Do fio ao sem fio
Depois que alcancei esta idade de ficar menos novo, de vez em quando, a iniciativa de ingressar em determinada empreitada não passa pela necessária avaliação do tamanho do desafio que esta poderá proporcionar.
E para as pessoas que não faltam com os compromissos assumidos, depois que a ideia sai da intenção e parte para os fatos só há uma alternativa: seguir em frente e realizar aquilo a que se propôs.
Ainda bem que para as iniciativas bem- intencionadas (ainda que não devidamente planejadas e mensuradas) existe sempre a solidariedade de quem vê a beleza da causa muito mais do que a competência do seu idealizador.
Pois bem, isso, mais uma vez, está acontecendo comigo. No ano passado, desejoso de dar um significado maior de utilização do riquíssimo acervo material e imaterial que a Algar possui, principalmente sobre telecomunicações, idealizei realizar uma mostra. Uma mostra em que pudesse compartilhar com um público mais abrangente conhecimentos e experiências valiosas.
E como telecomunicações e comunicações cada vez mais estão juntas, pensei em estender o tema. E daí surgiu a ideia da mostra “Do fio ao sem fio”, uma viagem pelos 100 anos de história do jornal, rádio, da TV e das telecomunicações de cinco cidades do Triângulo Mineiro: Araguari, Ituiutaba, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia.
Com a ajuda dos companheiros de sempre, montamos um projeto e conseguimos aprová-lo na Secretaria Estadual de Cultura. Em seguida, veio o apoio de quem sempre nos apoia, a Algar. Neste caso específico, por intermédio da holding e da Algar Telecom.
Projeto aprovado, patrocínio negociado, partimos para o desenho da mostra e para seu formato. Até aí, ainda que tenha sido trabalhoso, não imaginava o que vinha pela frente. O quão complicado seria o levantamento das informações e principalmente das referências ilustrativas de cada item.
Por mais que tenhamos tido ajuda, principalmente dos arquivos públicos de Araguari, Uberaba e Uberlândia, foi uma loucura. Houve momentos em que, ao buscar uma informação, parecia que estávamos puxando um emaranhado de linha em que uma levava à outra. E tome internet, telefone, pedidos dos mais diversos.
Como mencionei acima, nas causas bem- intencionadas, sempre aparecem colaboradores maravilhosos. Eu que o diga. Não fosse pela competência e solidariedade de Adriana Faria, Adriana Chuffi, Jhonathan, Chacur, Kiki, Cristiana e dos meus amigos José Ferreira Neto, Rogério Passos, Mamede, todo pessoal da Close, entre outros, não sei se essa mostra aconteceria.
E, principalmente, não fosse minha esposa, que teve planos modificados pela alteração radical na minha programação de tempo e de vida.
Segunda próxima é a abertura da mostra “Do fio ao sem fio”. Tomara que todos esses esforços empregados tenham gerado materiais de muita utilidade e valor. E que a história tão bonita das comunicações no Triângulo Mineiro possa ser um pouco mais conhecida e valorizada.
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