Dilma tá pela bola sete!
Eu já me declarei pela nossa presidente, em quem votei ganhando cervejas lá no clube. Os machões e machistas acharam que eu tinha realmente assumido a esclerose cerebral dos idosos – eu apenas respondia o vamos ver! Aí estão acontecendo as coisas, eles já entraram em dúvida, penso que, em 2014, não vou mais ganhar cervejas. Realmente é difícil comparar o governo Dilma com o governo Lula. Estamos vivendo um momento histórico no Brasil em termos de desenvolvimento e respeito internacional.
Os políticos amam dizer que isto se deve a eles, ao seu governo, etc. e tal. Em política, eu me lembro de um filme de Chaplin, onde o vagabundo ia sozinho e fugitivo por uma rua. Na esquina virava uma multidão de protestos e povão. Carlito, apavorado, pegou uma bandeira caída e correu acompanhado pela multidão – e por estar na frente foi chamado e considerado o grande líder. Pois é, aqui nos últimos 20 anos, aconteceram coisas extraordinárias. No sopro da liberdade e das oportunidades em comércio, produção em áreas e novos campos em exportação – de repente o Brasil ficou rico e respeitado.
É claro que cada governo fazia o papel do Carlitos, pulava na frente e dizia: isto se deve a mim, ao meu partido e governo, etc. e tal. Foi este conjunto de oportunidades e aceitação internacional que nos colocou no primeiro time internacional – inclusive ajudado porque os países históricos e dominadores estão em crise terrível. Nossos governos ajudaram – é fácil quando as riquezas e acontecimentos favorecem, é uma desgraça no caso contrário. Pois bem, com prazer chegamos à era Lula, na minha opinião, o maior mágico do palco político.
Nascido e criado no PT, tem coragem e inteligência de tornar aberto e abrangente o seu governo, seduziu e comprou outros e outros partidos, tornou-se o dono da bola. Uma bola perigosa está provada pelos vagabundos e ladrões que necessitou colocar em altos cargos. Pois bem, entra em cena a dona Dilma. Em crônica, já contei a fábula das rãs pedindo um rei, o pau inerte que júpiter lhes mandou – e atendendo aos protestos enviou-lhes então a cegonha comedora – e moralizadora. Esta, em minha opinião, foi a sorte do Brasil crescente. Nossa presidente não aceitou nem aceitará a esculhambação do tempo Lula.
Não imita o espírito demagógico e inconsequente de Lula – talvez necessário naquele momento. Apenas, e no estilo mais simples e modesto: está governando de verdade, restabelecendo a ordem e a moralidade política. Dilma não faz demagogia. No calado e exemplando, encaçapa as bolas inúteis e corruptas. Já encaçapou seis, e não tem medo. Vai em frente: quem se atreve a ser a bola sete?
João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico e escritor
Uberaba (MG)
Lei Orçamentária
É uma pena que a população não participe nessas ocasiões. A ausência de uma Secretaria de Orçamento Participativo contribui para essa apatia que as pessoas sentem quando o assunto discutido envolve política, economia e qualidade de vida. Uma minoria decide por todos e quase sempre em benefício próprio.
Severo Gomes
Via Correio Online
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Hugo disse:07/12/11 7:06
João Gilberto Rodrigues da Cunha parabéns pelo brilhante artigo!
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Mário Borges disse:07/12/11 8:13
Dr. João , não sei porque, lembrei-me agora de Ruben Alves, sobre o tema ” O sonho dos ratos”, esta história é igual a que vivemos nestes últimos 40 anos.
“Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha.
Havia ratos de todos os tipos, grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade…,mas ninguém ligava para as diferenças porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso e que estava bem pertinho de seus focinhos.
Comer o queijo seria a suprema felicidade…”-
Aninha B. Martins disse:08/12/11 8:32
Oi amigo Mário Borges, muito boa a sua colocação, usando o tema de Rubem Alves “O Sonho dos Ratos” para comentar o ótimo texto do Dr. João Gilberto. Gostei. Parabéns a todos! Mário Borges, e os “ratos de igreja” você já viu falar? Me conta! Abraços. Saudades! Ah! só mais uma coisinha, seria possível você passar o seu email? Grata.
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Xadem disse:07/12/11 10:38
Dr. João, responda-nos via internet, faça seu comentários também por aqui.
Dê-nos notícias do Anderson Adauto. E então? Ele cai ou não cai? Eta fruta dura de ser derrubada hein. Já tacaram tantas pedras. O que tá faltando, verdade ou gente de pulso nesse Beraba Bão?
Leandro Chagas Demetrio Xadem
http://www.xadem.com -
Antonio Santos disse:07/12/11 11:33
País “rico”, população pobre. De que adianta sermos a 7a. ou a 8a. economia mundial, alguns dizem que já somos a 6a, se a distribuição de renda é tão desigual ? O nosso IDH é 73°, nossa taxa de juros é uma das maiores do planeta, a corrupção também fica entre os primeiros, a saúde e a segurança um caos, a indústria nacional está sufocada pela burocracia e ineficiência do Estado…etc. Ainda é cedo para tantos elogios ao governo da Dilma. E as reformas FISCAL, POLÍTICA, TRIBUTÁRIA, PREVIDENCIÁRIA ? Será que o governo da Dilma terá a coragem de fazer ?
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Ercilio Nunes disse:07/12/11 19:13
É como o Sr. mesmo diz: O PT necessitou comprar outros partidos, se tornando
o dono da bola. Pagando o preço de colocar vagabudos e ladrões em altos cargos.
Dona Dilma é de qual partido. A batuta desta orquestra ainda é de Luiz. Se é que o Sr. entende…
Comentários (6)