Uberlândia precisa do SAMU
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é uma das ações que compõem a Política Nacional de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde. Nele, equipes com presença de médicos em veículos atendem no menor tempo possível já no local, ainda fora do ambiente hospitalar, salvando vidas e diminuindo sequelas.
Recentemente, participei de uma discussão com duas autoridades públicas (a Secretaria Municipal de Saúde e o Corpo de Bombeiros) promovida pelo “CORREIO TV Debate” sobre a necessidade de implantação do Samu em Uberlândia. Surgiu uma polêmica quando houve uma posição contrária à implantação do Samu na cidade.
Os argumentos eram embasados numa estatística extraída de um estudo em que apontava que com ou sem a presença do médico a quantidade dos óbitos permanecia a mesma.
Isto procede. Nos casos de chamadas para atendimento de óbitos não há diferença estatística. Isso porque 90% das pessoas que têm parada cardíaca e são submetidas à massagem feitas por médico, paramédicos ou pessoas treinadas em ressuscitação cardíaca permanecem paradas, ou seja, morrem.
A questão do atendimento pré-hospitalar é outra. Ela passa, essencialmente, pela racionalização do uso dos recursos físicos e humanos existentes.
É inaceitável comparar a eficiência do Samu com o serviço prestado pelo Corpo de Bombeiros. São serviços distintos, porém complementares.
Num sistema organizado, a central de regulação de chamadas verifica o contexto de cada solicitação e destina ao local o aporte humano e de equipamentos compatíveis com a necessidade.
O país enfrentou a mortalidade por doenças infecciosas e por desnutrição com relativo sucesso. Agora precisamos diminuir a mortalidade por doenças cardiovasculares.
Isso requer várias estratégias na atenção primária à saúde para evitar que a hipertensão e o diabetes mal controlados tenham seus desfechos esperados, como o infarto e o acidente vascular cerebral. Quando eles ocorrem, medidas urgentíssimas precisam ser executadas em curto tempo para reduzir a mortalidade e incapacidades advindas dessas doenças.
Está aí a importância do Samu. Quando a central identificar esses cenários deve enviar para lá uma ambulância equipada e com profissional médico capaz de diagnosticar a situação.
Aqui aparece o problema principal. Não basta ter a ambulância equipada com médico, mas é necessário ter um serviço habilitado para receber o paciente e oferecer o que há de melhor.
Assim, ao se verificar que no local do acidente há vítimas com perda parcial de consciência não adianta levar para as UAIs. É necessário um serviço com tomografia e equipe de neurocirurgia.
Da mesma forma, o médico que encontra um paciente com dor no peito e faz um eletrocardiograma confirmando um infarto. Essa informação deve ser transmitida já da ambulância para os serviços de cateterismo. O paciente deve ser medicado já na ambulância do Samu e não deverá ser levado às UAIs.
Claro, temos que diminuir o trágico número de mortes violentas no trânsito ou pela violência urbana. Também constituir uma rede de atenção básica que impacte sobre os fatores de risco de doenças cardiovasculares.
Porém, mesmo com muita prevenção, os eventos continuarão a existir e devemos enfrentá-los com os menores custos humanos, sociais e econômicos. Enfim, Uberlândia precisa do Samu.
Juliana Markus
Sindicato dos Médicos de Minas Gerais
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Xadem disse:20/02/12 9:11
Parabéns!
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Bruno Ramalho disse:20/02/12 10:24
Parabéns, Juliana, pelo texto. Sucinto e esclarecedor. De longe, vou torcer para que o SAMU aconteça em Uberlândia da forma como deve ser!
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Flávio Marques disse:20/02/12 10:46
Cara Juliana, infelizmente matérias como a sua só são publicadas quando não há leitores na cidade. Aqui quanto mais o caus melhor!
