Combate às drogas
No Dia 26 de Junho comemoou-se o dia internacional do combate às drogas. Enquanto o mundo está contrário às drogas, algumas lideranças brasileiras fazem justamente o oposto. A cada ano que passa, apresenta-se maior importância quanto à perspectiva de potencializar uma ótica dentro da realidade do mal que as drogas causam na sociedade em termos mundiais e não do ilusório pretensioso de querer liberá-las. O estado tem que se preocupar em combater cada vez mais o tráfico e fazer mais campanhas contra as drogas, não descriminalizá-las.
A dimensão do problema do uso das drogas comprova o tamanho do desafio das autoridades, sociedade e, principalmente para saúde pública no Brasil. Além disso, este assunto também é refletido nos demais fatores da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como: acidentes de trânsito, violência domiciliar e crescimento da criminalidade violenta.
É muito comum lermos, assistirmos ou ouvirmos pessoas não medidas e sem conhecimentos técnicos, profissionais e específicos fazerem críticas a favor da descriminação das drogas, dimensão crucial mecanizada e não humanizada, oprimida e desprezada da apreciação da sociedade. Acredito que à medida que a consciência social for entendida como momento de reflexão profunda, consiga com caráter prático e sem prévias ideologias deixar de ir de encontro ao bem estar da sociedade.
Muitos setores da comunidade já perceberam a importância de participarem aumentando as ações de combate às drogas em conjunto com os órgãos de defesa do estado, essa é uma atitude louvável, porque somente os órgãos estatais, não serão suficientemente para combater as drogas, é preciso da mobilização da sociedade, só assim, será possível a recuperação de dependentes químicos e sua reintegração na sociedade e, principalmente evitando-se que novos adeptos tornem-se usuários.
Não se esqueçam! Mude o que pode ser mudado, aceite o que não pode e não deve ser mudado. Somos todos aprendizes do saber viver, procurando sempre melhor qualidade de vida, com objetivos que nos guie para mais próximos da sabedoria salutar, do aprendizado contínuo, das metas a serem alcançadas, mesmo com desígnios antagônicos, mas o mais importante diga: sim para a vida, não para as drogas.
Diógenes Pereira da Silva
Diogenespsilva2006@hotmail.com
É Subtenente da PMMG
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Leandro Xadem disse:02/07/12 21:02
Com todo respeito cara Subtentente Diógenes Silva sou, hoje, totalmente a favor da liberação desde que vivi mais próximo da realidade enquanto coordenador de uma Organização que tinha como intuito prevenção e tratamento.
Reconheço a sua experiência e muito possivelmente o ódio que tem dessa maldição por estar diretamente ligado à seu combate e por isso respeito muito seu ponto de vista, mas quero, então apresentar o meu.
Enquanto coordenador a prevenção se daria com educação e amor e hoje. Amor: os pais não tem tempo para amar, a família não tem tempo para amar, a sociedade vive de migalhas de amor e toneladas de luxuria e prazer a qualquer preço. Somos feitos para consumir tudo que o dinheiro pode comprar e nos fazer ter prazer físico. Serão décadas, senão séculos para mudar essa concepção equivocada que nos deixa cada vez mais vazios, reflexo direto disso é que a depressão e o estresse são considerados as doenças do século, quando não são diretamente responsáveis por matar são catalisadores de outras tantas, mas há que se pregar o amor e solidariedade, mas é difícil. Nós não queremos mais comprar isso e quem compra, é careta. Educação: vacinar as crianças com educação de consciência, que permite a sábia e coerente interpretação dos textos (da vida). Não tenho mais muita esperança na juventude e nem em quem já é usuário. Usuários são levados à paraísos para se desintoxicarem e um dos motivos da reincidência ser de 97% é que quando voltam à realidade de suas miseráveis e vazias vidas não conseguem suportar a dureza que é. São muito mimados e direcionados à condição de vítimas. Sim, sua família é responsável, mas a forma de coloca-los somente como vítimas, de coitados é que faz com eles sejam cada vez mais vazios, pois, não aprendem a serem responsáveis pelo todo da vida. Enfim, o único trabalho que organizações realmente podem fazer é educar e isso não é fácil, mesmo porque ninguém quer uma sociedade totalmente educada e consciente. Seres conscientes, como disse hoje o Ivan pelas palavras de Palmério é ruim de controlar. Enfim, educação é a única coisa capaz de fazer uma Organização, se é que é.
