<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Papo Geraes</title>
	<atom:link href="http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes</link>
	<description>Papo Geraes</description>
	<lastBuildDate>Sat, 15 Jun 2013 08:52:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4.2</generator>
		<item>
		<title>O silêncio fala</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/15/o-silencio-fala/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/15/o-silencio-fala/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 08:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[Papos Geraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=371</guid>
		<description><![CDATA[ão é fácil escapar do barulho porque o mundo anda cada vez mais cheio de ruídos. O ronco dos motores e as buzinas dos veículos no trânsito, os sons das lojas e propagandas volantes, as rádios internas nas lojas e supermercados, as gritarias de ofertas nas feiras livres, as conversas no celular em locais públicos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ão é fácil escapar do barulho porque o mundo anda cada vez mais cheio de ruídos. O ronco dos motores e as buzinas dos veículos no trânsito, os sons das lojas e propagandas volantes, as rádios internas nas lojas e supermercados, as gritarias de ofertas nas feiras livres, as conversas no celular em locais públicos, o volume alto da TV em casa, as rádios evangélicas que as empregadas escutam o dia inteiro e por aí afora.</p>
<p>Tão acostumados estamos com o barulho que nem mesmo percebemos grosserias e indelicadezas como ligar o rádio do carro quando tem uma pessoa ao lado, falar alto no ambiente de trabalho ou social, gritar o nome de alguém no meio de uma multidão, buzinar sem necessidade. Não atentar para o fato de que conversas entre pessoas deveriam ficar restrita a elas e não alcançar outros que nada têm a ver com elas e mais, não querem ouvi-las. Confundir alegria com gritaria, espontaneidade com assanhamento. Enfim contribuir para aumentar a carga terrível de decibéis que ouvimos diariamente.</p>
<p>Outra falta de sensibilidade comum é a abordagem a alguém quando dá para perceber nitidamente que ela está num processo de reflexão ou concentração.</p>
<p>Porque tem momentos e não são poucos, em público ou mais reservadamente, em  que a pessoa está focada, concentrada conversando consigo mesma. Um momento importante de introspecção para tomar uma decisão ou rever a que tomou, planejar o momento seguinte, refletir sobre o que ouviu ou passou, o que pode provocar ou mudar. São instantes preciosos em que se pode ouvir com clareza a voz do eu interior. Os recados tão importantes, que todo ser humano em diferentes períodos da vida necessita passar para si próprio.</p>
<p>E quando se é interrompido, o processo mental altera e nem sempre é possível se conectar novamente no mesmo ponto. Não é a toa que meditação exige silêncio, que oração não combina com tumulto.</p>
<p>Vivemos em ambientes impactados por uma quantidade e diversidade tão intensa de sons que poucas vezes nos damos conta que o silêncio fala. Da mensagem forte e profunda que passa em muitos momentos. Do tanto que é revelador por não dizer absolutamente nada. Do seu recado mudo.</p>
<p>Da resposta que se dá quando não se responde. Da resposta que é ficar calado. Para pessoas sensíveis o silêncio é algo valioso, prato raro para ser saboreado com intensidade e apuro. Preciosidade para ser cultivada e reverenciada.</p>
<p>Uma meia hora de silêncio e concentração diária pode ser uma receita mais eficaz do que muita consulta e remédio. O silêncio para mim é tão notável, que, muitas vezes, ligo o som do rádio só para ter o prazer de desligá-lo.</p>
<p>Penso que, ao nos abrir para o silêncio, estimulamos o pensamento para viajar mais longe. E também para avaliar melhor o que temos perto. Próximo, junto. Com certeza o silêncio é o ambiente mais motivador para alguém falar consigo mesmo. Dedicar um tempo focado na avaliação do que faz, como faz, por que faz.</p>
<p>Sábias as palavras do ditado que é um alerta: “ou se deve estar calado ou dizer coisas que valham mais do que o silêncio”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/15/o-silencio-fala/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;ENVEIEIE”</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/08/enveieie/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/08/enveieie/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Jun 2013 09:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[CORREIO]]></category>
		<category><![CDATA[Eveieie]]></category>
		<category><![CDATA[Papos Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Uberlândia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=368</guid>
		<description><![CDATA[Considero que a velhice é uma etapa muito bonita da vida que vem acompanhada de mais sabedoria, mais paciência, mais aceitação, mais entendimento, mais conciliação. Em que o uso do tempo é saboreado com mais respeito e valor, portanto menos utilizado em disputas, discussões, afirmações.