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Ricardo Felice Neto disse:20/02/12 10:58
A meu ver, mais uma avaliação contraditória na política pública de saúde do município de Uberlândia. Apesar de não ser da área de saúde e ser só um leitor interessado e acompanhar o que acontece, pois vivo neste meio, concordo em número, gênero e grau com a Dra. Juliana Markus (Sindicato Médicos MG). São ações avaliadas superficialmente em diversas secretarias municipais que a muito nosso município deixou de ser referência ao Brasil e passou como qualquer outro município do seu porte, a integrar a fila para passar o pires em troca de minguados recursos de Brasília em diversos setores de atuação municipal, não temos sequer um escritório de representatividade em Brasília. Porque não ter SAMU? Não ter UPA (A Sra. Dilma prometeu duas UPAS/SAMU para Uberlândia nas eleições) o que acarretaria em prejuízos a cidade e a população? Qual a ação negativa do ganho? Belo Horizonte, Uberaba, Patos de Minas, Contagem, Betim, e tantas outras cidades mineiras os têm! Paris, Nova Iorque, Londres, Tokio, São Paulo, Rio, Brasília, Salvador, Recife, também tem.
Será que estão piores em saúde pública? Porque não agregar valor a vida do cidadão, ao bom trabalho feito na saúde municipal? Será porque os recursos são federais e o ano é eleitoral, será isto? Espero que não! Alguém que não o munícipe tiraria mais vantagem do sistema integrado? Seria o PT ou outro partido? Seriam seus deputados? A muito o resgate dos bombeiros não atendem mais as urgências propriamente ditas. Não possuem recursos humanos e materiais preparados para tal complexidade! Já comprovei por experiência própria! Urgência e emergência não são simplesmente transportes em viaturas, preparar o paciente em macas ou procedimentos menos técnicos e que sequer tem equipamentos mínimos dentro de viaturas velhas e sucateadas, que só transportam o paciente para o PS da UFU e nada mais. Partamos para a modernidade, pois alguns segundos e procedimentos corretos podem salvar uma vida de quem paga tantos impostos e quase só vive para isto neste país atual. Abaixo segue uma pequena apresentação do que é o SAMU integrado com a UPA, com certeza nos vamos ter e vamos agregar valor ao nosso sistema!
O Ministério da Saúde lançou, em 2003, a Política Nacional de Urgência e Emergência com o intuito de estruturar e organizar a rede de urgência e emergência no país. Desde a publicação da portaria que instituiu essa política, o objetivo foi o de integrar a atenção às urgências. Hoje a atenção primária é constituída pelas unidades básicas de saúde e Equipes de Saúde da Família, enquanto o nível intermediário de atenção fica a encargo do SAMU 192 (Serviço de Atendimento Móvel as Urgência), das Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24H), e o atendimento de média e alta complexidade é feito nos hospitais.
ATENDIMENTO EM REDE – A Rede de Atenção às Urgências e Emergências visa articular e integrar todos os equipamentos de saúde para ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência/emergência nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna.
A Rede de Urgências é pensada de forma integrada e coloca à disposição da população serviços mais próximos de sua residência. Com as Centrais de Regulação do SAMU 192, o Ministério da Saúde trabalha na organização da estrutura disponível. Quando uma ambulância do programa é enviada para o atendimento, os profissionais de saúde já sabem para onde levarão o paciente. É o fim da peregrinação à procura de um leito, com a ambulância buscando onde deixar o paciente.
Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h)
O objetivo é diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais, evitando que casos que possam ser resolvidos nas UPAS, ou unidades básicas de saúde, sejam encaminhados para as unidades hospitalares.
As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e podem resolver grande parte das urgências e emergências, como pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. As UPAs inovam ao oferecer estrutura simplificada – com Raio X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. Nas localidades que contam com as UPAs, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24h.
Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU 192)
Ao discar o número 192, o cidadão estará ligando para uma central de regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone. São estes profissionais que definem o tipo de atendimento, ambulância e equipe adequado a cada caso. Há situações em que basta uma orientação por telefone. O SAMU/192 atende pacientes na residência, no local de trabalho, na via pública, ou seja, através do telefone 192 o atendimento chega ao usuário onde este estiver.SAMU 192 e UPA 24h trabalham integrados no atendimento às urgências e emergências e é preciso pensar além da política, adversários políticos não são inimigos e quanto aos votos e tudo o que envolve esta decisão, deixem o eleitor discernir! Os cargos vão e vem, a história e grandeza das decisões não! Estas ficam escritas para sempre. Parabéns Doutora Juliana.
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Mauricio Stroesser disse:20/02/12 21:55
Essa foi demais Ricardo!!
AChei q vc era inteligente mas o seu texto foi tirado do portal do Ministerio da Saúde.kkkk Tipo control V,control C???
Sem criatividade ou é um comentario articulado com a Dra Juliana???
kkkkk
Tô rachando de rir!!!-
Ricardo Felice Neto disse:21/02/12 11:47
Prezado Maurício Stroesser, obrigado pela cortesia das palavras, agradeço- lhe o contraditório sobre o que escrevi. Uma crítica saudável é sempre importante e nos leva a refletir. Não me cabe ao escrever, ser mais ou menos inteligente, já que quando emitimos opinião a respeito de alguma coisa ou de algo, com respeito e responsabilidade, estamos com a saúde política 12X08. Necessitarmos no dia a dia de hoje, de muita saúde, tanto mental como política, a doença futura não nos escolherá pela cor, credo, raça ou inteligência, quanto mais pelo que escrevemos… Pois se assim fosse, Jornalista seria eterno, ai sim, porque escolher outra profissão concorda? Se a médica em questão e do PT ou não, se fez o faz greve ou não, se é do sindicato ou não, se interessa por uma boquinha ou não, tanto na UPA como no SAMU, não me compete julgá-la, não é função minha, não a conheço pessoalmente, existem órgãos mais competentes para isto! Se candidata for? Que lhe julgue a sociedade através do voto? Ela tem trazido transtornos a esta sociedade ou não? Sou apenas um Uberlandense que gosta da sua cidade natal e quer sempre vê-la melhor e cada vez mais dinâmica no quesito saúde e tantos outros! E neste momento achei de vital importância o que a Dra. Juliana escreveu. A prefeitura, o estado ou a federação, tem nas mãos ferramentas adequadas para enquadrar quem exercita o direito de greve e provoca desordem no sistema profissional a que pertence, dirá o da saúde, hoje tão caótico em todo o país. Minha pequena avaliação é somente para que o município avance cada vez mais em saúde pública e seja realmente uma referência saudável para nossa população e ao país a que somos federados. Quanto a apresentação do SAMU, realmente são algumas pequenas linhas retiradas do portal do Ministério da Saúde, pois onde mais poderia eu tirá-las não sendo médico ou trabalhar na área de saúde. Quanto a sua dúvida!? Não sou filiado a partido nenhum e ganhei a vida totalmente na iniciativa privada, pois nunca dependi do setor público para o meu sustento. Esta pequena opinião que dei, serve somente para uma pequena apresentação e muita sucinta a sociedade, para que pudessem avaliá-la e partir cada um para sua opinião do sim ou do não. Fico feliz de pessoas esclarecidas como você, lembrar do control V e do control C… O cidadão deveria ter mais sintonia com a informática do viver “ Control VIDA e Control CIDADÃO” afinal quem movimenta o sistema de benefícios que o município possa oferecer-lhe é você mesmo, com os impostos que lhe são cobrados e muita das vezes muito mal aplicados! EM TEMPO; este cidadão que vos responde tem seguro de saúde e convênio médico… E ainda pago religiosamente a minha aposentadoria, que se dará pelo INSS, assim que a lei me permitir. E não sou candidato nas próximas eleições municipais e nem na eleição do meu condomínio e me permito uma outra opção de informática, diferente daquela que você tem usado… Abaixo achei mais simples ler, entender e “COPIAR E COLAR” de outro portal, o Art. 1º parágrafo único, da constituição do continental e contraditório país em que moramos e graças Deus, ainda podemos nos expressar através da imprensa… Eu voto sim!
