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22/04/2012 6:43

Liza, Luiz, Gernando e Gilmar

Esses até agora têm sido os quatro nomes que mais vezes apareceram na imprensa e nas discussões sociais como possíveis candidatos a prefeito de Uberlândia.

Antes de tecer maiores comentários é importante analisar a história, o regime democrático em nosso país, ainda em fase de consolidação. Predomina na prática o antigo, quando tínhamos apenas dois partidos, Arena e MDB; um representava o governo e outro, a oposição. O povo não participava de uma eleição real, mas de um plebiscito manipulado: ou era governo, ou oposição – e, quando o governo sentia que ia perder, mudava as regras, a ponto de criar senadores biônicos, nomear governadores e prefeitos de algumas cidades.

Após a adoção do pluripartidarismo, o que mudou foi apenas o rótulo da cachaça, o conteúdo tem sido o mesmo. A classe política tem mantido o jogo, vem forçando a manutenção de eleições plebiscitárias, nas quais é criada uma polarização: os candidatados, ligados aos governos ou a grupos econômicos, passam a cooptar outros partidos, o que tem dificultado a construção de um processo democrático mais amplo.

Essa adesão em poucos casos é verdadeira, realizada por grupos com o mesmo ideal. A maioria são negócios em que os detentores das siglas partidárias trocam o seu apoio apenas por cargos, recursos para campanha de vereadores e até por benefícios pessoais. Quem paga quer apenas o tempo de televisão, nada mais. Após a eleição, o Executivo adota a filosofia “é dando é que se recebe”.

É importante que os nomes postos até agora se mantenham. Cada um tem o seu valor. Liza Prado é a única candidata mulher, tem feito um bom trabalho, está em um partido que vem crescendo muito, o PSB. Luiz Humberto é uma liderança consolidada, começou em um segmento e ampliou suas ações até chegar a líder de governo. Dr. Fernando Moraes é um médico respeitado, está no Partido Verde, que representa a modernidade. Gilmar Machado está no PT – partido que tem sua história – e tem um trabalho reconhecido em Uberlândia e região.

É importante que os partidos que ainda não definiram plenamente os seus candidatos – fato que acontecerá mesmo é na convenção, antes é apenas especulação – reflitam sobre a importância de apresentar candidaturas próprias. Necessitamos de novas lideranças, de consolidar o regime democrático. Temos importantes exemplos como: Zaire Rezende, deputado Tenente Lúcio, deputado João Bittar, Leonídio, ex-senador Wellington e muitos outros que têm dedicado a sua vida à política de nossa cidade. E os que moram fora, João Pedro, Ronan Tito e Luiz Alberto Rodrigues.

Outra prática que inibe novas candidaturas é o uso indevido da máquina pública em eleição, utilização de recursos do governo federal, estadual e mesmo municipal, o que não é desejado, porque quem vai administrar de fato o município não é o presidente, o governador ou o atual prefeito, mas o candidato escolhido, este é quem tem que ter princípios e programa. É importante oferecer ao eleitor opções de candidatos. Mais importante do que uma eleição é ter um processo democrático, aberto e limpo.

Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Estratégia e Gestão
latino@institutolatino.com.br

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