Recentemente por ocasião de um contato que tive com o ex-ministro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considero que a velhice é uma etapa muito bonita da vida que vem acompanhada de mais sabedoria, mais paciência, mais aceitação, mais entendimento, mais conciliação. Em que o uso do tempo é saboreado com mais respeito e valor, portanto menos utilizado em disputas, discussões, afirmações.</p>
<p>Recentemente por ocasião de um contato que tive com o ex-ministro Camilo Penna ouvi dele uma frase que traduz magistralmente essa etapa da vida. Disse-me ele que a velhice é a fase mais bonita da vida, pena que dura pouco. Evidente que nem todo mundo tem esse privilégio, porque não se trata apenas de uma questão de idade, mas de aprendizado, de vivência, de maturidade.</p>
<p>Eu, por exemplo, não penso que estou envelhecendo, mas “enveiando”. O que viria a ser “enveiar”? Penso que é a mudança de hábitos, comportamentos e manias que talvez não seja correto afirmar que sejam frutos da maturidade. O correto pode ser “stress sacal”, ou seja a redução da paciência e a manifestação de implicâncias que vão surgindo com o passar dos anos.</p>
<p>Assim uma pessoa que gostava tanto e ainda gosta tanto de música, ultimamente tem dado uma preferência enorme ao silêncio. Trocando os acordes musicais dos “talentosos” sertanejos pelo som singelo e simples dos pássaros, das águas, do vento.</p>
<p>Que sempre gostou de futebol e ainda gosta hoje prefere muito mais uma descontraída “pelada” do que assistir uma “sensacional” partida do seu time de coração. Tudo bem que torcendo para o Vasco a culpa não é só minha. Mas esse pouco entusiasmo não é só em relação aos jogos do meu time, mas se estende também a seleção brasileira. Que considera que se para o povo brasileiro a seleção é a pátria em chuteiras, para a geração atual dos jogadores a moda é “salto alto”.</p>
<p>O frequentador relativamente assíduo de bares e restaurantes tem saído bem menos e não aguenta a pressão do serviço querendo faturar mais. Garçom trazendo outro chope antes de terminar o que você está bebendo; servindo vinho como quem serve água; servindo água como quem quer enfiar goela abaixo. A marcação na mesa passando a sensação de que você está sendo vigiado, não servido.</p>
<p>O apaixonado por televisão agora não aguenta os Faustão, Galvão e Datenas da vida. Apresentadores que não suportam quando o convidado têm brilho próprio. Que tem acesso a mais de 100 canais, mas que cada vez assiste menos TV.</p>
<p>Que fica aborrecido com tanta falta de educação: no trânsito, nas ruas, em todos os lugares. Com autoridade que não tem humildade. Com quem se serve e não serve. Com tanta falta de escrúpulos. Que não se conforma com tanta evidência e tão pouca punição. Que sofre ao receber a notícia, cada vez mais frequente, de doenças em amigos queridos.</p>
<p>Que não entende separação em casais que viveram mais de 40 anos de união muito mais cheia de altos do que de baixos. Que fica cada vez mais estarrecido com a violência e a falta de respeito ao ser humano. Com desentendimento por “grana”. Que vê tanta gente desperdiçando vida quando vê na vida tantos prazeres e motivações. Que tem vontade de envelhecer como tantos, mas que reconhece que, por enquanto, ainda está na fase do “enveiar”&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/08/enveieie/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paciente que  dá receita&#8230;</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/01/paciente-que-da-receita/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/01/paciente-que-da-receita/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Jun 2013 08:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[papo geraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=365</guid>
		<description><![CDATA[Todo ser humano é único e, portanto, com procedimentos, comportamentos e atitudes próprios. Ainda que numa sociedade sejam estabelecidos padrões, nem sempre é o que acontece. O imponderável é mais frequente do que imaginamos. Como de quem está com um problema de saúde e procura o médico. É de se esperar que, ao procurar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo ser humano é único e, portanto, com procedimentos, comportamentos e atitudes próprios. Ainda que numa sociedade sejam estabelecidos padrões, nem sempre é o que acontece. O imponderável é mais frequente do que imaginamos. Como de quem está com um problema de saúde e procura o médico. É de se esperar que, ao procurar um especialista, a pessoa esteja em busca dos conhecimentos de alguém que reconhece qualificado para tal. Isto quando tem a opção da escolha e não está condicionado a alguma obrigatoriedade, tipo serviço público, certos convênios etc.</p>
<p>Ocorre que determinado tipo de paciente procura o médico não para receber um diagnóstico ou recomendação; procura em busca de uma resposta que deseja ou que gostaria de ter. E quando isto não acontece discorda da avaliação de quem procurou exatamente para isso. Não se conforma com o laudo do especialista porque na sua teimosia considera que sabe mais do que ele. E não é apenas no ambiente das clínicas que encontramos tipos com essa conduta, nas demais atividades essa postura se repete.</p>
<p>Gente que prefere mudar de orientador do que atender a prescrição que lhe recomenda aquilo que não gosta de fazer. Que quer mudar o resultado mas não abre mão de manter os mesmos comportamentos e atitudes. Que insiste em fazer sempre do mesmo jeito e fica torcendo para o resultado ser diferente das outras vezes. Gente que não entende por que as coisas acontecem sempre com elas; se consideram perseguidas e incompreendidas. Planta semente na seca e rega no período das chuvas. E fica lamentando o resultado da safra.</p>
