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10/04/2011 0:07

Algar Azul

Na edição do dia 26 de março, o jornal “O Estado de S. Paulo” abre sua página principal do caderno de Economia com uma foto do presidente do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia, falando de sucessão e investimentos.

É uma das empresas que sempre foram motivo de orgulho, principalmente para quem mora em Uberlândia, pela sua gestão e estratégia de negócios, ao lado de muitas outras que temos na área de distribuição – e já estamos sendo também reconhecidos na área de tecnologia da informação e inúmeras atividades do agronegócio.

Para Uberlândia, cidade que já é referência na área universitária, o Grupo Algar é um ótimo case. Tem se caracterizado, em nossa opinião, por utilizar a Estratégia do Oceano Azul, construindo a sua própria Matriz de Valor dentro de um setor hipercompetitivo, tornando a concorrência, em alguns aspectos, irrelevante. Esta é uma análise de quem está fora da empresa, mas a acompanha como cliente, e de quem vive no mesmo contexto e torce pelo seu sucesso.

Podemos afirmar que características como inovação, capacidade de superar crises, adaptar-se a diversidades, saber utilizar a postura estratégica correta no momento certo levaram o Grupo Algar ao posto que ocupa hoje. Permitimo-nos arriscar e ir além: a força também está em preservar os seus valores; estar em uma região onde tem criado alianças estratégicas favoráveis; ter um custo operacional competitivo, mesmo não tendo a mesma escala dos concorrentes – mas fazer parte da cultura local… esse atributo é muito forte – o mineiro tem prazer em consumir os seus produtos. É um fator que contribuiu, é a história do Grupo que oferece serviços com um bom nível de customização. Os moradores de nossa região cresceram utilizando seus serviços, este é, a nosso ver, o grande diferencial.

Reproduzir com o mesmo sucesso, em outras regiões, o que conseguiu até agora aqui, não é fácil, ”aqui venceu Golias”; uma história cujo caminho partiu do coração. A nova Matriz de Valor não poderá, no curto prazo, contar com esse diferencial a não ser que o Grupo tenha parceiros locais dentro do setor em que atua. Não é fácil, mas não é impossível. O mercado está em expansão e há um número muito grande de clientes insatisfeitos no setor de telecomunicações. As grandes operadoras adotam ainda o modelo cartesiano, muito oferta e quase zero de relacionamento. Não é por um acaso que os setores de telefonia e bancário disputam no Procon o primeiro lugar em reclamações. Ignorar o consumidor brasileiro, que ainda vive em clima de lua de mel com o seu telefone celular, tem sido o comportamento das grandes empresas multinacionais e este é um dos atributos que diferenciam o grupo Algar: com a presença física de diretores e funcionários no mercado atendido, não dá para as grandes fazerem benchmarking.

Acredito que o sucesso se deva muito à sua história. O fator mais difícil entre os três principais da gestão corporativa é fazer parte da cultura do cliente, item este que se sobrepõe à estratégia, à estrutura, e isso a Algar faz muito bem; afinal, esta é a sua terra, a sua gente, o seu sonho.

Uberlândia assim ocupa espaço no cenário nacional por meio de boas práticas. É o que precisamos: mais uma empresa nacional da qual nos orgulhamos e que se propõe a investir muito em 2011.

Hélio Mendes
Prof. e consultor de Estratégia e Gestão
latino@institutolatino.com.br

Comentários 1

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  1. Xadem disse:10/04/11 2:07

    Prof. Hélio, concordo com tudo que disseste, porém, entretanto, todavia, penso que ficaria tudo “mais melhor” se a Algar abdicasse do seu monopólio em internet banda larga.

    Aí sim, aí eu me curvaria também.

    Xadem

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