Celso Machado

Um jeito de ver gente

Papo Geraes A coluna é publicada aos sábados no CORREIO de Uberlândia

3/09/2011 6:00

Nasceu

jornalista

Podia ter ficado melhor. Com certeza. Até porque tudo que fazemos, principalmente pelo limite da nossa capacidade e competência, pode ser melhorado. Podia ter sido mais completo, mais diversificado e principalmente ilustrado. Ter referências fotográficas mais ricas e relevantes do ponto de vista histórico.

Podia ter sido uma porção de outras coisas mais. Mas o mais importante do que tudo que podia ter sido é o fato de ele ser. De um objetivo, um ideal, uma iniciativa ter se transformado em algo concreto. Porque sonho que só se sonha é só um sonho. Nada mais. Sonho que se sonha e viabilizamos é uma realidade. É assim que vejo a edição 2011 do “Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre”, que juntamente com uma equipe altamente abnegada e envolvida conseguimos editar e oferecer ao povo de nossa cidade.

Nele estão contidas informações, curiosidades, fatos relevantes, uma bela entrevista com nosso mais ilustre conterrâneo Rondon Pacheco e uma série de outras reportagens que merecem ser lidas, compartilhadas e depois guardadas. Porque são atemporais e, sem falsa modéstia, com certeza serão úteis às futuras gerações. Para que saibam e conheçam os personagens que contribuíram e como foi construída a identidade de Uberlândia.

O “Almanaque” vem se juntar ao programa que há mais de cinco anos produzimos e veiculamos no Canal da Gente e na TV Universitária e vai ampliando o esforço de recuperar e divulgar tantas informações valiosas.

Nossa cidade que tanta ênfase dá ao desenvolvimento, não costuma dar igual atenção e valor na preservação e divulgação de sua história. Isto aliado ao fato de uma grande migração faz com que pouco se saiba da beleza e riqueza de tanta gente que tanto se empenhou para fazer de Uberlândia a metrópole que hoje é.

Sem ser saudosista, ainda que o seja, porque sinto orgulho pela história rica e fascinante de nossa cidade, é importante se conhecer o passado para se construir o futuro. Identificar aspectos que são importantes porque revelam o jeito de ser, de comportar, de agir de um povo.

E por falar em podia, esta edição do almanaque que está à venda nas bancas de revistas de Uberlândia também podia ter tido mais apoio e patrocínio. Ainda bem que uma série de empresas não só ajudam a fazer a história de nossa cidade como apóiam sua divulgação e valorização não ficaram no “podia” e ajudaram a viabilizar uma publicação que veio para ficar para a história.

Nasceu o Almanaque Uberlândia de ontem e sempre que é voltado para um público muito especial: quem ama e constrói esta cidade.

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