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22/02/2012 6:45

Meditando

Terminado o Carnaval, entramos no tempo ao qual nós ocidentais chamamos Quaresma. Histórica e religiosamente, este é um tempo de meditação, talvez uma revisão da vida humana – a nossa pessoal e talvez da sociedade e do mundo em que vivemos.
Entro nele com a perda do meu amigo e profeta Dino, sublime sabedoria e ignorância do Rio do Peixe.
Matou-o um câncer, o único adversário que não conseguiu vencer.
Mas, como ele dizia com simplicidade, todo dia nasce um novo sol, e a vida continua.
No pensar da vida e da dor infalível da morte vejo como somos pequenos neste mundo também pequeno e quase ridículo – da lagoa da Emendada, do Patrimônio do Rio do Peixe, de Uberaba, de Minas, do Brasil, da Terra inteira… e porque não de outros tamanhos distantes, maiores… e que desconhecemos.
Na minha meditação perdem importância estas considerações físicas, que de nada nos valem no único valor imperecível: a Alma ou Espírito imortal.
Tem gente que não acredita neste valor ou sobrevivência – uns coitados que se julgam simples animais do nasce, cresce e morre – como negar que a inteligência é o atestado de ser humano?…
Vou deixando correr o pensamento, que nesta altura tem que engolir a existência do Deus criador, forçosamente eterno e imperecível – nada existe sem um criador inicial.
Esta visão e pensamento exigem coisas de todos nós, seres humanos.
Daí vem, por consequência, o nosso comportamento, em inteligência e em corpo.
Perigosamente deixo entender a diversidade das raças, das pessoas e procedimentos humanos.
É cômodo e simples pensar em nós, na nossa civilização e mesmo nossos princípios religiosos – coisas que nos foram ensinadas desde a infância e herança dos séculos.
Este julgamento é simples e cômodo – e, apesar disto, “pecamos” constantemente.
Existe naturalmente uma evolução do espírito – ou a alma humana, pela vida, aprendizado e passar dos anos.
Um papa negou solenemente o sistema solar: a terra seria o centro do universo!
Meu pensamento vai escorrendo pelo correr da vida e dos anos, uma aceitação pessoal e progressiva do conhecimento físico e da alma humana.
Vejam-me e perdoem se vou chegando a áreas ainda de ignorância e choque.
Será possível que Deus tenha limitado à nossa pequena terra toda a vida?
Será pecado ou ignorância admitir outras vidas em outros dos milhões de planetas e estrelas que estão por aí circulando no universo?
Afinal são apenas os que aprendemos ou nos foram ensinados. Por exemplo: manga verde faz mal!
Mas como, se hoje o mercado tem mangas maduras todo o ano?
Em final que sempre aprecio: nós homens julgamos o que não conhecemos – só Deus julga o que conhece!…

João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico
Uberaba (MG)

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