União homoafetiva
Passadas as turbulentas e conflitantes informações, relacionadas ao reconhecimento jurídico da união estável entre as pessoas do mesmo sexo, decidimos escrever este pequeno ensaio acerca dessa realidade que consideramos no mínimo bastante complexa. Não é nosso propósito apresentar aspectos doutrinais nem fundamentalistas que, em alguns casos, geram preconceitos e embaçam as verdadeiras questões a serem refletidas.
Todos podem constatar que as discussões sobre o reconhecimento civil da união homoafetiva implica em muitos equívocos. Algumas Instituições Religiosas defendem uma reflexão fundamentada em valores de princípios ontológicos, éticos e morais, por outro lado, alguns legisladores e juristas, consideram a união legítima e, portanto, precisa ser protegida pelo Poder Judiciário e reconhecida por toda a sociedade. Assim, vivemos um grande dilema relacionado ao significativo aspecto conceitual da instituição familiar tradicional, visto que, no momento presente, se inaugura a possibilidade da construção de uma “família” por pessoas do mesmo sexo.
Em ambos os casos, quem procurar entender saberá que, não podemos deixar de reconhecer a contribuição que nos proporciona a família tradicional. De fato, os princípios e os valores morais, herdados da instituição familiar e, instituídos ao longo dos tempos, como o compromisso, o amor, o respeito, a fidelidade, harmonizam-se entre si e possibilitam ao individuo uma formação sólida e eficazmente viável para sua conduta humana na sociedade. Todavia, muitos entendem que a ordem dos valores morais, representa no cotidiano, uma imposição de um universo religioso que precisa ser desfeito. Entretanto, quando nos distanciamos e rejeitamos os princípios e valores essenciais para promoção da dignidade do homem, acabamos desmantelando a idéia de sociedade humana. Logo, as características fundamentais que se integram a sociedade por meio dos ensinamentos familiares, passam a ser vistos como sentimentos dos fracos e valores ultrapassados…
Particularmente, somos a favor da liberdade humana. Absolutamente favoráveis a felicidade plenificante do homem, e por isso, acreditamos numa consciência moral que não anula o compromisso, o respeito e a comunhão entre os seres humanos. Ademais, na condição humana está prescrito o direito natural que rege o matrimônio e a instituição familiar, fato, que o “direito positivo” (ou seria “opinativo”?) de alguns juristas brasileiros deveriam levar em consideração.
Por fim, a definição do que é uma família, no que tange nosso humilde ponto de vista, não pode limitar-se unicamente as leis civis. Estabelecer uma norma constitucional, equiparadas a institucionalização da família tradicional é a tentativa de relativizar e despersonalizar fundamentos essenciais da vida do homem.
Joildo Cândido da Silva
Seminarista Arquidiocesano de Uberaba – joinho-cross@hotmail.com
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Mário Borges disse:02/06/11 10:13
Futuro Padre Joildo, parabéns pela seu ponto de vista, suas palavras representam o pensamento de todas as Famílias no Brasil, a Família é sagrada, reze por Ela.
Aproveitando que o Senhor é de Uberaba, poderia mandar noticias do Frei Picolino ? Era de Uberlândia e foi “sequestrado” pela Diocese de Uberaba. -
Ricardo disse:02/06/11 13:46
Muito interressante! Acontece que também não podemos descosiderar o fato de que muitos casais gays, são felizes.
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Joan disse:02/06/11 13:48
É preciso realmente que retomemos nossa consciencial moral, pautadas em valores que construíram nossa sociedade ocidental.
Não tenho pre-conceitos, mas, a união estável entre pessoas do mesmo sexo na minha opinião é apenas um contrato, e o casamento algo além disso. Possui um valor maior. -
Marcos Neto. disse:02/06/11 13:51
Confesso que ainda não tinha pensado nessa perspectiva. É interessante perceber que ainda existm pessoas que acreditam no valor da fimilia.
Muit bom o texto. Parabêns! -
Bruno disse:02/06/11 13:53
Isso é coisa de quem quer ser padre!
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Renato. disse:02/06/11 13:54
Interressante… Apesar de perceber um certo preconceito.Deixa os caras serem felizes.
