Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
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Ela ganhou três placas a indicar velocidade de 50 km/h e três pás de lama asfáltica. Esperávamos que as placas viessem com a indicação de 40 km/h, a mesma velocidade indicada para a rua João Pinheiro. Essas providências, ao contrário do esperado, só fizeram aumentar o desassossego dos lojistas, profissionais liberais, moradores e pedestres. Pois as placas de 50 km/h em uma rua tão curta (220 metros) estimulam ainda mais a velocidade e as três pás de lama asfáltica aumentam as irregularidades da via e, por conseqüência, o barulho.
Em 3/8/2011, eu e mais 16 cidadãos (poderia ser mais, a maioria com certeza) da rua Teixeira de Santana protocolamos um requerimento na Secretaria de Trânsito a circunstanciar os motivos pelos quais achamos que a rua em questão merece uma intervenção do poder público (alta velocidade, irregularidade da pista, sobrecarga de trânsito de ônibus e outros veículos, ruído altíssimo, rachaduras em imóveis antigos etc.) objetivando a implantação de passarela elevada, radar, recapeamento asfáltico, enfim uma pista e sinalização adequadas. No fim do mês seguinte, a Secretaria deu parecer de que “… as medidas viárias existentes no local possibilitam uma segurança na circulação de veículos e pedestres na localidade”.
Inconformados, buscamos apoio na vereança aliada, em parcela do Secretariado, em conhecidos funcionários do setor e nada de sucesso. Sem saída, procuramos a Secretaria de governo e lá deixamos a cópia do requerimento, que constituiu o processo 17.185/2011, o qual retornou à Secretaria de Trânsito para novo parecer. Em 12/1/2012, tivemos a honra de receber ofício daquele órgão anexado de memorando da Secretaria de Trânsito, mais Relatório de Velocidade. Davam conta que a velocidade média dos ônibus ali era de 24,3 km; que a rua não apresenta requisitos (alta velocidade e acidentes) para a implantação de radar e que redutores de velocidades físicos, assim como travessias elevadas (traffic calming), não são recomendáveis em áreas históricas (bairro Fundinho), devido à fragilidade das construções existentes…”; Por último, que, se acharmos que há desrespeito às normas de trânsito, teríamos de ligar para o 118.
Indignado, contestei veemente o relatório de velocidade apresentado pelo poder público, uma vez que ele englobava outra rua; dizia respeito a apenas duas linhas de ônibus, enquanto ali trafegam dezenas de linhas e defendia uma tese, a meu ver, meio duvidosa para justificar a existência de dois quebra-molas, um bem próximo do outro no final da rua. Para robustecer a minha contestação, fiz uma medição amadora da velocidade média da Teixeira de Santana, resultando média de 50 km/h, a comprovar matematicamente que a velocidade ali alcança 55, 60 e/ou 70 km horários, muito além da média 24,3km/h constante do relatório oficial.
Eis a lebre para o abate, senhor prefeito: a realidade é que qualquer interferência na Teixeira de Santana, objetivando um tráfego mais calmo, mais humano e condizente com a planta do bairro a propósito, até mesmo o cidadão comum sabe disso, requer uma reengenharia de trânsito com reflexos em interesses individuais privados ou interesses corporativos, ou seja: ou o Terminal Central fecha um pouco a porteira ou se criam corredores alternativos. Enquanto melhorias efetivas não vêm, eis um bom tema para o debate: “Três placas e três pás de lama asfáltica”.
J. B. Guimarães
Jornalista
jbgui@terra.com.br
Conheci a rua Teixeira Santana, tinha parentes nesta rua, ela tem um declive acentuado, propicio à velocidade, isto sem falar é claro nos “pegas” a noite, a Prefeitura poderia estudar uma velocidade de 40 Km como pedem os moradores, porque não atende-los ? Neste orgão trabalham pessoas que não tem pratica da vida, são profissionais inexperientes, quando acontecer um acidente, Eles serão responsabilizados certamente.
Márcio Garcia disse:8/2/2012 22:05:46
FALTA VONTADE POLÍTICA E PROFISSIONAIS COMPETENTES PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DE TRÂNSITO E TRANSPORTE DE UBERLÂNDIA. A CIDADE VAI PAGAR UM PREÇO MUITO ALTO PELA FALTA DE PLANEJAMENTO E PELOS OS ACORDOS POLÍTICOS QUE NA MAIORIA DAS VEZES PRESTIGIAM COMERCIANTES E GRANDES EMPRESAS EM DETRIMENTO DA COLETIVIDADE. INFELIZMENTE ESSE TIPO DE PROBLEMA NÃO É EXCLUSIVIDADE DA RUA TEIXEIRA SANTANA É UM PROBLEMA GENERALIZADO. NOS BAIRROS AFASTADOS DO CENTRO AINDA É PIOR. É CLARO E NOTÓRIO A OMISSÃO DE NOSSAS AUTORIDADES NO QUE TANGE ESSE ASSUNTO E NINGUÉM É RESPONSABILIZADO PELAS MORTES E PELOS TRANSTORNOS CAUSADOS PELO TRÂNSITO. ATÉ QUANDO ISSO VAI CONTINUAR?
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Mário Borges disse:8/2/2012 08:34:35