Adreana Oliveira

Novo Som

Novo Som A coluna Novo Som traz destaques do mundo da música pop, rock e alternativa. Aos sábados no Correio de Uberlândia. Na internet a qualquer hora!

12 de abril de 2014 7:30

Lollapalooza 2014 – Day 1

Jornalista

O SOM DAS MULTIDÕES (FOTOS: ADREANA OLIVEIRA)

To procurando o falsete do Matthew até agora e não achei”. Esse é o comentário de um amigo sobre o frontman do Muse, Matthew Belamy, que fechou a noite do primeiro dia do Lollapalooza Brasil, no sábado (5), no autódromo de Interlagos. O vocalista e guitarrista, conhecido pelo alto alcance vocal, estava com laringite. A banda cancelou um show menor em São Paulo na quinta-feira (3) para priorizar o festival. É nesses momentos que percebemos quando uma banda está preparada para encarar multidões, como a de 90 mil pessoas que foram a Interlagos no sábado, segundo dados divulgados pela organização.

Matthew Bellamy limitado mostrou-se melhor do que muito músico “inteiro”. E por mais que a tecnologia aplicada nos telões e toda programação visual do show sejam de encher os olhos, o arrepio que a gente sente em alguns versos cantados por ele ainda acontecem com os olhos fechados.

O baixista Christopher Wolstenholme além de cantar “Liquid state”, foi bem no apoio vocal a Matthew, assim como o coro de milhares de pessoas que acompanharam a banda em momentos memoráveis como em “Madness” e em “Lithium”, cover do Nirvana, tocada ao vivo pelo Muse pela primeira vez. E não é por acaso que esta música estava no repertório. O Muse está na estrada há 20 anos e em 5 de abril de 2014 completaram-se exatos 20 anos da morte de Kurt Cobain, do Nirvana. Na bateria, Dominic Howard mostrou uma ótima pegada especialmente nesta música.

Na bela “Starlight”, Matthew desceu até a plateia. Cantou com o público e deixou-se abraçar pelos sortudos do gargarejo. Falou pouco, prometeu voltar em breve porque eles “amam tocar no Brasil” e mais tarde, via redes sociais, agradeceu o apoio daqueles que entenderam sua condição: “Obrigado, São Paulo pelo apoio nesta noite e por cantarem comigo. Lamento que não tocamos Muscle Museum. Prometo voltar ano que vem e nós a tocaremos”, escreveu Matthew. “Muscle Museum” e Undisclosed desire” estavam previstas no setlist e não foram executadas.

ESTREANTES

Perto do Muse o Imagine Dragons engatinha. Formada em 2008 a banda de Las Vegas vem angariando fãs em todo o mundo com o álbum “Night visions”, lançado em 2012, que rendeu participação de canções deles em games, séries, filmes, comerciais de TV e afins desde então. Eu ainda não tinha uma opinião formada sobre a Imagine Dragons, principalmente por desconfiar quando o barulho em cima da banda é demais.

É fácil falar que não se vê muitas bandas novas e boas no rock… , mas mantive meus ouvidos abertos e os olhos atentos para o Imagine Dragons e fiquei feliz em perceber que a geração que tem no Imagine Dragons a primeira “paixão” tem uma boa banda para acompanhar. Dan Reynolds, Ben McKee, Wayne Sermon e Dan Platzman não decepcionaram.

Fizeram uma belíssima apresentação pautada pelo disco e um cover de “Song 2”, do Blur. “A banda que a gente mais ama no mundo”, segundo Dan, o vocalista. E ali eles tinham a multidão nas mãos, afinal, “Night visions” é praticamente formado por mega hits.

Ao vivo eles são passionais e convincentes. Não falta emoção e entrega, mesmo que o show seja aquele que está encerrando uma turnê. “Meu pai morou por dois anos no Brasil e mandou dizer que ele ama vocês, e nós também amamos. Agora vamos dar um tempo e voltaremos com nosso segundo álbum”, disse Dan, durante o show.

“It´s time”, “Radioactive” e “Hear me” foram momentos apoteóticos do show que é pautado na música, sem parafernalha. O bom de festivais do Lollapalooza é que mantém essa escalação variada e coloca em pé de igualdade grupos consagrados com outros que estão no mesmo caminho.

Uma ressalva: a escalação de alguns shows que agradariam a um público semelhante – como por exemplo Muse e Imagine Dragons – em palcos diferentes foi um ponto negativo, no meu ponto de vista, é claro.