<p>Uma das dificuldades do ser humano responsável por transtornos, desgastes e frustrações é sua incapacidade de aceitar a realidade como ela é, não como gostaria que fosse. Rever conceitos, posturas, atitudes, avaliar com rigor e isenção seu comportamento e ações. Estar disposto a mudar a si próprio muito mais do que provocar mudanças nos outros. Ser menos crítico em relação aos que conseguem sucesso e prestígio e mais observador no esforço e dedicação que eles fazem para alcançarem seus objetivos.</p>
<p>Quem quer ter um corpo saudável precisa cuidar não só da boca, mas também da língua, para não ser mais um paciente que procura o médico com a receita pronta. Que discorda do laudo e, do alto de sua arrogância, clinica a si mesmo. E, como o resultado geralmente não é o desejado, ainda sai falando mal do médico.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/06/01/paciente-que-da-receita/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O dom de fazer</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/25/o-dom-de-fazer/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/25/o-dom-de-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 08:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[papo geraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=357</guid>
		<description><![CDATA[Criatividade é um dom. Um dom de valor inestimável que permite a todo ser humano se diferenciar e obter conquistas maravilhosas.
Essa capacidade de ir além, de pensar e propor o que os outros não imaginaram é um recurso disponível para todo ser humano. Porque criatividade não está apenas nas artes, nas ciências, no trabalho, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criatividade é um dom. Um dom de valor inestimável que permite a todo ser humano se diferenciar e obter conquistas maravilhosas.</p>
<p>Essa capacidade de ir além, de pensar e propor o que os outros não imaginaram é um recurso disponível para todo ser humano. Porque criatividade não está apenas nas artes, nas ciências, no trabalho, está em todas as atividades humanas.</p>
<p>Muitas vezes, a pessoa se sente pouco criativa em determinada área ou porque não a domina ou porque não a motiva o suficiente. Mas sempre pode pensar em fazer diferente, em acrescentar algo, em dar um toque especial naquilo que faz.</p>
<p>Toda pessoa por ser humana tem essa capacidade. Às vezes o que reduz a utilização dessa competência seja o comodismo. O conforto de seguir e não de refletir, de olhar sem atentar, até mesmo a pressa de fazer. Também a retração e a timidez. A falta de confiança em se expor e apresentar.</p>
<p>A criatividade é um dom magistral digna de reverências, mas que perde muito o valor e o significado se não for implementada.</p>
<p>Ideias sem ações ficam apenas no campo da imaginação, não passam pela avaliação realmente capaz de qualificá-las, que é a prática. São sementes que não germinam, não dão frutos, não proporcionam resultados, nem consequências.</p>
<p>Se o exercício da criatividade é merecidamente reconhecido e valorizado, todo ser humano também tem outro digno da mesma avaliação, se não maior: o dom de fazer, de realizar.</p>
<p>E isto não está associado a condição social, econômico ou nível de conhecimento; é muito mais uma resposta ao estímulo de fazer que todo indivíduo possui.</p>
<p>Enquanto alguns ficam elucubrando em divagações e devaneios, os fazedores não perdem tempo nem oportunidade, partem quanto mais rápido puderem para a realização de novas ideias, que podem ser suas ou não.</p>
<p>O que os motiva não é a autoria das ideias, mas os desdobramentos positivos e benéficos que podem gerar.</p>
<p>Nessa empreitada, algumas vezes atropelam e causam estragos, mas este é o preço que a iniciativa cobra para que a criatividade deixe de ser apenas um projeto ou pensamento.</p>
<p>O fazedor costuma ser impaciente porque a partir do momento em que acredita na viabilidade de algum projeto tem pressa em partir para a ação, para realizar.</p>
<p>E quando o resultado não é o esperado também não perdem tempo com desculpas e justificativas, mas aprendem com os erros o que vai ajudar nas novas empreitadas.</p>
<p>E se o criativo sofre com a dificuldade de “vender” o diferente, o fazedor paga o preço das ideias que não obtém o retorno esperado.</p>
<p>Por isso entre os dois tem muita identificação, um porque imagina o que muitos não pensaram; o outro porque busca fazer o que outros não se arriscam.</p>
<p>Bom mesmo é quando a pessoa consegue desenvolver dentro de si com a mesma intensidade essas duas capacidades: a de criar e a de realizar.</p>
<p>Aí, seja em que campo for, ele consegue o que muitos sonham, mas poucos conseguem: ser um empreendedor!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/25/o-dom-de-fazer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chicote curto</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/18/chicote-curto/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/18/chicote-curto/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 08:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[papo geraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=354</guid>
		<description><![CDATA[Se nem sempre é fácil entender determinados comportamentos, isto não impede de observá-los. Ainda mais quando estamos um pouquinho mais distantes, o que amplia o ângulo de visão e, por consequência, o de análise.