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Fábio disse:02/06/11 13:56
Ainda acredito na instituição familiar. A união homoafetiva, pode ser aceita pela sociedade mas, não pode ser interpretada como um vínculo matrimonial.
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Zé disse:02/06/11 13:58
O homem foi feito pra mulher. Mas, em toda história da sociedade já se ouvia dizer sobre os gays. então se sua união ajuda eles serem menos depravados. Casem-se logo e procure ser fiel…
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Luiz disse:02/06/11 14:00
muitissimo original. O texto está realmente esclarecedor. Não há resquissos de preconceitos. ótimo,principlamente a parte do apoio a liberdade e felicidade do ser humano.
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Leonildo disse:02/06/11 19:37
Meu caro seminarista Joildo, suas palavras expressam muito bem o valor da familia brasileira. É preciso ter muita coragem para tratar de um assunto tão complexo e polêmico. Parabêns.
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Leonildo disse:02/06/11 19:39
Um assunto que deve ser pensado não apenas pela sociedade civil mas, pela sociedade religiosa que defendem e acreditam os valores morais de uma sociedade relativista. Muito bom Parabêns.
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Valderi disse:02/06/11 19:41
Acredito unicamente no amor… Essa história de leis naturais existem mesmo quando o amor tá presente. Então, não cabe a Igreja católica disser se é correto ou não a união entre pessoas do mesmo sexo. O que vale é a felicidade.
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Richard disse:02/06/11 19:43
Não acredito!!! Sou gay e se algum dia encontrar um parceiro e que acredite ter as qualidades necessário caso com ele. Esse papo é preconceituoso. Lamentavél.
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André disse:02/06/11 19:45
Prezado seminarista Joildo, sua opinião representa muito o valor e a consideração que a Igreja tem pela familia. Mas, vivemos numa sociedade laical, logo, o casamento gay é um direito adquirido.
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Adrina Lelis disse:02/06/11 19:48
Gostaria de saber se um parente seu fosse gay e quissesse viver uma união estável se vc sera contra e preferia que ele continuasse sem compromisso.
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Alexandro disse:02/06/11 19:51
Parabêns pelo brilhante artigo.
Suas palavras nos conduz a uma reflexão. Concordo com você quando mencionas seu ponto de vista referindo-se a liberdade. A liberdade não pode excluir jamais o respeito e o compromisso. A união estável entre os gays não garante uma boa formação social. Isso é uma apelação denecessária. -
JOANA disse:02/06/11 20:23
O MUNDO ESTA ASSIM JUSTAMENTE PORQUE AS PESSOAS ESTAO DEIXANDO DEUS DE LADO,ISSO NAO É CERTO,ALIAS É O FIM!!O HOMEM DIGNO E A SOCIEDADE ORGANIZADA DEPENDEM DO TEMOR À DEUS,SE ESTE TEMOR DEIXAR DE EXIXTIR VAI SER O CAOS!!ISSO NAO É CERTO E A CIENCIA DEVERIA ESTUDAR ESTE DISTURBIO E FAZER UMA VACINA
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Eduídes Pereira disse:02/06/11 21:10
Hum, quanto rodeio para externar a velha hipocrisia da Igreja.É sempre assim.Como Pilatos, a Igreja precisa “lavar as mãos”.Ela é apática e até propagadora do ódio contra os homossexuais, como já foi com outros grupos, os negros por exemplo.Os negros nem sequer podiam entrar nas igrejas.A Igreja já há uns bons séculos trocou a cruz pela espada.
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Alexandro disse:06/06/11 14:31
Meu caro Eduídes, respeito seu ponto de vista. Entretanto, não estou sendo hipócrita quando expresso minha humilde opinião a respeito da união homoafetiva.
Estou abordando questões, que ocasionalmente, a Igreja também ao longo dos tempos afirmou e defendeu. Mas, quando falamos de valores, não me refiro a limitada compreenção histórica e insustentável discurso como o seu. Os gregos já falavam de valores e virtudes morais, e me parece que eles não eram católicos. Lamentável seu ponto de vista. Não concordo com ele! Mas, defendo até a morte o seu direito de dizê-los.
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juliano disse:04/06/11 10:07
PARABÉNS…
Comentários (20)