Se o Sr. ou quem quiser um bloquinho de maconha vai conseguir. Estou morando em uma cidade de 18 mil habitantes. Eu já vi gente vendendo e já achei maconha na rua. Essa realidade está por toda parte. A polícia é mal aparelhada. Não tem homens suficientes e tão pouco equipamentos, estrutura. As grandes apreensões são muitas das vezes por denúncias, caso contrário estariam só atendendo homicídios. A inteligência é pouco porque a estrutura é quase nenhum. Pode até rebater isso já que faz parte da PM, mas para mim essa é a realidade.Hoje pode-se comprar alucinógenos dos EUA e recebe-los em casa. Drogas similares ao ecstase e outros “doces”. Em casa.
E olhe. Nossa sociedade é tão cretina que estão fazendo campanha para que a Dilma peça clemência para um esportista que entrou com drogas na Indonésia. Nosso povo é mal acostumado e acha que em outras nações o jeitinho existe. Se fosse filho meu eu mandaria a bala para ser morto para não dar mais prejuízo. O jovem tornou-se vítima no Brasil.
Assim sendo, com tantas drogas à disposição, o controle é impossível. Não adianta falar que vamos controlar que não vamos. É impossível.
Logo, com ou sem liberação o trabalho é o mesmo. Fazer meus filhos, os amigos deles, os colegas e seus desconhecidos que droga é a melhor coisa que existe sim, dá um prazer maravilhoso, mas que escraviza e mata sem dó e é por isso, por estar junto à essa organização, por ter sentido na pele depois de tratar diretamente sobre o problema com 19 prefeitos e perceber que o “negócio” das drogas é rentável para TODAS as instituições, é que SOU A FAVOR DA LIBERAÇÃO.
O meu medo de voltar para Uberlândia é de ser morto como a Jussara. Por conta de mixaria. Essa turma mata por conta de 5 REAL. Quem está em estado de alerta, espanca um idoso, estupra uma criança, passa a faca no pescoço de quem estiver na frente, bate até matar e não sente dor etc etc etc.
SOU A FAVOR DA LIBERAÇÃO, porém, desde que o ESTADO FORNEÇA GRATUITAMENTE as drogas. Com isso acabaremos com o comércio paralelo. Acabaremos com a necessidade de violência para ter o prazer com as drogas. O VICIADO vai morrer mais rápido, dentre tantas outras coisas.
A liberação vai gerar um novo perfil social. Quem quer morrer que morra. Cada um tem que cuidar da sua cria. Chega de paternalismo em um país em que todo mundo gosta de moleza. Vão morrer inocentes? Milhares! Mas nenhuma mudança é feita em dor. Toda mudança, seja em uma pequena empresa é marcada por resistência e desconforto.
Somos um povo mal acostumado e preguiçoso e precisamos ter a coragem de entender que a guerra contra as drogas já está perdida há tempos. O que não podemos perder é a guerra pela responsabilidade por aquilo que deve-se ser responsável.
Eu não acredito mais na vitória contra as drogas,eu acredito na vitória do autoconhecimento humano.
Grande Abraço!
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Leandro Xadem disse:03/07/12 2:39
Esses depoimentos, fresquinhos, por exemplo, provam que internação é uma grande mentira.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2012-07-02/a-ultima-vez-que-usei-crack-usei-chorando.html
Tá bom… Não podemos perder as esperanças, bla bla bla bla, mas a prática é muito diferente do que gostaríamos.
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Comentários (2)