Um deles é o de pessoas que discursam teorias e opiniões como se fossem professores em sala de aula lecionando para alunos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se nem sempre é fácil entender determinados comportamentos, isto não impede de observá-los. Ainda mais quando estamos um pouquinho mais distantes, o que amplia o ângulo de visão e, por consequência, o de análise.</p>
<p>Um deles é o de pessoas que discursam teorias e opiniões como se fossem professores em sala de aula lecionando para alunos pouco preparados. Conversam como se estivessem no palco e o interlocutor fosse alguém da plateia. Que só tem o direito de ficar calado e prestar muita atenção. E, de preferência, manifestar sempre admiração e aprovação.</p>
<p>Outro comportamento que me incomoda e que procuro ficar atento para não repetir é o de bater em quem está perto. Só porque está por perto. Quem é mais próximo e mais presente no convívio. Porque nos aceita e suporta. Nos compreende e entende. Que por gostar de verdade da gente tem mais tolerância e paciência conosco. Tem disposição verdadeira de nos aceitar como somos. Não reage no mesmo tom e procura sempre conciliar e solucionar todo tipo de situação.</p>
<p>Quantas vezes não vemos isso nos mais diferentes ambientes. No líder, quando se relaciona com os auxiliares mais diretos; no maître com o garçom, no piloto com a aeromoça, no médico com a enfermeira, no motorista com o cobrador, no pedreiro com o servente, no mecânico com o aprendiz. No patrão com o empregado. No cliente com o fornecedor. Na autoridade com o cidadão. E por aí afora.</p>
<p>Não consigo encontrar uma palavra mais adequada para avaliar esse tipo de comportamento do que uma indelicadeza que uma pessoa faz com a outra justamente pelo fato de a outra ter um perfil mais dócil, mais compreensivo, mais meigo. Para usar uma expressão bastante popular, “bater em quem está com as mãos amarradas”.</p>
<p>Se, no passado, o chicote curto era a ferramenta usada para punir e advertir quem era mais próximo, hoje o instrumento comumente utilizado para isso são as palavras. E o resultado muitas vezes é bem mais dolorido e duradouro. Porque o chicote provocava sofrimentos físicos; as palavras, sentimentais e afetivos. Palavras têm um poder tão forte que chegam a machucar até quem está batendo.</p>
<p>Por isso devemos ter muito cuidado com o que falamos. Com o impacto e desdobramentos que elas podem causar. Porque quem fala pouco tempo depois nem lembra mais do que disse. Mas, se a palavra foi usada como um chicote curto, quem a ouviu vai sentir por muito tempo. E com um agravante, pode ir aumentando de proporções a medida que o tempo passa.</p>
<p>Melhor não ter que usar chicote, muito menos de palavras. Até para não sofrer com o sofrimento que podemos causar. Existem armas muito melhores para se usar. O carinho e a atenção, por exemplo, têm um poder muito maior para conseguir resultados. Com uma vantagem a mais: não dói para quem utiliza e muito menos para quem recebe.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/18/chicote-curto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Três torres</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/11/tres-torres/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/11/tres-torres/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 May 2013 09:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Três Torres]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=349</guid>
