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10/03/2012 7:44

Um ano de Anastasia

No fim de 2010, o servidor público de carreira Antonio Anastasia foi eleito governador do Estado contra chapa adversária qualificada e, em 1º de janeiro de 2012, completou um bom ano no comando do governo mineiro. Esse fato mereceria festa de comemoração para celebrar os muitos avanços conquistados em 2011.

Ao assumir a função, ciente dos seus compromissos e leal ao seu antecessor Aécio Neves, Anastasia montou equipe com ampla base técnica e partidária. Já no início da administração, definiu estilo próprio de gestão. Em suas decisões, a marca registrada é o respeito aos valores republicanos mais caros ao exigente povo mineiro. Assim, nas poucas oportunidades em que a probidade de auxiliares foi questionada, a resposta foi cirúrgica: exoneração imediata dos envolvidos, em supostas malfeitorias.

Anastasia enfrentou em 2011 um longo movimento paredista, a greve dos professores estaduais. As lideranças grevistas, ligadas ao principal partido político adversário, usaram táticas para indispor o governo com a opinião pública.

Estou convencido de que o governador administrou e superou, então, um dos dois maiores desafios do seu primeiro ano de trabalho. Equilibrado e justo, durante a greve manteve abertos os canais do diálogo democrático; esquivou-se de provocações grosseiras; assumiu e assimilou pessoalmente fraquezas da equipe educacional e da base legislativa, temerosos dos desgastes de enfrentar professores ansiosos pelo legítimo direito de receber mais. Ao final, acredito que Minas ganhou com o término da greve, que trouxe ensinamentos e garantiu conquistas democráticas e efetivas para o professorado mineiro.

A segunda questão relevante do primeiro ano foi o aumento vertiginoso da dívida estadual. Sitiado pelos compromissos financeiros com a União, o governo mineiro foi obrigado a cortar despesas e investimentos e também a trabalhar no aumento das receitas. Esses são caminhos clássicos, e dolorosos, para superar desequilíbrios dessa ordem.

O problema ainda está pendente, envolve vários estados, e o governo federal que é o banqueiro ganancioso. A solução para o endividamento dos estados ainda pendente sugere o imperativo de uma renegociação urgente, generosa e compatível com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ressalto que, mesmo com dificuldades de caixa, Anastasia determinou a manutenção em dia do pagamento do funcionalismo público, bem como dos proventos vinculados aos ganhos de produtividade contratados e alcançados.

Superadas, relativamente, as dificuldades indicadas, as publicações de órgãos da imprensa nos dois primeiros meses de 2012 registram, quase que diariamente, manchetes que atestam a colheita de uma ótima safra, como: “Investimento desembarca em Minas apesar da crise”; “Minas cria mais de 200 mil empregos formais em 2011”; “Grande BH lidera ranking de crescimento no Brasil”; “Desemprego em BH em 2011 é o menor da história”…

Essas notícias acontecem porque o Estado, liderado pelo discreto e eficiente governador, estabelece parcerias objetivas com o empresariado e com os governos municipais e federal para fazer de Minas Gerais um local com qualidade de vida superior.

O governador Antonio Augusto Anastasia, avesso aos holofotes, e dedicado integralmente ao mandato que recebeu, nesse seu primeiro ano de governo já se consolidou com estrela brilhante e de primeira grandeza, na restrita constelação de homens de Estado de Minas Gerais.

Luiz Alberto Rodrigues
Ex-Deputado Federal Constituinte

Comentários (3)

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  1. Justus Broadcasting disse:10/03/12 11:17

    Aprovado Luizão… Governador, tá aí um ótimo aliado! Vai providenciando um cargo pro moço aí, porque aquí em Uberlândia, mesmo espalhando Outdoor por todo lado, ninguém quer elle pra vicê. Aliás “Uberlândia é cemitério de vices…” Por favor candidatos escolham o Carrijo, pois o Luiz Alberto defensor do meio ambiênte já é defunto a muito tempo!

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  2. Maria Aparecida de Carvalho Dias disse:10/03/12 20:04

    Sou professora aposentada e lembro-me muito de antigos ‘movimentos paredistas”em que o ex-deputado, em seu primeiro mandato,lutava ao nosso lado.Qual será o motivo pelo qual ele não reconhece mais nossas reivindicações? Dizer que os grevistas são apenas simpatizantes do PT é preconceito. Somos uma democracia, ou não? Em nosso movimento fomos massacrados ea classe de professores. os canais de comunicação não existiram. Dizer o contrário é insuflar a população contra

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    • Maria Aparecida de Carvalho Dias disse:10/03/12 20:10

      corrigindo; …fomos massacrados e não houve canais de comunicação. Dizer o contrário é insuflar a população contra a já sofrida classe de professores. A imposição do subsídio caiu como uma bigorna sobre nossas cabeças, mesmo quando os servidores assinaram, individualmente, contra o mesmo. O que ele promete para 2015 já é praticados em estados mais pobres que o nosso.

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