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1/11/2011 11:16

Fanfarrice pró drogas

O jornal CORREIO, como é da sua tradição, vem estimulando polêmicas discussões a partir de alguns fatos que instigam a opinião pública e o que é muito saudável, pois o pensamento útil origina ações que beneficiam uma coletividade que, calada e inerte, deixaria de operar e ficaria à mercê de mandos e desmandos; onde não há expressão livre de opiniões, não pode haver atividades dinâmicas e criadoras.O jornalista Ivan Santos, em sua coluna diária, tornou a polemizar a questão da liberação do uso de drogas e sob o argumento de que tal demanda contribuiria, decisivamente, para reduzir a escalada da criminalidade(CORREIO-10/10/2.011). Refletindo sobre as razões aduzidas em prol do desimpedimento do cultivo, comercialização e uso de drogas em nosso Brasil ( nação que orgulha-se pelo reconhecimento internacional da sua força preponderantemente jovem de mão de obra e plenamente apta a ocupar setores estratégicos em uma moderna e crescente economia), pode-se dizer que a atual propagação daquelas substancias em meio à nossa juventude não serve de álibi para legalizá-las. Não convém a qualquer pessoa professar o fatalismo “sempre haverá pessoas drogadas, com ou sem a liberação do uso de drogas”. A saúde pública, a família e o brio ético recusam-se a entregar-se a meras fanfarrices. Procurar a solução para a escalada da violência na oficialização das drogas seria, simplesmente, iludir-se e contornar o problema. Este requer soluções mais profundas: o despertar da consciência de que aquelas substâncias, longe de serem benéficas ou toleráveis, são causa de desgraças físicas, psíquicas e sociais. Aliás, a decantada liberação menosprezaria a psicologia, a medicina e os seus respectivos profissionais, caso se quisesse fazê-los servir à institucionalização e perpetuação de uma prática que é aviltamento e alienação da dignidade humana. A criminalidade, longe de ser contida, seria favorecida e dado as drogas facilitarem o menosprezo pelos valores humanos e concorrerem para fomentar o desequilíbrio psíquico, donde procedem os mais variados crimes. A drogadicção é um sorrateiro atentado à dignidade humana,um problema de civilização e dos valores de espírito. Quem se atrever a tirar a máscara de um drogado, descobri-lo-á frustrado e triste por não ser senão um joguete nas mãos de muitos.As drogas se fazem presentes na vida de jovens, quando esses são filhos de uma sociedade desajustada, mal organizada e na qual a pessoa humana é desprezada em seus valores intrínsecos e na sua vocação primordial.Será favorável ou contrário a uma sociedade o fato de que, por sua péssima organização e suas injustiças, ela dê origem e desenvoltura à prática do uso de drogas? É certo que o estado não deve ser babá de ninguém mas, evidentemente, cabe a ele mesmo o dever de proteger os cidadãos de quem baba sorridente em função da baba de encontrar-se drogas para babar chorando. Termino com uma frase do especialista em Dependência Química, dr. Ronaldo Laranjeira:-“Quem pagará (pela liberação das drogas)será a população de baixa renda e não aquela que participa de passeatas em favor da maconha”.

Gustavo Hoffay
Presidente Cons.Deliberativo Fundação Frei Antonino Puglisi
Ex-diretor Conselho Municipal Antidrogas/Uberlandia-MG

Comentários 1

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  1. DipOmith disse:15/11/12 11:37

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