RETORNO CELEBRADO

A primeira vez que vi o Cage the Elephant foi no primeiro Lollapalooza, em 2012. Porém, naquele ocasião, eles foram ofuscados pelo Band of Horses. Na terceira edição do Lolla o Cage the Elephant veio melhor do que eu me lembrava e dessa vez mais “chegados” ao Brasil. São Paulo também inspirou um dos mais recentes hits do grupo, “Come a little closer”. Inquieto e elétrico o vocalista Matthew Stutz não demorou três músicas para, como no primeiro Lolla, cair nos braços do público. Enrolou-se na bandeira brasileira e comandou bem a banda que mostra cada vez mais entrosamento.

DECEPÇÃO

Eu queria muito ver o show de Julian Casablancas e convenci quem estava comigo a ir também. O líder dos Strokes veio ao Lolla em carreira solo e, sinceramente, foi uma decepção. Não aguentamos 15 minutos ali. A mistura de “estilos” era tanta que não se identificava nada.

MOVA-SE NESSE CAOS

Em festivais como o Lollapalooza é imprescindível você ter sua própria agenda de shows. Eventualmente terá que abrir mão de alguma atração para privilegiar outra. Porém, em Interlagos, que recebeu o festival pela primeira vez, no sábado, perdemos o show de Lorde porque não conseguimos chegar ao palco onde ela se apresentou. Na transição ficamos 15 minutos parados entre nada e lugar nenhum depois de simplesmente “seguir o fluxo”. A sinalização era deficitária, difícil saber para onde ir. Quando avistamos o palco Interlagos, onde Lorde se apresentava, percebemos que não daria para chegar a tempo de vê-la. Desistimos também do Nine Inch Nails no palco Onix e passamos o show do Phoenix na grama, à espera do Muse na sequência, no palco Skol.

AGRADECIMENTOS

A coluna agradece ao convite da Chevrolet para o camarote da montadora em Interlagos e a Hugo Martins pelo registro dos bastidores e vídeos que vocês conferem no site do CORREIO.

Clique aqui e confira galeria de fotos do Lollapalooza 2014 – Day 1

Assista a vídeos das apresentações de Cage the Elephant, Imagine Dragons e Muse:

CAGE THE ELEPHANT: ABERDEEN

IMAGINE DRAGONS: HEAR ME

MUSE: LITHIUM

5 de abril de 2014 7:30

Nenhum de Nós ao Vivo

Jornalista

ANTES TARDE DO QUE NUNCA (FOTO: ADREANA OLIVEIRA)

Nos últimos anos, a cada lançamento do Nenhum de Nós, o CORREIO de Uberlândia conversava com a banda a respeito dos novos trabalhos, mantidos de forma regular nos últimos 28 anos e sempre ficava para o final aquela pergunta: e aí, quando voltarão a Uberlândia? E, acreditem, desde meados dos anos 90, quando se apresentaram na cidade, até 2014, muitas tentativas foram feitas. E como naqueles jogos em que a gente nunca consegue passar de fase, vinha a mensagem de falha.

Mas antes tarde do que nunca. Os gaúchos voltaram no último fim de semana com dois shows na A8 Club lotada com a turnê “Contos acústicos de água e fogo”, o DVD mais recente do grupo que está em turnê nacional. E valeu a pena a espera. Um público apaixonado e uma banda empenhada em dar o melhor que tem no palco fizeram das duas noites ocasiões que, para quem presenciou, serão lembradas por muitos anos. Com um setlist que contemplava diferentes fases da carreira do Nenhum de Nós, eles fizeram a alegria não só dos uberlandenses, mas de pessoas que se deslocaram de outras cidades da região para ter essa exeperiência de um show intimista. E o “acústico” do nome da turnê foi mera formalidade. Plugados, eles levaram o público a uma viagem no tempo executando canções como “Camila”, “Sobre o tempo”, “Astronauta de Mármore”, “Paz e Amor”, entre outras que a gente havia até esquecido e a memória puxava toda a letra de volta.

Não faltaram algumas supresas. Nas duas apresentações, uma homenagem ao mineiro Lô Borges com “Girassol da cor dos seus cabelos”. Na sexta (28), um dia depois da data em que Renato Russo, da Legião Urbana, completaria 54 anos se estivesse vivo, o Nenhum de Nós mandou uma versão de “Quase sem querer” emocionando ainda mais a plateia. No sábado (29), foi a ver se “Segundo Sol”, de Cássia Eller, entrar no repertório. A viagem estava tão boa e como tudo que é bom, parece que durou pouco. O vocalista Thedy Corrêa falou da alegria da banda em estar de volta aos palcos uberlandenses e agradeceu à banda Venosa, parceira do evento, que também tocou nas duas noites na A8. Thedy, os guitarristas Carlos Stein e Veco Marques, o acordeonista e tecladista João Vicenti e o baterista Sady Hömrich contam com o reforço do baixista Estevão Camargo nas turnês e têm uma equipe dedicada que, assim como a banda, tratam os fãs com cordialidade e respeito.

