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13/11/2011 6:04

Uberlândia no governo

Uberlândia, com mais de 600 mil habitantes, a segunda cidade de Minas e a segunda do interior brasileiro sem uma participação no primeiro escalão do governo do Estado – o que podemos imaginar, nós, simples cidadãos do segundo Estado do país?

Está sendo dito que Uberlândia foi prestigiada na escolha do deputado estadual Luiz Humberto como líder do governo estadual. Não é o que muitos pensam. Luiz poderia morar no menor município mineiro que seria escolhido líder, porque o seu perfil é de conciliador, de servir.

Humano, tem um relacionamento como poucos e está prestando serviço ao governo. Não poderia haver líder melhor. A sua escolha, ou melhor, ter aceitado, é um mérito pessoal e um ganho a mais do governo do que da cidade.

Mas, quando temos em nossa região uma cidade como Patos de Minas, com 133 mil habitantes, com um secretário estadual, um suplente de senador e um ex-senador presidente de uma das mais importantes empresas do Estado, dá o que pensar. Ficamos satisfeitos por Patos conquistar este poder político, até porque gostamos e admiramos esta cidade – se os patenses o têm, é porque são competentes e merecem.

Porém, como está a escola política de Uberlândia? Esta é a questão. Caminhamos para uma polarização: de um lado a família Prado, com todos se elegendo em razão de um bom trabalho; não perdem o mérito, mas são uma família. Do outro, um prefeito que admiramos, que possui um bom relacionamento e prestígio com o governador e poderia indicar nomes da cidade para compor o governo. Pessoas competentes, em Uberlândia, não faltam: no próprio secretariado há muitas, nas associações de classes, no ramo dos empresários, nas universidades, são muitas as opções. E quando se escolhe um secretário de Estado, não se fica em torno apenas de um nome, este forma uma equipe, uma plataforma política; com isso, a possibilidade de criar novas lideranças. Mas por que não acontece?

Gilmar Machado até o momento mostra merecer os votos que tem recebido pelo trabalho, pelo comportamento ético; é percebido por toda a região, reconhecem o seu desempenho. Mas Gilmar tem ficado aparentemente um pouco à margem dessa polarização. Não sabemos até quando.

Uberlândia vem se caracterizando como cidade de oposição. Em vários momentos ficou contra nas urnas ao governador eleito. Um dos motivos é que obras apenas não significam votos. Na época do movimento de emancipação havia alguma lógica, mas hoje o mundo caminha para práticas de unificação para melhorar a competitividade. Não é mais o caso. Ou é?

É visível a preocupação da geração que conheceu partidos políticos, participou do processo de redemocratização. Com o grau de alienação em que estão os nossos jovens e até as instituições, que sempre tiveram um papel importante na formação de uma sociedade mais politizada, mais humana, na qual o conceito e a prática da política eram a preocupação com o bem comum… Acreditamos que a atual administração municipal está fazendo uma boa gestão, mas sempre se pode fazer mais. É papel do cidadão dar a sua opinião, acompanhar e cobrar dos seus representantes; é necessário diminuir a distância das pessoas com o poder. Vivemos novos tempos, em que a comunicação acontece em tempo real. Uberlândia pode e necessita ter representantes em todos os níveis de governo, seja estadual ou federal.

Hélio Mendes
Prof. e consultor de Estratégia e Gestão
latino@institutolatino.com.br

Comentários 1

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  1. Maria de Fátima disse:13/11/11 21:29

    Com certeza Professor”Uberlândia pode e necessita ter representantes em todos os níveis de governo.E sabemos que no governo federal existe uma gama de jovens que ao verem que esta cidade não lhes oferecia um trabalho remunerado à altura dos seus conhecimentos,e em sua grande maioria formados na UFU, foram concorrer a uma vaga no governo federal,ou até em outros governos ,em áreas que não governamentais como a Educação ,Saúde e por lá estão fazendo jús ao trabalho que desempenham.É bonito de se ver esta juventude empenhada em construir um país melhor ,com esforço e dedicação naquilo que se dedicaram a fazer.

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