		<description><![CDATA[É provável que um dos temas sobre o qual mais escrevi neste espaço seja o da mãe. Sinal óbvio de algumas coisas: do respeito, carinho e admiração que tenho por elas, da admiração e do valor da minha esposa como mãe dedicada, da certeza que tenho de que minha filha será uma superdedicada e particularmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É provável que um dos temas sobre o qual mais escrevi neste espaço seja o da mãe. Sinal óbvio de algumas coisas: do respeito, carinho e admiração que tenho por elas, da admiração e do valor da minha esposa como mãe dedicada, da certeza que tenho de que minha filha será uma superdedicada e particularmente o valor e importância da minha mãe na minha vida.</p>
<p>Toda mãe é sempre muito especial. Porque ela representa na plenitude a extraordinária força, sabedoria e o amor de que toda mulher é capaz. É tão excepcional esse poder que a mulher tem que, muitas, mesmo sem ter gerado, são capazes de cultivar dentro de si o amor de mãe. Amor que compartilham de diferentes formas, mas sempre com generosidade e afeto. Seja pela adoção, por obras e projetos ou outra forma de cuidar sem esperar nem pedir nada em troca.</p>
<p>Há pouco tempo ouvi de um amigo um comentário que para mim traduz com exatidão essa figura notável. Dizia ele que o pai daria um rim para um filho se ele precisasse. A mãe, daria os dois. Sem desmerecer o amor de pai, até porque o do meu e de tantos outros que conheço com quem convivo e convivi também são marcantes, amor de mãe é incomparável. Até no reino animal isso é notório. É ela quem defende, cuida e orienta. Que encaminha, ensina e abre o mundo para seus filhotes.</p>
<p>Minha mãe era uma dessas mulheres extraordinárias que exerceu esse papel com uma dignidade marcante. Não tinha formação escolar, cursou apenas o primário, mas era dotada de uma sabedoria que só as pessoas inspiradas no bem conseguem alcançar. Quantas vezes, nos momentos de dúvida, nos mais diferentes aspectos da minha vida recorri aos seus conselhos e me alimentei na fonte de suas verdades&#8230;</p>
<p>Pouco sabia de matemática, mas me orientava financeiramente como nenhum gerente de banco foi capaz. Não sabia nada de psicologia, mas me dava conselhos valiosos nos meus momentos de angústia. Não conhecia de medicina, mas tinha remédio para tudo. Nunca foi executiva, mas me apontava caminhos e comportamentos profissionais que me permitiram chegar onde nunca imaginei que pudesse estar. Para não falar de culinária, campo no qual era magistral.</p>
<p>Gostava de estar a par de tudo que eu gostava, só para ter mais assuntos para conversar comigo. Tinha interesse real em me ouvir, o tempo que fosse, sobre qualquer coisa. Foi minha mãe, companheira e amiga. Todos os dias, infalivelmente, lhe telefonava e aos finais de semana ela fazia parte dos meus programas. Bastava um toque e lá estava no último degrau da escada de sua casa me aguardando chegar. Não esperava no alpendre para não perder tempo de conviver conosco.</p>
<p>Dela recebi muito mais do que amor, educação e formação. Recebi exemplo e valores que tento preservar. Para mim, no dia 11 de setembro de 2001, além das duas torres gêmeas que caíram, teve uma terceira que também caiu com a morte da minha mãe. Uma torre que, para mim, era de energia e de equilíbrio. A torre que era fonte de amor maternal&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/11/tres-torres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre guarda-chuvas, kombis e ideias arcaicas&#8230;</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/04/sobre-guarda-chuvas-kombis-e-ideias-arcaicas/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/04/sobre-guarda-chuvas-kombis-e-ideias-arcaicas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 May 2013 08:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[Papos Geraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=346</guid>
		<description><![CDATA[Ao longo dos tempos pelas facilidades da tecnologia, associadas a mudança de hábitos e desenvolvimento de novos recursos, a maioria dos equipamentos sofreram alterações relevantes. Muito do que era tido como inviável hoje foi incorporado.
