Reivindicações engraçadas
Leio aqui, neste órgão de comunicação (9/3/2012), uma nota contendo várias reivindicações para serem aprovadas pelo futuro prefeito de Uberlândia. São reivindicações engraçadas (para não dizer, de humor), mas que merecem ser publicadas pela segunda vez, para que os leitores possam apreciá-las atentamente. A preocupada leitora do referido jornal é quem faz estas reivindicações: “Aproveito o espaço democrático deste jornal para fazer um apelo ao futuro prefeito de Uberlândia: Esqueça as obras de cimento, como viadutos, avenidas e prédios, e construa creches, restaurantes de R$ 1, baixe a conta da luz e da água, construa muitas casas populares para os pobres e não traga grandes empresas para explorar os trabalhadores desta cidade. Seja um prefeito que trabalhe para melhorar a vida dos pobres e mande prender os bandidos da nossa cidade”.
Santa Maria, Mãe de Deus! Fico aqui a refletir: uma cidade do porte de Uberlândia sem viadutos, sem avenidas e sem edifícios seria um espaço espetacular, mas sem vida; sem pessoas trafegando da parte central para os bairros e destes para a praça Tubal Vilela seria um espaço gigantesco, mas… sem a movimentação de trabalhadores; não teria crianças rumando para os estabelecimentos de ensino nem milhares de adultos correndo para pontos de trabalho, pois não haveria nem ruas nem avenidas bem delineadas. Seria, em suma, uma cidade-fantasma, a exemplo daquelas que víamos nos filmes de faroeste. Como poderiam existir estes milhares de casas populares dentro de um espaço sem prédios, sem viadutos, sem avenidas ou ruas asfaltadas para movimentação de veículos e pessoas? Ora, um futuro prefeito “robô”, se quisesse (e pudesse) atender a estas reivindicações caducas, ainda teria que proibir a vinda de grandes empresas industriais para esta cidade. Seria um prefeito pobre até mesmo de espírito, como desejaria ver esta senhora e estaria administrando nada com nada em prol de uma cidade exatamente carente de tudo. Sem empresários para oferecer trabalho para tanta gente desempregada, pessoas estas que não conseguiriam viver apenas plantando batata e colhendo cará… Minha nossa, o futuro prefeito teria que melhorar a vida de todos os munícipes pobres e viventes em uma cidade sem recursos, sem empresas de grande porte, sem avenidas, viadutos e edifícios de apartamentos. Pior: teria que criar uma ótima escola superior de bons costumes para que os humanos desta comunidade pobre não caíssem também em tentação, a exemplo daquelas malsinadas figuras do então chamado mensalão. Ora, a carreira política do pretendido prefeito, então, seria realmente incerta. E, se tivesse ele que responder a um repórter o que pretenderia fazer diante daquelas reivindicações mirabolantes, a resposta certamente sairia como se segue: “Ora, compraria um 38 cano longo e pensaria três vezes no que dissera um nosso presidente a respeito de como viveria ele com um minguado salário mínimo e tudo já estaria consumado para mim… Mas e o resto desta triste história?, indagaria o repórter. E o pobre prefeito, já quase a ponto para uma decolagem estratégica, detonaria: “Bem, o resto ficaria por conta do agente funerário”.
Alberto de Oliveira
Jornalista
Uberlândia (MG)
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joao roberto spini machado disse:13/05/12 12:58
e DEPOIS VOCES FALAM,QUE O COMUNISMO FOI EMBORA DAÍ.ESTA VIVINHO EMBAIXO DE ALGUM MORRO,ESPERANDO PARA VOLTAR,CRUIZ CREDU!!!!
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O Sindico disse:14/05/12 8:50
Excelente texto!
É nítida a separação ideológica dos dois candidatos a prefeitura de Uberlândia.
Um (situação) prega a continuidade, outro (oposição) prega a descontinuidade.
Um é obstinado pelo progresso, fazendo parte do grupo Partidário “Progressista”.
Outro representa o passado, um grupo que em meados de 2001 a 2004 pouco ou nada fez pela cidade!
Parece-me que o último, no caso representando a oposição a atual gestão está se encaixando bem no perfil que a Srª Jandira Pereira Neves (Aposentada de Uberlândia), que fez no dia 09/03/2012 tais reivindicações “ao futuro prefeito”.
Comentários (2)