Caim
O homem é, inescapavelmente, um animal muito violento. Basta ameaçá-lo. A violência é correlativa à ausência de mecanismos de moderação inatos da agressividade que esse grande antropoide perdeu ao sofrer o processo de expansão tele-encefálica. Por sua constituição, pois é um animal perigoso. Brecht dizia que “o homem é a sua própria bestialidade”. “O homem é o pior inimigo de si mesmo”, na feliz definição de Pichon Rivière. E Millôr Fernandes não deixa por menos: “O homem é o câncer da natureza”. Caim, o diafoto, o sem luz, o tenebroso, o tosco, o assassino do próprio irmão, é componente intrínseco das entranhas do ser humano. Szondi diz: “Caim rege o mundo”. A maior parte da história Universal está constituída de fatos marcados pela eterna repetição da história de Caim, que se caracteriza pela ambição, inveja, vaidade, pelo afã de se impor sobre o outro e que o induz a matar e a se afirmar como forte. Chama-se a isso, hoje, poderio econômico, bélico, violência, enfim, sempre camuflados com discursos bem- intencionados, diplomacia, política. Abel, representando a vasta legião dos débeis, é simplesmente vitimado, seja pela miséria, seja pela internalização do agressor, que passa a exercer trabalho de sabotagem superegoísta de dentro para fora do psiquismo gerando angústia e culpa que o divertem e o apartam de si mesmo, quando não pelo puro e simples assassinato.
Antônio das Graças Lopes
Professor
lopes_escaldaferri@yahoo.com.br.
Aumento dos voos
Espero que, com a concorrência, os preços absurdos das passagens aéreas abaixem. Agora o aeroporto tem que ter uma estrutura melhor, principalmente na divisão dos horários de voos. Tem hora que chegam uns três aviões, tem hora que não chegam nenhum e fica ocioso. Outra coisa que tem que melhorar é o trânsito. Eu nunca vi um guarda de trânsito ou da PM por lá. Aí é bagunça na certa.
Sérgio Marçal
Via CORREIO Online
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Marcelo disse:23/04/12 22:36
A simplificação do Prof. Antonio Lopes é preocupante. E é preocupante exatamente porque existem muitas pessoas que, como ele, tecem olhares tão pequenos acerca do ser humano. Opiniões como essa justificam o fato de existir tantas pessoas tratando os cães de maneira mais digna do que seus semelhantes.
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