Nos meus momentos de humor ferino que estão cada vez mais escassos costumo dizer que só conheço três coisas em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo dos tempos pelas facilidades da tecnologia, associadas a mudança de hábitos e desenvolvimento de novos recursos, a maioria dos equipamentos sofreram alterações relevantes. Muito do que era tido como inviável hoje foi incorporado.</p>
<p>Nos meus momentos de humor ferino que estão cada vez mais escassos costumo dizer que só conheço três coisas em que não percebo mudança alguma: guarda-chuva, kombi e as ideias de algumas pessoas radicais.</p>
<p>Acho até que vale a pena uma pausa para refletir sobre isso. Os guarda-chuvas pouco mudaram desde que os chineses os inventaram há mais de mil anos. A Kombi é um modelo que surgiu durante a segunda guerra mundial e continua sobrevivendo até os dias atuais. O layout mudou pouco, deixou de ter duas cores como era nos anos 60 e uma ou outra alteração, mas nada que a transformasse substancialmente. Quanto aos pensamentos de determinadas pessoas continuam os de sempre. Suas ideias e opiniões são as mesmas: previsíveis, permanentes e não evoluem. Não acompanham nem aceitam que as transformações da sociedade estabeleçam novos padrões de comportamento. Novas regras de convívio, novos hábitos e costumes. Como costumam dizer, nasceram assim e vão morrer assim. Os outros que os aceitem como são e ponto final.</p>
<p>O que aborrece não é que tenham e mantenham suas ideias, digamos, menos flexíveis. Que não queiram se abrir para o novo; que prefiram ser inflexíveis e rígidas; que se considerem esclarecidas o suficiente para não buscarem novos conhecimentos e informações. Que não estejam dispostas a olhar por ângulos diferentes. Afinal como o mundo é de todos, é deles também. O que incomoda é a insistência com que as apresentam sem se preocupar com a receptividade da plateia.</p>
<p>Falar de futebol durante a novela para o público feminino talvez não seja democracia, mas provocação. Ao fazer isso a pessoa não quer ser ouvida, o que deseja na verdade é incomodar. O difícil é conseguir passar isso para quem não acompanha os sinais dos tempos.</p>
<p>Hoje em dia a audiência é mais relevante do que o veículo. Se antes as opções de mídia eram poucas, hoje são incontáveis. E, entre tantas surgiram duas ferramentas que alteram profundamente a passividade antes existente entre audiência e veículo. O controle remoto e a internet.</p>
<p>O primeiro permitiu a mudança de canal com mais agilidade e rapidez; a segunda democratizou o acesso a informação e a opinião. A plateia também pode produzir conteúdo. Opinar e se posicionar. Questionar e influenciar. Para avaliar como estas duas ferramentas mudaram nossas vidas, pense se hoje conseguiríamos viver sem elas?</p>
<p>Evidente que a internet tem um papel muito mais importante, mas que o controle remoto também tem muita utilidade ninguém duvida.<br />
Imagine se pudéssemos mudar de sintonia quando alguém nos vem com ideias mais antigas do que guarda-chuvas e kombis&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/05/04/sobre-guarda-chuvas-kombis-e-ideias-arcaicas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Viver é lutar&#8230;</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/27/viver-e-lutar/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/27/viver-e-lutar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Apr 2013 08:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[Viver é lutar...]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=344</guid>
		<description><![CDATA[A realidade muitas vezes é pródiga em proporcionar desafios para muitas pessoas. Como se a elas fosse atribuída uma missão bastante especial: a da superação.
Em diferentes etapas de suas caminhadas, seja no campo econômico, no emocional, na saúde, no imprevisível, nos mais diversos aspectos, vão aparecendo obstáculos que a medida que são transpostos, propiciam pequeno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A realidade muitas vezes é pródiga em proporcionar desafios para muitas pessoas. Como se a elas fosse atribuída uma missão bastante especial: a da superação.</p>
<p>Em diferentes etapas de suas caminhadas, seja no campo econômico, no emocional, na saúde, no imprevisível, nos mais diversos aspectos, vão aparecendo obstáculos que a medida que são transpostos, propiciam pequeno intervalo até o surgimento de outros.</p>
<p>A reação das pessoas diante disso é bastante diversa. Tem aqueles que jogam no time da indignação, do lamento, da reclamação e até mesmo do esconjuro. Outros mais firmes preferem o time da resignação, mas com luta. Com crença e convicção de saírem vencedores.<br />
Enquanto uns lamentam outros enfrentam a realidade corajosamente, com firmeza e determinação. Encaram as situações como etapas a serem superadas. São pessoas especiais a quem Gonçalves Dias homenageia numa de suas maravilhosas poesias, canção do tamoio.</p>
<p>“Não chores, meu filho; não chores, que a vida é luta renhida: viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar”.</p>
<p>Desde que o ser humano nasce, ou melhor, antes mesmo disso acontecer ele começa a lutar. Lutar para ser preferido, lutar para sobreviver, lutar para viver. Viver é lutar. Lutar o bom combate. Quem se esconde ou foge da luta, perde o que dá sentido a vida. Passa pela vida, mas não vive.</p>
<p>Quem acredita, acredita em si, nos outros, em algo maior está sempre disposto a resistir. Enfrentar e superar as diferentes etapas de uma caminhada. Mesmo que os desafios a medida que são transpostos, descortinem outros, as vezes ainda maiores.</p>