O Nenhum de Nós comprova, mais uma vez, aquela minha teoria de que, se existe uma fonte da juventude o nome dela é rock and roll e quando se faz aquilo que se gosta, e se entende, a vida fica mais interessante. E ao ver a emoção no rosto das pessoas que acompanhavam as apresentações, a gente percebe que a música é um santo alimento para a alma.

BASTIDORES

Quando se está na mesma profissão por muito tempo, independentemente de qual seja, tendemos a observar mais e perceber, por pequenos indícios, detalhes que fazem a diferença no nosso trabalho. Por exemplo, o conceito mais puro de banda.

Esse grupo de músicos que se junta em algo que é praticamente um casamento com mais de uma pessoa nem sempre é uniforme. Por mais que o som que fazem seja algo que dá a identidade geral deles, são pessoas diferentes. Porém em casos como da banda gaúcha Nenhum de Nós, percebe-se que, apesar dos 28 anos de carreira, o frescor dos primeiros ensaios, do primeiro disco, da primeira turnê, permanecem. E Thedy Corrêa, Veco Marques, Sady, João Vicenti e Carlos Stein são o Nenhum de Nós.

Não existe aquela história de uma pessoa que responde pela banda, geralmente o frontman, eles estão juntos também fora dos palcos. Não é fácil reunir uma banda para uma entrevista. Sempre tem um que é mais avesso a esse tipo de compromisso, outro que se destaca mais, porém é algo que não acontece com o Nenhum de Nós, que recebeu a Novo Som do CORREIO de Uberlândia, antes da passagem de som na A8 Club, na última sexta-feira (28).

Durante o bate-papo, Veco, Stein e João Vicenti falavam entre um acorde e outro. “Músico você sabe como é, não pode ter um instrumento na mão que tem que ficar brincando”, diz Stein. E é exatamente isso que faz a diferença entre a curtição que se tem com quase 30 anos de história e o tédio que toma conta daqueles que estão ali por uma obrigação. Questionados se já pensaram em desistir em algum momento, eles brincam. “Na segunda-feira passada, tivemos uma conversa sobre isso” diz Sady. “Acho que se fosse para acabar já teria acabado há muito tempo”, completa o vocalista Thedy Corrêa.

Segundo Stein, o Nenhum de Nós está prestes a chegar na casa e 1,8 mil shows e apresentações mais intimistas, como a de Uberlândia, que estão entre as suas preferidas. “Temos um contato muito bacana com os fãs e isso é o outro lado da troca, eles acabam inspirando a gente”, afirma o guitarrista. E depois de quase 20 anos longe dos palcos uberlandenses, eles esperam que o retorno não demore mais tanto tempo. “Temos um carinho muito grande pelo público daqui e ficamos felizesm em voltar”, afirma Thedy. A íntegra dessa entrevista vocês conferem no site do CORREIO em vídeo.
Depois dos dois shows, a banda ainda recebeu os fãs para fotos e autógrafos e, mais uma vez, deu um show de simpatia. Que venha o próximo!

Day 2 (Foto: ADREANA OLIVEIRA)

VENOSA

Antes do segundo show do Nenhum de Nós em Uberlândia, na semana passada, o vocalista da banda Venosa, Hugo Barata, antes de anunciar a banda gaúcha no palco, elogiou a humildade o profissionalismo desses caras que já estão caminhando para as três décadas de carreira.

“Se tem uma palavra que resume a atidude desses caras e a longevidade deles é amizade”, diz o vocalista. “Bastou um telefonema para conseguirmos realizar esses shows aqui”, diz Barata, que durante uma conversa com outros músicos questionava a ausência de shows de rock como esse no cenário uberlandense e resolveu arregaçar as mangas.

A Venosa tocou no palco lounge nos dois dias após o Nenhum de Nós com um repertório pop e rock que embalou a galera que estava feliz demais para conseguir voltar para casa e dormir depois de cantar com o Nenhum de Nós…

STUDIO NOVO SOM

É com muito orgulho que anuncio para vocês o canal de vídeo da Novo Som, no site do CORREIO de Uberlândia, da coluna Novo Som. Neste ano 10 que comemoramos aqui, começamos com o pé direito o “Studio Novo Som” com uma entrevista com o Nenhum de Nós que você confere nowww.correiodeuberlandia.com.br.

