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27/02/2011 6:00

Humano Capital

Nunca perguntem o que você representa. Exigir do outro que este se manifeste e assim será possível ver em você um obstáculo quando empreendendo algo.

A luta pela sobrevivência sempre é em duas frentes. Não só a que defende o direito de respirar, para ganhar o almoço e pensar no jantar de depois de amanhã, mas também, na retaguarda, aquela que força os fracos a se darem bem com Y, W e B.

Dar valor ao fato de estar nas hostes e na aba do poder é deixar escapulir a oportunidade de ser parte integrante dos ditames que regem o futuro e o dia a dia de cada um com as políticas que podem emergir da observação de ideias e da ação dos valentes. Internalizada no âmago do espírito e da alma, essa é uma escravidão de característica psicológica que vitimiza a falta de raciocínio.

Assim nascem os hesitantes observadores como rivais e assim nunca alcançam a parceria adequada ao mundo globalizado de hoje. Todos têm acesso à informação. Alegar desconhecimento é coisa de preguiçoso (a) – e isso acontece mesmo quando a posição é a favor.

O comportamento ainda é aquele do “coloque-se no seu lugar”. Conflitos e situações de tensão são oportunidades para se reavaliar a questão em destaque. Por isso é sempre importante ampliar a visão do que se pensa para conquistar a atenção da assembléia, ou seja, daqueles que precisam ouvir antes de escutar.

Acreditar nas pessoas. Conhecer as pessoas. O caminho a ser trilhado pelos conquistadores passa pelo constante aprimoramento de suas habilidades na conquista de suas batalhas. Vencer é a palavra-chave. Obediência e solidariedade não devem ser traduzidas como sinônimos de subserviência.

Cada ser vivente percebe-se usado, mas lhe falta a liderança – o cara ou a mulher incorruptível. Aquele ou aquela ciente de que dessa vida só se leva a consciência. O sabor do dever cumprido sumiu dos paladares mais apurados. Hoje, a onda é bombar o valor de cada um. Tudo esta à venda.

É importante ficar atento aos ventos que varrem o brio dos norteafricanos. Pessoas que em tese estão à mercê de seus governantes déspostas e há anos no comando. Tudo muda em algum momento. Deputados federais mineiros foram flagrados eximindo-se da responsabilidade de votar o valor de um salário mínimo digno. Serão reeleitos? Se sim, o povo e os empresários que os financiam são os culpados.

Se Dilma, é a presidenta, é porque alguém votou nela.

Em quem você votou em 2010?

Dentre os muitos projetos que Weliton Prado, João Bittar Júnior e Gilmar Machado apresentaram na Câmara Federal, não foi observado nenhum em favor de taxar as grandes fortunas.

Uma oportunidade deste momento 2011 – antes do fim dos tempos em 2012, conforme os profetas modernos e arautos do apocalipse informam, é a de nossos congressistas começarem a trabalhar a mudança da lei de doações que hoje inibem filantropos, pois o tesouro nacional taxa em 25% diretos e outros 15% indiretos sobre o valor doado. No Brasil paga-se para doar. Sem esse achaque draconiano, universidades, hospitais, escolas públicas e muitos outros institutos e entidades poderiam receber dos muito ricos dinheiro que, às vezes, nem herdeiros tem. É bom que os nossos legisladores comecem a pensar no humano como elo capital.

José Amaral Neto
Presidente da Executiva Municipal do PT do B em Uberlândia

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