à espera do Muse na sequência, no palco Skol.

AGRADECIMENTOS

A coluna agradece ao convite da Chevrolet para o camarote da montadora em Interlagos e a Hugo Martins pelo registro dos bastidores e vídeos que vocês conferem no site do CORREIO.

Clique aqui e confira galeria de fotos do Lollapalooza 2014 – Day 1

Assista a vídeos das apresentações de Cage the Elephant, Imagine Dragons e Muse:

CAGE THE ELEPHANT: ABERDEEN

IMAGINE DRAGONS: HEAR ME

MUSE: LITHIUM

5 de abril de 2014 7:30

Nenhum de Nós ao Vivo

Jornalista

ANTES TARDE DO QUE NUNCA (FOTO: ADREANA OLIVEIRA)

Nos últimos anos, a cada lançamento do Nenhum de Nós, o CORREIO de Uberlândia conversava com a banda a respeito dos novos trabalhos, mantidos de forma regular nos últimos 28 anos e sempre ficava para o final aquela pergunta: e aí, quando voltarão a Uberlândia? E, acreditem, desde meados dos anos 90, quando se apresentaram na cidade, até 2014, muitas tentativas foram feitas. E como naqueles jogos em que a gente nunca consegue passar de fase, vinha a mensagem de falha.

Mas antes tarde do que nunca. Os gaúchos voltaram no último fim de semana com dois shows na A8 Club lotada com a turnê “Contos acústicos de água e fogo”, o DVD mais recente do grupo que está em turnê nacional. E valeu a pena a espera. Um público apaixonado e uma banda empenhada em dar o melhor que tem no palco fizeram das duas noites ocasiões que, para quem presenciou, serão lembradas por muitos anos. Com um setlist que contemplava diferentes fases da carreira do Nenhum de Nós, eles fizeram a alegria não só dos uberlandenses, mas de pessoas que se deslocaram de outras cidades da região para ter essa exeperiência de um show intimista. E o “acústico” do nome da turnê foi mera formalidade. Plugados, eles levaram o público a uma viagem no tempo executando canções como “Camila”, “Sobre o tempo”, “Astronauta de Mármore”, “Paz e Amor”, entre outras que a gente havia até esquecido e a memória puxava toda a letra de volta.

Não faltaram algumas supresas. Nas duas apresentações, uma homenagem ao mineiro Lô Borges com “Girassol da cor dos seus cabelos”. Na sexta (28), um dia depois da data em que Renato Russo, da Legião Urbana, completaria 54 anos se estivesse vivo, o Nenhum de Nós mandou uma versão de “Quase sem querer” emocionando ainda mais a plateia. No sábado (29), foi a ver se “Segundo Sol”, de Cássia Eller, entrar no repertório. A viagem estava tão boa e como tudo que é bom, parece que durou pouco. O vocalista Thedy Corrêa falou da alegria da banda em estar de volta aos palcos uberlandenses e agradeceu à banda Venosa, parceira do evento, que também tocou nas duas noites na A8. Thedy, os guitarristas Carlos Stein e Veco Marques, o acordeonista e tecladista João Vicenti e o baterista Sady Hömrich contam com o reforço do baixista Estevão Camargo nas turnês e têm uma equipe dedicada que, assim como a banda, tratam os fãs com cordialidade e respeito.

O Nenhum de Nós comprova, mais uma vez, aquela minha teoria de que, se existe uma fonte da juventude o nome dela é rock and roll e quando se faz aquilo que se gosta, e se entende, a vida fica mais interessante. E ao ver a emoção no rosto das pessoas que acompanhavam as apresentações, a gente percebe que a música é um santo alimento para a alma.

BASTIDORES

Quando se está na mesma profissão por muito tempo, independentemente de qual seja, tendemos a observar mais e perceber, por pequenos indícios, detalhes que fazem a diferença no nosso trabalho. Por exemplo, o conceito mais puro de banda.

