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4/05/2012 8:31

Eu e a Rua Teixeira de Santana

Havia um colunista do CORREIO que, entre outros bons estilos, escrevia crônicas sugerindo, logo no primeiro parágrafo, que o título da mesma “bem que poderia ser” outro. A imitá-lo, eu diria: o título desta crônica bem que poderia ser: Eu e a rua Trepidante Banguelão, mas…, título à parte, o fato é que, mais uma vez, recorro a este espaço para defender pontos de vistas de interesses meu e dos cidadãos de um modo geral que habitam, caminham e trafegam pela rua Teixeira de Santana.

Se quiserem credibilidade, asseguro a todos que não sou candidato a vereador ou a qualquer cargo eletivo, não almejo cargo comissionado e tampouco levanto bandeira partidária. Embora imperfeito, tenho plena consciência da minha sanidade mental, portanto me considero livre para exercer os meus direitos sem precisar escamotear nem sequer uma opinião.

O que busco é muito simples… Ora, busco apenas a qualidade de vida, a humanização do tráfego e, por consequência, a viabilidade de um espaço cultural, voltado para os escritores locais na rua que ora nomino de rua Trepidante Banguelão.

Para tanto venho, por enquanto, insistindo neste meio de comunicação, porque sei que ele é um canal direto com a administração pública municipal. Ou não? Se não, a Administração não lê jornal? Lê sim. Talvez a leitura seja que o povo é que não lê jornal, daí, no caso Teixeira, a voz do povo ainda não é a voz de Deus.

Em três textos meus, publicados neste caderno, expus detalhadamente as questões viárias da rua Teixeira de Santana; contestei dados e argumentos da administração pública; tentei sensibilizar o prefeito sobre as potenciais consequências etc. Em contrapartida, eu e os leitores deste jornal obtivemos apenas o silêncio.

Resumidamente, só para lembrar, muito antes desta empreitada pública, liguei para Secretaria de Obras, me disseram que não tinham verba orçamentária para recapear o asfalto(?); protocolei requerimento na Secretaria de Trânsito, deram despacho que a sinalização estava dentro da normalidade; reiterei à Secretaria de Governo, apresentaram relatório da Secretaria de Trânsito; relatório esse veemente contestado e, pelo visto, ignorado.

Mas a esperança é a última que morre, há mais secretarias que podem envolver no caso. Quem sabe o Meio Ambiente não vem aqui na rua Teixeira de Santana, esquina com a rua Felisberto Carrejo medir o abusivo ruído provocado pela rolagem de caminhões e comboios de ônibus na banguela num asfalto precário e totalmente irregular? Quem sabe a Secretaria de Cultura não colabora efetivamente com o Fundinho relatando o impacto sobre os imóveis provocado por esse “metro de superfície explorado a custo zero”? Quem sabe a Secretaria de Saúde não apresenta estatísticas que evidenciam que o estresse decorrente do trânsito violento mata mais do que o mosquito da dengue?

A palavra-chave deste texto é humanizar e não radicalizar. Mas a perdurar a indiferença, só nos resta a Procuradoria via Ministério Público. Até lá, vamos nós recorrer a outros meios de comunicação. Ufa! Pra que tanto desgaste!?

A propósito, se ao ex-prefeito Teixeira de Santana perguntassem sobre o que seria Trepidante Banguelão. Saxofonista que era, diria: sax não, certamente algo que bate ferro com ferro; a nós diremos: uma pista de rolamento imprópria com uma sinalização imprópria para uma demanda forçada de tráfego pesado.
Essa é, noite e dia, a realidade da rua Teixeira de Santana, senhor prefeito. Socorro!

J. B. Guimarães
Jornalista
Uberlândia (MG)
jbgui@terra.com.br

Comentários (2)

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  1. Mário Borges disse:04/05/12 9:10

    Olá Prefeito Odelmo, não faça como a avestruz, mande logo arrumar esta rua e colocar regras para sua utilização, esta rua é uma das mais importantes de Uberlândia, começa naquela Sibipiruna que o Senhor Oscar Miranda não deixou cortar e vai abaixo até onde morava o ex-prefeito Tubal Vilela, claro que com o passar do tempo houve modificações, eu mesmo morava na rua Cel. Manoel Alves, pertinho, quase na esquina da Teixeira Santana. Na verdade Senhor Prefeito, os moradores estão sendo prejudicados e não encontram eco em suas reivindicações, trata-se de um logradouro antigo e que não suporta o trafego que esta acontecendo, a rua muito estreita e as casas bem perto destas ruas, os passeios não tem mais que 2 metros de largura, portanto o barulho, fumaça entra janelasa adentro e prejudica todos os moradores, inclusive crianças. Não conheço o Jornalista que escreveu esta carta e mais duas anteriormente, Ele esta de parabéns pela reclamação, esta defendendo sua família e os vizinhos , coisa incomum neste mundo de hoje.

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    • Raphael b. Tabajara disse:04/05/12 14:28

      Concordo plenamente com o comentário do Mario Borges. É preciso urgência! O Mario Borges que reside em Goiânia se preocupa, zela mais pela cidade de Uberlândia do que os politicos desta cidade. Que vergonha!!!

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