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7/03/2012 7:37

Do Zeca Camargo

Vejo e leio mais de uma vez Zeca Camargo em Uberaba.

Volto lá atrás, nos muitos anos de vida, uns 60 talvez. Éramos jovens, Saul (pai do Zeca) era como eu um estudante nas férias em que aqui nos encontrávamos. Saul era um jovem bonito, másculo, namorador e seresteiro. Quantas vezes nós saímos pela noite, cantando pelas portas e janelas de gente amiga as lindas baladas da seresta – um pouco querendo ver se, na janela, aparecia a moça linda que se pretendia namorar.

Naquela época, o amor era respeitável, não tinha crack nem posto de gasolina para as esfregas e fugas atuais. Lembro-me nós dois cantando “vai alta a noite, nada resta, do dia que findou… a natureza, ao ouvir o seu cantor…” e a vida era poesia, sonhos, ilusões da juventude. Os Camargo jovens eram três irmãos, o Mario, o Tercio (meu colega de aula) e o Saul caçula. O mais velho casou-se em São Paulo, tornou-se milionário, mas não esqueceu Uberaba – trouxe-nos benefícios inclusive financeiros.

O Tercio sumiu pelo mundo afora, pecuária até no Paraguai e suas lutas. Saul, formado em medicina, acertou que aqui não lhe servia, foi ganhar a vida em São Paulo. Pelo destino nasceu-lhe o filho chamado Zeca, com a beleza do pai e por sorte ou destino navegando nas águas da TV Globo. Agora vejam comigo as incertezas e prêmios do destino: os irmãos jamais receberam as páginas, fotos, homenagens nem medalha Major Eustaquio. O Zeca, entretanto, é figura da imprensa, dos governantes e dos políticos aqui do nosso sertão da farinha podre. Seu sucesso é de beleza, das viagens e do aparecimento nas telas televisivas – e recebe em Uberaba que não conhece a homenagem e rituais de tanta gente que quer apresentar-se ao fenômeno.

Penso comigo: uma pena o Zeca morar em São Paulo. Nos tempos modernos, qualquer partido o convidaria para candidato a prefeito ou vereador. Isto não conseguido, pelo menos puxar-lhe o braço “tira um retrato aqui comigo, Zeca!”. E vejam: nada tenho contra o Zeca. A crônica, mais uma vez, é história dos tempos e consumismo que vivemos. Ou aqui não temos Zecas locais, humildes, trabalhadores… e esquecidos?

João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico
Uberaba (MG)

Viaduto vira albergue

Já estava escrito nas estrelas que os mendigos vão dormir neste hotel de luxo, ainda mais que a prefeitura fez propaganda que ali é obra para o povo. Só que a prefeitura trocou os artistas da Globo por uma pessoa desconhecida, deu bem o recado só falta o banheiro.

Eustáquio Nunes Lopes
Via CORREIO Online

Comentários (3)

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  1. Xadem disse:07/03/12 21:48

    Eu nunca sei quando é verdade e quando é ficção quando o Dotô João escreve… hehehe…

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    • Mário Borges disse:08/03/12 10:24

      Alô Xanden, já arrumou advogado ?
      quero ver voce candidato a vereador.

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  2. joao roberto spini machado disse:15/03/12 12:08

    Choro Inconsequente e Ignorante.Em Cultura,Uberaba.já é ha varias decadas,a Lider Inconteste no Triangulo Mineiro.Pergunto, Qual? Grande Escritor de nome em todo o Estado de Minas,Goias,e M.Grosso,1 e 2,Uberlandia tem igual ao Dr.Joao Gilberto.Claro,que nenhum,nem com um panfleto politico publicado.que se aceite. Acorde,Berlandão! Este Dr.Xadem ja tem tantos medicos na sua quase falida Tuiutaba (adeus,Boa!) e em Uberlandia,que merecem mais,muito mais,o “”Dotô”" que ele parece querer usar,e Mal!

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