Greve dos professores
No dia 31 de maio, no pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, mais de 5 mil educadores de todas as regiões do Estado declararam Greve Geral por período indeterminado, que teve início em 08 de junho (quarta-feira); dia em que outras categorias do funcionalismo público mineiro __ como a polícia militar e a civil, por exemplo, __ também organizaram diversas manifestações.
A policia militar aceitou o aumento salarial de 98% em 4 anos. A mesma oferta fora recusada pelos policiais civis que ainda continuam em greve. Todos devem ser valorizados, mas é lamentável o tratamento diferenciado do governo com uma categoria e outra. É como se a educação fosse menos importante que os outros setores sob a responsabilidade do Estado. Todos os seguimentos do serviço público podem paralisar suas atividades sem o repúdio social, menos a educação. Greve de educadores é sempre criminalizada, marginalizada, execrada até!
Nessa ocasião, a maior reivindicação dos profissionais da educação é o cumprimento imediato, em Minas Gerais, da Lei 11.738/08 que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional para os educadores brasileiros. A referida lei foi declarada constitucional no dia 27 de abril e publicada em 05 de maio pelo Supremo Tribunal Federal. Não há mais o que ser discutido.
Conforme a Lei do Piso, um educador no Brasil não pode ter rendimento básico inferior a R$ 1.597,87 reais, em nível médio. Atualmente o valor atual do Piso, em Minas, é de R$ 369,00. Pasmem! Em nosso Estado, há profissionais da educação que possuem um vencimento básico inferior ao próprio salário mínimo.
O Governo de Minas afirma que já paga o Piso; o que não é verdade. Ele criou outra forma de pagamento: o famigerado subsídio que incorpora todas as vantagens e gratificações do servidor, maquiando os aviltantes valores dos contracheques do funcionalismo público educacional, desvalorizando os trabalhadores mais antigos e impossibilitando a progressão salarial na carreira daqueles que agora ingressam no magistério.
Que fique bem claro de uma vez por todas! O total da remuneração de um trabalhador não é piso salarial. O Piso instituído por Lei Federal (que o Governo de Minas se recusa a cumprir) é de R$ 1597,87 para a jornada específica de cada Estado e Município. O subsídio é um engodo. E se o único caminho para conquistá-lo for a greve, ela é justa, digna, lícita, pertinente e, sobretudo, nobre!
A luta pelo pagamento do Piso Nacional é de toda a sociedade. A valorização dos profissionais da educação é condição indispensável à construção de uma educação de qualidade.
A edificação da sociedade que queremos não é responsabilidade exclusiva da educação, mas passa por ela. A educação, em Minas, (como em todo Brasil) avançou em vários aspectos, mas peca em um item fundamental: a valorização do educador que implica em piso salarial, plano de carreira, concurso público, segurança no trabalho e autonomia pedagógica. Pois, como enfatizara a presidente própria Dilma em seu discurso de posse, “só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens”.
Mauro Sérgio Santos
Professor de Filosofia – SIND-UTE/ MG (Araguari)
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Inês de lima disse:26/06/11 21:10
Penso que a greve não deve ser apenas por um piso salarial,mas a categoria deve se organizar para que possa haver mas apoio pedagógico nas escolas em especial as estaduais onde se tem supervisores defasados e obsoletos, sem nenhum preparo intelectual e até mesmo psicológico, pois a maior caus é a falta de respeito que e medo vivenciam todos os dias em suas escolas.Como um professor luta por aumento salarial e não por um trabalho mas digno para mim isto é o cumulo da submissão.Se estes não lutam por dignidade ,mas apenas por dinheiro acredito que nao os merecem.
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Ana Silva disse:13/08/11 15:18
Professor deveria ser anjo. Assim não precisaria trabalhar por dinheiro. A sociedade ainda precisa descobrir que o magistério é uma profissão e não um dom divino. É claro que, como em qualquer profissão, o proficional da educação precisa ter vocação, mas também precisou de dinheiro para sua formação profissional e ainda precisa dele para se sustentar dignamente e, inclusive, para atualizar essa formação. Boa vontade apenas não garante conhecimento e para que haja consciência cidadã é preciso primeiro ciência da realidade.
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Ana Silva disse:13/08/11 18:56
Por favor, corrijam esse c de profissão!!!
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Edna de Castro Dutra disse:09/10/11 11:32
Este governo está querendo iludir os iniciantes no magistério e tapíar os incaltos com esse subsídio. O subsídio substima o professor em final de carreira. Ora é mais que justo que como as outras profissões os professo- res tenham a dignidade de consultar,por necessidade,com médico não conveniado e tomar os medicamentos. Alguns médicos nem gostam de atender pelo IPSEMG tanto que fizeram greve e foi resolvida rapidamente. Das mãos de professores que sairam os médicos e todas as outras profissões, mas o professor ainda não conseguiu ser reconhecido. Pode ter certeza que DEUS é JUSTO.
mpossível -
Edna de Castro Dutra disse:09/10/11 11:41
Acho triste demais ter tido a necessidade de fazer outra faculdade porque chegando na terceira idade não ter condi-
ções de cuidar de mim e minha
família com a profissão que amo
que o magistério.Amo ser pro -
fessora, amo meus alunos,claro que tenho problemas com adoles-
centes, mas é o de menos mes -
mo. Meu maior problema é o salário indigno. O médico que tenho necessidade de ir no momento não é conveniado e alguns conveniados ao IPSEMG não fazem questão de atender .O desresppeito do govero é absurdo. As outras profissões só são porque o PROFESSOR existe. Acorda governador.
Comentários (5)