<p>Quem se ama e ama os outros enfrenta sem reclamar, sem se apiedar, sem se apequenar. Enfrenta corajosamente, com serenidade, com firmeza e convicção. Pode sentir medo, porque o medo é que prepara para o combate. É o que desperta e mantém atento. Mas não foge. Porque como guerreiro valente, como ser humano, sabe que dentro de cada de um de nós tem muito mais força, muito mais vigor, muito mais persistência e fé do que normalmente imaginamos.</p>
<p>Exemplo de lutador incansável que não esmorece. Que não comemora seus feitos, mas é grato e reconhecido com aqueles que o confortam e valorizam. Além de uma personalidade firme, de formação e valores autênticos, contribui muito uma família que estimula e fortalece; com amigos que apoiem e motivem; com um ambiente profissional que respeita e promove; com a solidariedade e torcida sincera de quem convive.</p>
<p>Problemas, dificuldades, desafios: é só mais uma questão de tempo. A preocupante ansiedade que antecede as grandes batalhas logo, logo vai ser substituída por mais uma comemoração. Por um novo troféu de vida. De conquista e superação.</p>
<p>Porque viver é lutar. A vida não exalta, não premia, não recompensa os que choram, mas o que não se entregam&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/27/viver-e-lutar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desnecessário&#8230;</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/20/desnecessario/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/20/desnecessario/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Apr 2013 08:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[aborrecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[atritos]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[conviver]]></category>
		<category><![CDATA[viver]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=341</guid>
		<description><![CDATA[Não temos como fugir de um grande número de situações conflituosas, normalmente desgastantes e aborrecidas. Tudo que vamos fazer, até mesmo na tomada de decisões simples, nos leva a negociar com muito mais pessoas.
É a realidade: cada vez mais temos que interagir com tipos de personalidades, de comportamentos, hábitos e interesses bem diferentes dos nossos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não temos como fugir de um grande número de situações conflituosas, normalmente desgastantes e aborrecidas. Tudo que vamos fazer, até mesmo na tomada de decisões simples, nos leva a negociar com muito mais pessoas.</p>
<p>É a realidade: cada vez mais temos que interagir com tipos de personalidades, de comportamentos, hábitos e interesses bem diferentes dos nossos. E, por mais aborrecido que em determinadas ocasiões isto possa parecer, faz todo sentido, porque o que é nosso por mais pessoal que seja é também um pouco de outros que conosco vivem e convivem.</p>
<p>Quase sempre a causa maior do nosso desconforto é porque, normalmente sem perceber, nos habituamos a ver as coisas exclusivamente pelo nosso interesse. Pelo nosso foco e fundamento.</p>
<p>Não é incomum não nos colocarmos no lugar do outro, não nos atentar para perceber o impacto que nosso comportamento poderá lhe proporcionar. Como nossas razões parecem suficientes descuidamos de avaliar o que o outro pensa.</p>
<p>E como isto não acontece só conosco, mas igualmente com os outros, os atritos se tornam comuns e de consequências por vezes sérias. Quanto desperdício acontece em disputas na defesa de ideias pessoais em detrimento do bem comum?</p>
<p>Quanta energia é queimada sem utilidade ou pior no sentido inverso do benefício que deveria propiciar? Quanto tempo é gasto sem proporcionar nada de positivo, sem gerar desdobramentos que acrescentem?</p>
<p>Daí porque a habilidade de relacionar se torna um atributo valioso. Para isso mais do que preocupar em estar certo é buscar conseguir alcançar os objetivos pretendidos. Com respeito e reciprocidade. Paciência e empatia.</p>
<p>As pessoas vivem melhor e tem muito mais chances de serem bem sucedidas e felizes quando ao invés de impor suas ideias e verdades só porque são suas, conseguem harmonizar e convergir esforços. Outro aspecto que é sempre bom considerar é que todo mundo no mundo o tempo todo.</p>
<p>Quem hoje está pedindo e precisando pode ser amanhã quem vai estar mandando e decidindo. Fazer o bem, servir, ser gentil com todos que pudermos é o melhor investimento que uma pessoa pode fazer. É tão bom que mesmo que a pessoa não seja correspondida, que os outros não reconheçam, nem agradeçam, já recompensa só pelo fato de ter feito a sua parte.</p>
<p>Ruim é ser ruim. Causar incômodo e provocar aborrecimento, principalmente quando podemos agir de forma diferente. Uma coisa é não ter como evitar situações de conflitos e atritos; outra bem diferente é sair procurando. Ou pior ainda, promovendo.</p>
<p>Isso é mais do que equívoco, é desnecessário&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/20/desnecessario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O preço caro da insegurança</title>
		<link>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/13/o-preco-caro-da-inseguranca/</link>
		<comments>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/13/o-preco-caro-da-inseguranca/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2013 08:41:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Machado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[celso machado]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[hábitos e estilos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/?p=339</guid>
		<description><![CDATA[Tão acostumados estamos a insegurança que assola o cotidiano de todos nós, tendo que tomar a cada dia medidas novas de mais precaução e proteção, que nem sempre atentamos para outro preço terrível que ela nos cobra: o cerceamento de nossa conduta.
