A república dos indignados
Para muitos criminosos, o único direito é a força; o que importa é o dinheiro para a satisfação imediata de seus impulsos insanos e pelo o que, sabemos, movem montanhas.
E na busca por aquilo que pensam ser seu “direito”, a população é diariamente levada ao desespero originado do narcotráfico, que enoja, esmaga e destrói e ainda tenta fazer ruir a moral de quem tem o dever de cuidar da nossa segurança.
Em vista de um número relativamente pequeno de pessoas relacionadas a práticas criminosas, se comparado com o contingente de policiais militares e civis, sozinhas elas não devem vencer a muitos de nós e em cujo meio vivem iguais a parasitas, mas sempre descobrem um modo de espalhar o terror para, dessa forma, mostrarem-se presentes e deixarem-nos como em palpos de aranha.
Os políticos dizem debater entre eles uma forma para deter o avanço da criminalidade, com a criação de leis estapafúrdias e que quase sempre, no meu entender, beneficiam em muito os infratores e a ponto de estimulá-los a permanecer na marginalidade.
Há que se tirar o leme da justiça das mãos de quem parece indigno de zelar pela segurança de dezenas e dezenas de milhões de brasileiros. E corrobora-se este meu ponto de vista, quando, em alguns casos, um acusado é posto em liberdade e mesmo que haja contra ele provas substanciais irrefutáveis da sua culpabilidade e destiladas no alambique da razão.
Da forma como se faz justiça nas terras de Macunaíma, a qualquer momento irá estabelecer-se entre o Arroio e o Chuí a República dos Indignados e, nessa nova Organização, os seus habitantes constituirão uma nova forma de “fazer justiça”; uma “avant-première” – daquilo que viria a ser popularmente reconhecido como o “Levante dos Vingados”!
Francamente… De que adianta assistirmos uma polícia superaparatada e hipertreinada, agindo com extrema desenvoltura, capturando marginais e conduzindo-os à prisão, se temos uma Justiça lenta e, algumas vezes, fora do nosso tempo, embora levada adiante por pessoas ciosas dos seus deveres e altamente competentes na aplicação das leis vigentes?
A quintessência do suprassumo da inoperância judicial pode ser resumida em duas palavras: incompetência política! São aqueles quem elegemos na condição de nossos honoráveis representantes nas assembleias da Câmara e do Senado, os responsáveis pela edição de leis que deveriam servir de meios para a aplicação da Justiça; uma Justiça racional e que aja severamente, por exemplo, contra a corrupção na política, objetivando o fim de ações subversivas e as quais corrompem a saúde e a educação da juventude brasileira; uma Justiça que aja contra tudo aquilo e todos aqueles que desejam destruir alicerces familiares forjados na honradez; que não deixe minar o respeito por qualquer religião, desacreditando padres e pastores.
Precisamos de uma Justiça prática e permanentemente atenta contra todos aqueles que recompensam quem bate palmas a todas as utopias originadas de poderes diversos e de maneira a meter o povo em um labirinto de ideias impraticáveis.
E quando o assunto é Segurança Pública, não devemos deixar-nos persuadir pela ideia de que o governo pode tudo o que deseja e sem que antes consulte quem o elegeu, como é o caso da discutida e absurda liberação do uso de drogas: uma rendição covarde diante da insistência de traficantes e fregueses de “carteirinha” das nossas penitenciárias. Acorda Brasil!
Gustavo Hoffay
Agente Social
Uberlândia (MG)
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jfpires disse:09/09/11 10:49
A Justiça sempre encontra quem bate e assopra, pois é ela quem condena. Gostaria de ver alguém a morder e não soprar. É certo que o grande responsável pela violência é o poder legislativo, que só legisla em causa própria. O povo que se dane; mas a justiça não é o mocinho deste filme não, ela é tão responsável quanto o legislativo e o executivo, posto que é um PODER independente da república, e assim sendo se harmoniza com o descalabro dos outros poderes. O que esperar de uma justiça que considera refugiado um indivíduo condenado a prisão perpétua na Itália, pela autoria de quatro assassinatos, o coloca em liberdade e acolhe como cidadão brasileiro?
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