“O poder emana do povo e em seu nome será exercido”
“Nossa Carta Política de 1988, a carta cidadã, estabelece em seu Art. 1º, Parágrafo Único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição. Logo, infere-se que todo poder emanado do elemento povo que é constituído do indivíduo, do simples alguém, da pessoa, do ser humano, do sujeito de direitos, do cidadão que, com sua cidadania e soberania popular e após os 16 anos e em dia com todo o serviço público e devidamente inscrito lhe é facultado escolher os destinos da nação!” Quem sabe o povo quer que tenhamos as UPAS e o SAMU? Que mal fariam elas a população? O Jornal Correio e a Dra. Juliana abriram o debate!
Feliz final de carnaval, com muita paz e muito mais saúde aos nossos cidadãos e a todos aqueles que me lêem e a você prezado leitor Maurício Stroesser.
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Juliana Markus disse:20/02/12 16:37
Gostaria de agradecer a todos que deixaram seus comentários.
Trabalho na rede há 7,5 anos e sei o quanto os profissionais da saúde e os pacientes sofrem com a falta de melhorias no sistema. Com a falta de reavaliação da estrutura física e humana existente.
Para que servem as Unidades de Atendimento Integrado(UAIs)? Qual é o papel do Hospital de Clínicas da UFU e do Hospital Municipal?
Qual é o papel da cidade de Uberlândia no desenvolvimento regional, inclusive na repactuação do uso e criação dos serviços de saúde em âmbito regional?
Vale lembrar que cidades do entorno não podem aderir ao SAMU por que Uberlândia não aderiu.A repactuação e reorganização do sistema é fundamental para que a população de Uberlândia e região possam ter suas necessidades de saúde minimamente atendidas.
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Fatima Rodrigues disse:20/02/12 21:53
Já que você é do sindicato deveria olhar nos postinhos da cidade medicos q ficam 30 minutos e vão embora. Nem olham na cara das pessoas. Pelo jeito esse seu sindicato só olha pro umbigo de vocês.
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josé carlos rodrigues disse:20/02/12 17:36
Todo mundo sabe quem é Juliana Markus. Filiada ao PT fez greves nas UAIs, mas quando fazia parte do governo zaire junto com o PT parece estar satisfeita!
SAMU é mais uma boquinha a ser criada na cidade pra gente politica que quer fazer politica usando o SAMU.
Os bombeiros fazem esse trabalho há décadas e todos sabem que eles são eficientes.
Então chega de politica com esse negocio de SAMU!
A Dra quer se promover e pegar uma boquinha.
Anota aí!!! Se o Gilmar ganhar vamos ver quem será a coordenadora do SAMU???
Nós, meros eleitores, não vamos deixar cair na lábia desses politicos….-
Marcelo Freitas disse:21/02/12 17:39
O Sr. Maurício, é um desses que se esconde no anonimato para dar suas opiniões. Provavelmente, dedica seu tempo a defender as incompetências da gestão Odelmo.
Deve ser um desses que ocupa um cargo comissionado só pra fazer fofoca e desqualificar os críticos.
Quem não tem plano de saúde sente na pele todos os dias o drama de depender de atendimento na rede publica. Fora que são os amigos da turma do prefeito, que devem ser bem atendidos. O restante sofre.
Realmente Uberlândia precisa do SAMU.
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Vanessa disse:27/02/12 20:51
José Carlos essa doutora deve estar querendo é sair candidata a vereadora pelo PT.
Porque só defender SAMU agora que a política está chegando é muito estranho. Antes os bombeiros eram eficazes.
Até parece que os bombeiros não são preparados para salvar vidas, mais quantas vidas já salvaram!
Por acaso quem faz greve para ter aumento de salário e deixa gente sem atendimento preocupa tanto assim com a vida do outro???????????????