Com imagens do repórter online Diogo Machado e do fotógrafo Raphael Oliveira eu converso um pouco com o grupo antes da passagem de som e separamos ainda mais fotos das apresentações e trechos em vídeos. Espero que gostem!

VEJA GALERIA DE FOTOS

 

29 de março de 2014 8:12

Vespas Mandarinas

Jornalista

Cada um tem o que merece (Foto: BORI/DIVULGAÇÃO)

É comum muita gente pensar que a prática do jornalismo musical, principalmente as coberturas de grandes festivais, são “o máximo”. Tem gente que diz “queria estar no seu lugar”. Mas, acredite, nem todo mundo pensa assim e esse trabalho nem sempre é muito compensador. Por exemplo, fãs de Alice in Chains devem ter sentido uma pontinha de inveja de Chuck Hipólitho enquanto ele entrevistava a banda nos seus tempos de MTV. Mas, ele não estava tão feliz. “Quando trabalhava na MTV, uma das coisas que eu mais detestava era ter que conversar com artistas de uma maneira compulsória, ter de mandar uma pauta escrita com uma naturalidade que esperavam de mim, ficar preso ali naquele espaço da sala de imprensa. Eu não me divertia muito”, diz o músico, em entrevista por telefone à Novo Som, no início da tarde de ontem, direto de sua casa em São Paulo.

O motivo de Chuck não se divertir tanto ao entrevistar grandes nomes do rock é claro. A alma de músico, o coração, a garganta e a guitarra dele falam bem mais alto que o lado jornalista. O ex-frontman do Forgoten Boys está à frente do grupo paulistano Vespas Mandarinas desde 2009 e, no ano passado, depois de dois EPs bem-sucedidos, lançaram “Animal Nacional” (Deck, R$ 27). E a empolgação de Chuck com esse projeto é perceptível quando fala dele. No próximo sábado (5), a banda será a responsável pelos primeiros acordes a serem tocados no Lollapalooza Brasil 2014. A partir das 12h20 e por 40 minutos, o palco principal do festival, no qual o Muse é headliner, terá Chuck, André Dea, Flávio Guarnieri e Thadeu Meneghini honrando o rock nacional.

“Acho que entre todas as bandas, somos a de menor destaque, mas teremos toda a estrutura do palco principal a nosso favor. Também creio que somos uma banda que representa bem os tempos atuais do rock nacional. Ser escalado para este festival serve para dar um ânimo a mais para gente”, afirma o vocalista.

PREPARATIVOS

Chuck afirma que o Vespas Mandarinas está em um processo de mudança, entrando em uma nova fase. O contrato com a Deck, músicas tocando no rádio e a participação no Lolla Brasil são uma luz no fim do túnel para quem não acreditava que o bom e velho rock nacional poderia voltar com um grupo que preza por boas composições e, por mais que esteja ali, “jogada no balaio do rock”, como disse Chuck, não tem um horizonte limitado. Por isso, vão com tudo para os 40 minutos de Lollapalooza. “Não importa se vamos tocar muito cedo, não estamos amedrontados por isso. Nosso lance não é simplesmente chegar lá e tocar. É algo grande para gente, vamos tentar trabalhar com tudo que pudermos, telões, um figurino bacana e um repertório bem ensaiado. Vamos entregar o melhor que temos para o público que estará lá”, garante.

O repertório será baseado no disco “Animal Nacional”, que traz 12 boas canções e você ouve do início ao fim, mais de uma vez. Mas a banda apresentará também uma nova música, feita em parceria com o ex-Rappa Marcelo Yuka com o título provisório de “Que esse dia seja meu”. “Tem muito a ver com essa mudança pela qual estamos passando.”
E como diz na letra de “Herói devolvido”, do Vespas Mandarinas, “na vida a gente não tem o que quer, a gente tem o que merece”. É com esse espírito de entrega, de colocar a música em primeiro lugar e fazer bem a sua parte, que eles encaram não só o Lolla, mas todos os shows que estão por vir em 2014, inclusive em Uberlândia, que receberá a banda no festival Timbre, dia 1º de junho, na praça Sérgio Pacheco. “Já vi o Porcas Borboletas tocar neste lugar, vai ser muito bacana para a gente também”, disse Chuck.

