É natal!…
Está de novo em nossas portas mais um Natal, certamente a grande festa mundial da cristandade. Passo nas ruas enfeitadas de luzes, as lojas com seus enfeites sedutores, pais e mães escrevendo os pedidos de filhos e netos, Noite Feliz e ‘jingobels’ espirram por todas as portas. Gente nossa vai visitar gente sua lá mais longe, e gente nossa de longe vem por aqui celebrar conosco a grande festa.
Mais um ano foi passado. Sem querer fico sentindo falta do que aconteceram, gente querida que nos deixou. Na cabeceira, penso em dona Elvira. A minha mãe que costurava meses de roupinhas para dar no Natal dos mais pobres. Por aí, e sem querer, penso naqueles que ainda permanecem pobres – ali na esquina da rua Tristão, vi um moleque descalço com o rosto colado na vitrine de brinquedos.
Alguém vai me dizer: isto ainda existe, mas já foi muito pior… Em verdade, o povo de hoje tem menos sofrimentos que os da minha infância. O emprego, a casa própria, uma ajuda na doença e na educação… nada extraordinário, mas os sonhos vão sempre além da realidade.
Em balanço contrário e sofredor estão os sofrimentos da família, a dificuldade do amor entre pais, filhos, irmãos, até parentes e amigos ficando esquecidos. Piorando, os vícios em crescente, as violências de toda sorte… e mais que tudo a invasão das drogas que o governo não sabe ou não consegue controlar. Aí páginas de jornais abrem manchetes com os escândalos, o crime, a violência, a corrupção, a política que foge desta briga e cuida só de sua vida e próxima eleição.
Uma coisa vai acontecer, tenho certeza: os cartões de Natal desejando o sonhado mundo feliz, os abraços, olha, eu não lhe esqueci, pensei muito em você neste ano!… Pois é, meu amigo leitor, faça uma visita livre, leve a um daqueles lares periféricos um regalo qualquer, quem sabe bonequinha ou carrinho pro garoto. Felizmente, as igrejas já não estão mudas e estáticas: sentem que o Natal vai alem do presépio e do Jesus Nascente, saem pelas ruas sofridas e faveladas. Penso, com pecadora humildade, que posso fazer um pouco – além e acima do prazer e alegria familiar: alguém, um só que seja, deve receber minha prece e atenção. Penso que foi por isto que Deus me permitiu representá-lo na saúde do Orides, agora pronto para os 103 anos de 2012…
João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico – Uberaba – MG
Preço da gasolina
Não tem condição, o preço da gasolina ir para R$ 3 é uma afronta à inteligência do cidadão. Fico admirado com a displicência do governo federal com o povo. Os ganhos estratosféricos da Petrobras são obtidos com o suor e o sangue do povo. O mais incrível é que eles divulgam na mídia a propaganda: “País rico sem miséria”, claro: vão acabar com os miseráveis, dessa forma sobram só eles, os ricos. O Ministério da Saúde adverte: “Brasil: um país que é para poucos!” Assino e afirmo!
Alexandre B. Souza
Via Correio Online
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Ana Maria disse:14/12/11 9:33
Senhor João Gilberto, belíisimo texto! Aprecio muito o que escreve! Que bom que o senhor é médico. Com certeza as pessoas precisam de médicos assim: sensível, sensato, sereno…
Feliz Natal pro senhor!
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