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mauricio disse:20/02/12 17:44
Ótimo.Bem explicado.Mas se o Sindicato dos ´Médicos de Minas Gerais,determinar greve dos médicos?ai não haverá SAMU.
A vaca vai pro brejo!-
mauricio stroesser disse:20/02/12 21:49
É isso aí Xará!!
Ela não é boba não! Quer garantir duas coisas: uma boquinha no SAMU e colocar a população refem dos médicos.
Vamos deixar isso????
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EU disse:20/02/12 21:37
Ue pra mim tinha aqui na berlândia aff ¬¬!!!!!
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Milkem disse:21/02/12 8:10
Essa “Dra” aí não está com nada, ela é PT e só sabe fazer barulho. Vacine-se contra PT.
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marilia cunha disse:21/02/12 16:17
As cidades do entorno não podem ter SAMU se Uberlândia não tiver? Ou se Uberlândia tiver as cidades do entorno não teriam? Não entendi… Sabemos que a nossa cidade está sobrecarregada com o atendimento médico/hospitalar a várias cidades da região. Gostaria de uma melhor explicação sobre isto.
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Daniela Pagliari disse:21/02/12 20:48
Parabéns Juliana,
É inadmissível Uberlândia não ter ainda aderido ao programa do SAMU.
Ele permite toda a organização de fluxo do paciente dentro do Sistema Único de Saúde. É capaz inclusive de identificar pontos de estrangulamentos do sistema como deficiências regionais da atenção básica. Além disto, e o mais importante, é capaz de reduzir sim a morbi-mortalidade nos casos de violência e acidentes de trânsito.
Infelizmente o que vemos neste assunto é mais uma vez interesses partidários/pessoais prejudicando a população na medida que a priva de uma serviço organizado, resolutivo e imprescindível.
Daniela Pagliari
Gerente Administrativa da UTI do Hospital João XXIII. -
Marcelo disse:21/02/12 22:53
Essa Juliana é típica politiqueira de sindicato, que gosta de gritar para ganhar votos para o PT. O Brasil está cansado desses sindicalistas mamando nas tetas do governo.
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Marcelo Porta disse:23/02/12 1:33
É incrível como as pessoas que não conhecem sobre um assunto se resumem a argumentar sua contraposição atribuindo à questão apenas um caráter político, com discursos pouco fundamentados.
Eu também sou filiado ao PT, secretário geral do partido em Uberlândia, médico, conselheiro municipal de saúde (membro da mesa diretora), coordenador diocesano da Pastoral da Saúde e um dos responsáveis pela Campanha da Fraternidade 2012 trazer novamente à tona pela Igreja Católica a discussão sobre Saúde Pública.
Exponho meu currículo não por vaidade pessoal, mas para mostrar que quando falamos de um assunto ou quando defendemos alguma coisa, o fazemos como cidadãos interessados em ver melhorias sociais e um mínimo de dignidade para o ser humano, sejam à luz partidária, religiosa, pessoal. Qualquer que seja a motivação, o resultado final que todos queremos é tão somente o bem social, motivo que nos leva a ocupar espaços onde possamos intervir de forma saudável mesmo não estando no poder.
Primeiro gostaria de lembrar ou de explicar para quem ainda não conhece, que o SUS trabalha com alguns princípios doutrinais e organizacionais que o definem em sua plenitude, quais sejam, universalidade, integridade, equidade, regionalização, hierarquização, descentralização, racionalização e resolução, complementaridade do setor privado e participação da comunidade.
Pela própria concepção e estruturação, o SUS já contempla que tenhamos pólos de referência para os quais um grupo de municípios sejam referenciados principalmente na complexidade. Portanto, quando argumentam que a presença do SAMU vai fazer com que pacientes de outras localidades serão trazidos para Uberlândia, no mínimo essa retórica parte de quem nunca teve leitura sobre a estruturação do sistema de saúde.