PARCERIAS

Chuck e Thadeu são os principais compositores no Vespas Mandarinas, mas raramente se arriscam nas letras, um ponto forte no disco “Animal Nacional”. “No caso de ‘Não sei o que fazer comigo’, que é uma versão, eu reescrevi praticamente inteira e tem uns toques do Thadeu, mas o grande trunfo que nós temos são grandes letristas, como o Adalberto Ribeiro Filho, que para nós já é o quinto Vespa Mandarina”, afirma Chuck. “Animal Nacional” tem ainda colaborações de Arnaldo Antunes e Bernardo Vilhena nas composições. “São uns caras que têm a nossa idade, entendem o que a gente pensa e estamos sempre em contato, principalmente com o Adalberto. A gente se fala por telefone, internet, não é o caso de encomendar uma letra em si, a gente discute a música. E quanto mais trabalho com esses caras, percebo que a composição é um exercício, um ofício. É claro que quando ‘cai do céu’ é ótimo, mas isso é raridade”, conta Chuck.

Para o vocalista, no rock nacional, as letras que falam com uma geração fazem muita diferença na hora de chegar a diferentes ouvidos, principalmente porque é preciso romper a fronteira do rock. E o Vespas Mandarinas tem uma abrangência maior em seu leque. É rock com apelo popular sem ser clichê. Por isso, Chuck afirma que o que a grande mídia vende hoje como rock não representa o rock nacional. “A poesia dessas bandas não é aquela que a gente é apaixonado como a dos Titãs, dos Paralamas do Sucesso, Raimundos, Beatles, Dylan. Hoje nem banda de garagem se sente incentivada a pensar na parte lírica, é mais o lance do esculacho. Sei que tudo tem seu espaço mas se perdeu um pouco a paixão pela busca e essa busca tem de estar no coração”, diz o músico, que não tem a pretensão de fazer um trabalho perfeito. “O ser humano não é perfeito e a arte é um reflexo dele.”

AFTER

Depois de se apresentar no palco principal do Lollapalooza, no sábado (6), Chuck tocará também ao lado de algumas crianças no Kidzpalooza no projeto “School of rock”, com alunos de uma escola que adotam a disciplina na linha do filme de mesmo nome. Depois ele ainda não sabe se vai acompanhar alguns shows no autódromo de Interlagos ou vai acompanhar em casa pela TV. Alguns dos artistas ele gostaria de ver em um show oficial da turnê, sem o formato reduzido para festival.

Ele e a mulher, Gaía Passarelli, devem produzir algum material para o canal “Gato & Gata” no YouTube. “É um projeto que temos com a Abril e um pouco do que produzimos poderá ser visto em alguns momentos no telão do Lollapalooza”, afirma o músico.

GIRO INDIE

Mais Um

Eu não quero cansar vocês, mas preciso colocar aqui novamente…Eddie Vedder. O líder do Pearl Jam fará mais um show extra no Brasil, em São Paulo, dia 6 de maio, no Citibank Hall. Os ingressos para essa apresentação serão vendidos para o público em geral a partir de 3 de abril, pré-venda dias 1º e 2 e para o Ten Club dia 31. Sendo assim, Eddie Vedder Brazilian Tour passa por São Paulo em 6, 7 e 8 de maio e Rio de Janeiro 11 e 12.

LOLLAPALOOZA

Já é no próximo fim de semana o Lollapalooza Brasil 2014. Pelo site do festival, tem como você montar sua própria agenda de shows, afinal, impossível ver tudo! Dê uma olhada antes da viagem. Outra dica: se vai sair em excursão, além de memorizar o local onde o ônibus ou van da sua turma vai ficar, tenha sempre (inclusive anotado) o telefone de uma pessoa responsável pela viagem e pelo menos outras duas, para o caso de acontecer algum imprevisto. Tente não se empolgar gravando trechos dos shows que nunca vai assistir pelo celular e deixe um pouco de bateria para o final, você pode precisar. Dessa vez, a coluna cobre o primeiro dia, a convite da Chevrolet, que lança uma edição especial do Onix com temática no festival.

NENHUM DE NÓS

Na semana que vem você confere aqui entrevista exclusiva e cobertura do show do Nenhum de Nós (foto), que rolou, ontem, em Uberlândia. Aproveitaremos para lançar um projeto em vídeo da Novo Som para o site do CORREIO de Uberlândia. Mais uma novidade para o ano 10 da coluna. Um show extra dos gaúchos foi anunciado para esta noite A8 Club, com abertura da Venosa, a partir das 22h.