O limite que impõe ao nosso comportamento. A barreira que nos impede ou melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tão acostumados estamos a insegurança que assola o cotidiano de todos nós, tendo que tomar a cada dia medidas novas de mais precaução e proteção, que nem sempre atentamos para outro preço terrível que ela nos cobra: o cerceamento de nossa conduta.<br />
O limite que impõe ao nosso comportamento. A barreira que nos impede ou melhor dizendo, recomenda que sejamos precavidos e que evitemos muito do que gostaríamos de fazer.</p>
<p>Como seria bom poder caminhar com tranquilidade pelas nossas ruas e avenidas. Desfrutar das nossas praças e jardins. Percorrer sossegada e calmamente pelas ruas de nossos bairros e conhecer cada cidade que existe neles. Porque Uberlândia é uma só, mas feita por diferentes estilos, hábitos e cultura.</p>
<p>O bairro Patrimônio, por exemplo, tem características e comportamentos bem diferentes do Marta Helena. E por aí afora. Todos com riquezas, tradições e peculiaridades de uma cidade que prima por receber e acolher pessoas das mais diferentes regiões. Do Brasil e fora dele.</p>
<p>Seria bom passear a noite pelo centro da cidade sem ter medo. Conversar com estranhos e poder atender pedidos de informações sem receio de assaltos. Ter residências sem murros nem grades. Plantar rosas e outras flores para tornar a cidade mais bonita ainda. Como seria bom chupar picolé, tomar sorvete ou comer pipoca nos bancos das praças.</p>
<p>Quanta beleza que Uberlândia tem que nem percebemos tão preocupamos estamos em nos deslocar com segurança de um ponto ao outro. De casa para o trabalho e vice-versa. A insegurança nos leva a ser menos sensíveis, menos românticos, menos generosos. Nos obriga a sermos objetivos, diretos e aborrecidos.</p>
<p>Que herança cruel estamos deixando para nossos filhos e netos. Que legado pesado! Depois achamos ruim quando nossos jovens preferem estacionamentos de postos de gasolina a outros lugares públicos arquitetonicamente muito mais aconchegantes e charmosos.</p>
<p>Não lhes permitimos o caminhar gostoso pelas noites enluaradas; o romantismo das serenatas. As conversas sem fim com colegas e amigos nas esquinas e alpendres.</p>
<p>Que pena não podermos dizer que é nossa uma cidade que passa medo; que aumenta rapidamente o número de condomínios fechados e que à noite, principalmente nos finais de semana, tem ruas e avenidas que parecem lugares fantasmas.</p>
<p>Como mudar isso e Uberlândia, como todas outras milhares de cidades brasileiras, voltarem a ser dos seus moradores?</p>
<p>Não tenho resposta, mas algo me diz, minha intuição masculina me indica que não está longe o tempo em que as pessoas não vão mais aceitar essa situação.</p>
<p>Poesia, romantismo? Pode ser, mas acabo de vir de uma viagem internacional. Por um país do primeiro mundo que está vivendo uma crise terrível, que tem afetado violentamente todos independente da classe social, que tem milhares de mendigos onde antes era só beleza e luxo. Mesmo assim por lá se pode andar com tranquilidade&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.correiodeuberlandia.com.br/papogeraes/2013/04/13/o-preco-caro-da-inseguranca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