Neste aspecto, entendo como um privilégio que sejamos a referência e não os referenciados e o que deve pautar a discussão é a busca de uma repactuação que pelo menos diminua as distorções encontradas hoje na relação entre Uberlândia e os municípios atendidos. Lutarmos para que Uberlândia se torne um pólo de ciência e pesquisa que possa contribuir com a evolução da saúde em nosso meio.
Outro aspecto levantado foi o de Sorocaba. Não dá para comparar, pois faz referência a um município que em nada se assemelha ao que temos hoje em termos de estrutura de saúde em Uberlândia. Além disso, estamos falando de um estado onde o governo estadual se omite em dar a contrapartida de 25%, sobrecarregando os municípios que acabam arcando com 50% do custo, quando deveriam investir apenas 25% (os outros 50% são de competência do governo federal). Mesmo assim, o estado paulista conta com 91 cidades equipadas com o SAMU, o que nos leva a crer que o que conta mesmo é a competência da gestão municipal em administrar racionalmente seus recursos.
Além disso, para quem não sabe Minas hoje é referência em organização de regulação de leitos para urgências, ação implementada pelo PSDB e que apesar de todas as deficiências, o SUS Fácil contribuiu muito para uma melhor distribuição de pacientes que necessitam de alta complexidade. A dificuldade maior está na demanda por leitos ser maior que a oferta, o que não depende, portanto da existência ou não do SAMU uma vez que ainda não o temos. Uberlândia já trabalha com o sistema de regulação há muito tempo e ainda mantem um serviço em paralelo com o serviço estadual, o mesmo acontecendo com o HC-UFU que tem um serviço interno de regulação de leitos. Logo, com a implantação do SAMU, os pacientes ainda passarão pelo crivo da regulação e só serão encaminhados na dependência da existência de leitos que garantam acomodar estes pacientes de forma digna.
Para aqueles que defendem que o Corpo de Bombeiros já faz o trabalho, concordo plenamente e digo mais, o faz com muita competência. No entanto, como disse bem a Dra. Juliana, há casos específicos que necessitam de ações rápidas que podem modificar o prognóstico do paciente se tomadas no devido momento e o mais precocemente possível e que só podem ser implementadas por um profissional médico. Não estamos falando em aumentar ou diminuir mortalidade, mas de prognóstico; de como pode ser a evolução do paciente, de minimizarmos os danos para os pacientes que já sobreviveriam ao trauma melhorando sua qualidade de vida. E precisamos ter clareza de que o SAMU não é um serviço de “substituição”, mas de “complementação”, de soma. Seriam dois serviços a se complementarem, e o foco dessa somatória é o bem do paciente.
Para os que entendem o SAMU como politicagem e coisa do PT, estes são menos informados ainda. Apenas a título de conhecimento, em Minas, temos os seguintes municípios com SAMU:
Barbacena – início em 2005 sob gestão PSDB (Martim Francisco);
Belo Horizonte – início em 2003 sob gestão PT (Fernando Pimentel);
Betim – início em 2004 sob gestão PSDB (Carlaile Jesus)
Contagem – inicio em 2005 sob gestão PT (Marília Campos)
Governador Valadares – inicio em 2005 sob gestão PSDB (José Bonifácio Mourão)
Ipatinga – inicio em 2004 sob gestão PT (Chico Ferramenta)
Itabira – início em 2004 sob gestão PV (Ronaldo Lage)
Itaúna – inicio em 2007 sob gestão PT (Eugênio Pinto)
Juiz de Fora – inicio em 2004 sob gestão PMDB (Raimundo Tarcísio Delgado)
Patos de Minas – inicio em 2004 sob gestão PTB (José Humberto Soares)
Poços de Caldas – inicio em 2006 sob gestão DEM (Sebastião Navarro Vieira Filho)
Sete Lagoas – inicio em 2004 sob gestão PMDB (Ronaldo Canabrava)
Uberaba – inicio em 2007 sob gestão PMDB (Anderson Adauto).