Esse grupo de músicos que se junta em algo que é praticamente um casamento com mais de uma pessoa nem sempre é uniforme. Por mais que o som que fazem seja algo que dá a identidade geral deles, são pessoas diferentes. Porém em casos como da banda gaúcha Nenhum de Nós, percebe-se que, apesar dos 28 anos de carreira, o frescor dos primeiros ensaios, do primeiro disco, da primeira turnê, permanecem. E Thedy Corrêa, Veco Marques, Sady, João Vicenti e Carlos Stein são o Nenhum de Nós.

Não existe aquela história de uma pessoa que responde pela banda, geralmente o frontman, eles estão juntos também fora dos palcos. Não é fácil reunir uma banda para uma entrevista. Sempre tem um que é mais avesso a esse tipo de compromisso, outro que se destaca mais, porém é algo que não acontece com o Nenhum de Nós, que recebeu a Novo Som do CORREIO de Uberlândia, antes da passagem de som na A8 Club, na última sexta-feira (28).

Durante o bate-papo, Veco, Stein e João Vicenti falavam entre um acorde e outro. “Músico você sabe como é, não pode ter um instrumento na mão que tem que ficar brincando”, diz Stein. E é exatamente isso que faz a diferença entre a curtição que se tem com quase 30 anos de história e o tédio que toma conta daqueles que estão ali por uma obrigação. Questionados se já pensaram em desistir em algum momento, eles brincam. “Na segunda-feira passada, tivemos uma conversa sobre isso” diz Sady. “Acho que se fosse para acabar já teria acabado há muito tempo”, completa o vocalista Thedy Corrêa.

Segundo Stein, o Nenhum de Nós está prestes a chegar na casa e 1,8 mil shows e apresentações mais intimistas, como a de Uberlândia, que estão entre as suas preferidas. “Temos um contato muito bacana com os fãs e isso é o outro lado da troca, eles acabam inspirando a gente”, afirma o guitarrista. E depois de quase 20 anos longe dos palcos uberlandenses, eles esperam que o retorno não demore mais tanto tempo. “Temos um carinho muito grande pelo público daqui e ficamos felizesm em voltar”, afirma Thedy. A íntegra dessa entrevista vocês conferem no site do CORREIO em vídeo.
Depois dos dois shows, a banda ainda recebeu os fãs para fotos e autógrafos e, mais uma vez, deu um show de simpatia. Que venha o próximo!

Day 2 (Foto: ADREANA OLIVEIRA)

VENOSA

Antes do segundo show do Nenhum de Nós em Uberlândia, na semana passada, o vocalista da banda Venosa, Hugo Barata, antes de anunciar a banda gaúcha no palco, elogiou a humildade o profissionalismo desses caras que já estão caminhando para as três décadas de carreira.

“Se tem uma palavra que resume a atidude desses caras e a longevidade deles é amizade”, diz o vocalista. “Bastou um telefonema para conseguirmos realizar esses shows aqui”, diz Barata, que durante uma conversa com outros músicos questionava a ausência de shows de rock como esse no cenário uberlandense e resolveu arregaçar as mangas.

A Venosa tocou no palco lounge nos dois dias após o Nenhum de Nós com um repertório pop e rock que embalou a galera que estava feliz demais para conseguir voltar para casa e dormir depois de cantar com o Nenhum de Nós…

STUDIO NOVO SOM

É com muito orgulho que anuncio para vocês o canal de vídeo da Novo Som, no site do CORREIO de Uberlândia, da coluna Novo Som. Neste ano 10 que comemoramos aqui, começamos com o pé direito o “Studio Novo Som” com uma entrevista com o Nenhum de Nós que você confere nowww.correiodeuberlandia.com.br.

Com imagens do repórter online Diogo Machado e do fotógrafo Raphael Oliveira eu converso um pouco com o grupo antes da passagem de som e separamos ainda mais fotos das apresentações e trechos em vídeos. Espero que gostem!

VEJA GALERIA DE FOTOS