Número de vereadores
Tenho lido alguns textos no CORREIO escritos por pessoas revoltadas com o aumento do número de vereadores. Concordo em parte, mas faço distinção porque há legislativos municipais que se reúnem uma vez por semana e até a cada quinze dias. É o resultado da multiplicação de municípios que têm o número mínimo de habitantes, não têm economia sustentável e dependem dos repasses do Estado para sobrevivência. É lógico que qualquer despesa a mais inviabiliza a economia deles, que já é precária. Mas há algumas dezenas de cidades em que o Legislativo se reúne com boa frequência, têm economia sustentável, portanto suportam o crescimento do Legislativo. Observo, porém, que o fim precípuo do Legislativo é fiscalizar o Executivo, que administra o orçamento. Não é só a oposição que deve fazer isso. São todos os edis, porque para isso eles foram eleitos.
José Lucindo Pinheiro
Professor
Uberlândia (MG)
Poluiu? Pagou!
A Prefeitura de São Paulo acionou a Guarda Civil Metropolitana para tentar colocar um pouco de ordem na confusão do lixo daquela cidade. Eles poderão multar quem colocar lixo fora do horário programado da coleta e também autuar qualquer pessoa que jogar lixo na rua. A multa prevista é de R$ 500, porém sem aplicabilidade até o momento (dados da “Folha de SP” 24/5/11). Aqui na cidade deveria também existir um órgão fiscalizador para coibir a quantidade de lixo que polui as ruas e calçadas de Uberlândia. As pessoas sabedoras de que ao jogar uma bituca de cigarro do vidro de seu carro, um resto de alimento, garrafas e latas descartáveis aleatoriamente nas ruas estão poluindo o que deveria estar limpo. A multa pecuniária é a única maneira de conscientizar o poluidor.
Wagner Satel
wagnersatel@gmail.com
Excesso de peso
Buracos são causados por elementos naturais, a erosão é causada pelas chuvas, logo os veículos não são responsáveis pelo fato de nossas estradas estarem em péssimas condições. Logicamente que veículos com peso extra são um risco nas estradas, mas não a ponto de ocasionar a péssima qualidade das BRs e rodovias.
Rafael Skywriter
Via Correio Online
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Agostinho Paganini disse:29/05/11 7:52
Professor José Lucindo Pinheiro, tenho, algumas vezes neste espaço, citado o seu nome dado ao grande respeito que sempre tive pela sua pessoa, no que tange à sua cultura e seu bom senso. Agora, se “pessoas revoltadas com o número de vereadores” também refere-se a mim, digo-lhe que não sou revoltado. Sou indignado. Não posso concordar com “o fim precípuo do Legislativo é fiscalizar o Executivo” simplesmente. Para isso deveria ser chamado então de “Fiscalizativo”. É fiscalizar, legislar e também, e principalmente tem sido feito, apoiar o Executivo em ses projetos. Ninguém governa sem esse apoio. Estou errado? À propósito, em nossa Câmara tem gente boa, mas tem cada cabeça de bagre…
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Lucas Araújo disse:29/05/11 15:37
EXCESSO DE PESO. O fator de equivalência de operação prova que os efeitos causados pela sobrecarga aumentam exponencialmente. É por isto que as estradas brasileiras são projetadas para suportarem o peso dos caminhões com suas respectivas cargas definido pelo INMETRO. Mas num país sem fiscalização adequada, e com muitos empresários sem consciência, é mais lucrativo aumentar a carga nos caminhões, que aumentar a frota e contratar mais motoristas.
Lucas Araújo
Acadêmico do Curso de Engenharia Civil-UFU
Uberlândia-MG -
Lucas Araújo disse:30/05/11 14:17
É verdade que o poder legislativo foi criado com a finalidade de legislar, como o próprio nome o diz. Mas legislar não significa apenas fazer Leis, legislar = classificar, colocar em ordem, comandar, coordenar, decretar, determinar, desordenar, dispor, distribuir, estabelecer, exigir, formular, legiferar, ordenar, preceituar, etc. etc. e etc., ocorre que (salvo as exceções) há décadas os chefes dos poderes executivos optaram por oferecerem benesses à maioria dos edis e parlamentares em troca de apoio total ao seu governo ou desgoverno. Então a visão que muitos teem hoje do legislativo é que, quem faz oposição ao executivo, o faz simplesmente porque quem foi eleito para chefiar o executivo não fora o seu candidato e sim, o seu adversário político, e pior, porque não lhe convidou para fazer parte do governo, ou seja, não lhe ofereceu ou aceitou o seu pedido de benesses. Penso que é isto que muitas pessoas pensam!!!
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Danilo disse:30/05/11 22:07
Sr. Lucas, tal o pai tal o filho. Ninguém me convence de que vc não seja filho do Bel. Sebastião Alves de Araújo, assim como também ninguém me convencerá que vc não esteja com razão. Pura verdade, atualmente na política se pratica um verdadeiro escambo.
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