Isso significa que cerca de 40% foram implantadas por gestões de oposição ao PT e como a contrapartida do governo estadual é de 25%, o foram com o aval do Governo Estadual então sob gestão do PSDB que assumiu seu papel financiador. Este cenário se repete no Brasil aproximadamente nas mesmas proporções.
A implantação do SAMU, então, não é algo tão simples como querem demonstrar os que atribuem isso a uma questão de politicagem. É algo que vai bem além e a discussão passa pela ótica do bem social. Para aqueles que entendem que a defesa do SAMU parte de pessoas que pleiteiam cargos, fica o convite para participarem de espaços como os conselhos municipais, principalmente o da saúde, de movimentos que lutam pela dignidade da vida humana como as pastorais, espaços estes em que a participação popular acaba por influenciar políticas públicas mesmo sem ocupar cargos políticos; e não apenas ficarem com discursos vazios sem embasamentos práticos. Além disso, vamos nos livrar dessa roupagem de oposição sem fundamentos que entende que tudo que o governo faz é ruim. Apesar de petista, sei reconhecer os avanços do atual governo municipal, sem, no entanto livrá-lo da responsabilidade pelos desacertos; ainda que entenda que o tenha feito com a intenção de acertar.
Concluindo, Uberlândia precisa do SAMU!!! -
Delfino Rodrigues disse:23/02/12 11:31
Compartilho com a opinião da Dra. Juliana sobre a necessidade de implantação do SAMU em Uberlândia. Sem dúvida é mais um instrumento importante para um serviço de qualidade na saúde pública de qualquer cidade.
O SAMU não se restringe simplesmente ao serviço de resgate de urgência/emergência, e desenvolve outras atribuições. Neste serviço, a regulação de chamada encaminha o paciente para tratamento de forma apropriada e de acordo com a necessidade e urgência do caso, salvando vidas.
É lamentável que quando esse assunto surge na imprensa local e mesmo na Câmara Municipal, o debate, que deveria ser sério visando chegar a um consenso do que é melhor para a população é reduzido a uma tática para desqualificar as pessoas que defendem a iniciativa ou o próprio PT, como se este Partido não tivessem filiados e direitos de pensar e formular políticas públicas eficientes na área da saúde.
Se analisarmos no país,veremos que todas as maiores cidades brasileiras dispõem de SAMU. Porque somente Uberlândia não quer dispor de um serviço que viria contribuir para aumentar a eficácia do serviço público de saúde? Fica aqui a reflexão.Vereador Delfino Rodrigues
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Mauricio Stroesser disse:23/02/12 18:00
Todo mundo já percebeu q Gilmar vai defender o SAMU, pois sua trupe já ta defendendo.
Politicagem!!!!! -
Justus Broadcasting disse:24/02/12 8:43
Delfino, como vereador você deveria já trazer a resposta pronta pra nós eleitores. Não é assim que você vai se reeleger, jogando o eleitorado contra a gestão atual. Se você faz parte da podridão, conta pra nós como funciona ai dentro. Muito melhor do que ficar com este papo de bêbado pra delegado. “Coruja que anda com morcego, dorme de cabeça pra baixo!”
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JULIO CESAR DE ALMEIDA disse:23/02/12 15:27
Um tema que só de apontar para uma melhor logística dentro da Saúde de Uberlândia, de se preocupar com a vida, principalmente dos menos favorecidos, sem maiores gastos já é merecedora de aplauso. Mas ele é revelador, quando nutre comentários indelicados de um grupo de pessoas que transitam entre a subseviência, o patrimonialismo e a desinformação. É o carnaval de salão que não se mistura com o suor do povão, é assunto que merece um refrão.
“Ei você aí, queremos o SAMU aqui, queremos o SAMU aqui…
Não vai dar, não vai dar não, a saúde aqui já tem patrão…”
e vamos tocando o barco…. obrigado
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