Convenção dos tucanos
Acompanhei a distância mas com muita alegria a convenção do partido da social democracia brasileira ocorrida no dia 28 ultimo na qual foi reconduzido o atual presidente deputado Sergio Guerra para a presidência do partido.
Nas ultimas semanas o que mais ouvíamos falar dizia respeito sobre chamada divergência de grupos opostos dentro do PSDB que poderia ter um desfecho ruim para o futuro do partido e da própria oposição.
Sempre respondi com muita convicção que a grande dificuldade do PSDB era acomodar na sua estrutura tantos grandes líderes sem esquecer quem quer que fosse. O PSDB é um partido de quadros, diferentemente do PT que é um partido de militância, ou seja, o primeiro partido encontra sua força nas boas lideranças que sempre possuiu, com propostas, idéias e soluções para o povo brasileiro, diferentemente do PT que encontra sua força na militância que ocupa as ruas para fazer campanhas para candidatos que nem sempre são convincentes, o caso da presidente Dilma Rousseff que ninguém um ano antes da eleição do ano passado conhecia sua trajetória.
Temos no PSDB oito governadores, o único partido do Brasil a governar estados em todas as regiões, temos também a terceira bancada do senado e da câmara dos deputados, tivemos 44 milhões de votos da ultima eleição presidencial, para alguns grupos que emergem do submundo da política é muito interessante defender e repetir a tese de que o PSDB vive alguma dificuldade, mas a convenção deste mês de maio provou o contrário, provou que mesmo sendo um partido com várias lideranças importantes, ainda sim consegue convergir em um objetivo comum e a um ideal de um país mais justo, mais decente e melhor.
Quero aqui insistir na tese de que é preferível um partido onde o contraditório é colocado as claras e democraticamente se alcança o consenso do que ser igual a maioria dos partidos que nós conhecemos e que vivem de cargos e por isso tem que integrar todos os governos na base do fisiologismo, na base do “toma lá da cá”, a oposição não é assim e se por ventura teve uma redução quantitativa a nível de congresso, qualitativamente PSDB, DEM e PPS continuam inteiros.
O PSDB oxigenou seus quadros, todos tiveram seu espaço, mesmo aqueles que perderam o mandato mais não perderam a importância como o ex-senador Tasso Jereissati foram garantidos como porta vozes da oposição, e se por um lado o senador Aécio Neves sai fortalecido, do outro Serra ganha espaço e oxigênio para fazer oposição durante os próximos 2 anos, e lideranças com as dos governadores Alckmin, Beto Richa, Teotônio Vilela, José de Anchieta, Marconi Perilo, Simão Jatene, Anastasia e Siqueira Campos ganham relevância nas decisões do partido para a próxima eleição.
A convenção demonstrou para nós um partido com muita musculatura, com uma grande perspectiva de futuro, e com um grande desejo de voltar a ser governo, os adversários com toda a certeza estão preocupados com o desfecho político das tropeçadas do governo Lula que estão refletindo no presente, Dilma está pagando o preço dos equívocos do governo anterior da qual ela mesmo fez parte como ministra e avalista destes deslizes, sua falta de traquejo, de carisma e seu perfil discreto que considero inclusive uma qualidade colocam em xeque sua reeleição, enquanto o PSDB afina o discurso, ganha fôlego e musculatura para 2012 e 2014, onde com certeza chegará fortalecido para voltar a ser governo.
Benito Salomão
Empresário – Delegado PSDB
WWW.benitosalomao.blogspot.com
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