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26/08/2011 7:45

Nostalgias…

O jornalista Ivan Santos escreveu recentemente um artigo em sua coluna questionando a “coerência” ideológica do Partido Comunista do Brasil. Nostálgico, faz questão de mostrar que é profundo conhecedor do assunto, já que em outros tempos de seu passado conviveu e conheceu alguns personagens históricos da história de nosso Partido. Conheço o jornalista há muitos anos. Como jornalista foi e é mestre no seu ofício. Um tipo de jornalista que infelizmente é muito raro de encontrarmos hoje: digno, solidário e um humanista. No entanto, percebo que hoje ele demonstra não possuir conhecimento suficiente para julgar sobre a verdade de nosso partido ou da esquerda em geral. O primeiro equívoco é que, por não conhecer a vida de nosso partido aqui em Uberlândia, confundiu duas atividades de objetivos diferentes: a capacitação de nossos candidatos para a campanha eleitoral, executada por um camarada de nosso partido que conhece por experiência e teoricamente a questão; e o outro a formação ideológica de nossa militância, ministrado por outro camarada. O primeiro curso é dirigido a aqueles que se colocam como candidatos para a próxima eleição. Tem um público e um objetivo específico. O outro curso é um trabalho elaborado por uma fundação do Partido Comunista em nível nacional, de responsabilidade do Comitê Central: a Fundação Maurício Grabois. Este curso é para formação de militantes e quadros do Partido. Dividido em vários níveis. O que iniciamos em nossa cidade é o de primeiro nível e ABERTO A TODOS MILITANTES E QUADROS do Partido e é uma atividade que se quer permanente. Quanto à questão ideológica de nosso Partido, não pretendo polemizar com o jornalista Ivan Santos. Provavelmente nunca iria, do ponto de vista dele, perder tempo em ler nosso programa e estatuto. Tem mais o que fazer, dirá. Quanto ao fato de que nosso partido busca o poder… Tenho a convicção que esta é a razão de todos os partidos e da luta política. Queremos sim o poder, um poder dos trabalhadores e popular, socialista. Pensar ao contrário é ter uma mentalidade política pré-maquiavel: medieval. Somos comunistas procurando atuar na realidade concreta, parafraseando Lênin. Comunistas do século 21 e não do século 19 ou mesmo 20. Para nós, o marxismo não é um dogma, parado no tempo: dialético se transforma e se enraíza no tempo vivido para ser capaz de contribuir para a emancipação humana. Um partido que procura se tornar um instrumento de luta da classe trabalhadora de hoje, não aquela do século passado. Enfrentando a opressão do capitalismo tal como se realiza hoje. Capitalismo que, em crise profunda, não é capaz de encontrar nenhuma saída que traga benefícios para a maioria, ao contrário, beneficia “uns gatos pingados” (como sempre foi e é) e sacrifícios para a grande maioria. Se para muitos, como para o nosso digno (sem nenhuma ironia, por conhecê-lo, respeito-o) jornalista, o socialismo ou o comunismo fracassou; como explicar que depois de tantos séculos de existência, o capitalismo não foi capaz de criar bem-estar para a grande maioria das pessoas e agora, dando sinais de senilidade completa, está retirando o pouco que o povo conquistou enquanto direitos sociais e bem-estar?

Comitê Municipal de Uberlândia é
(Não identificado no texto)

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