Drogas e demagogia
Finalmente…para a harmonia e a esperança de muitos dos habitantes de Uberlândia , a exemplo do que já ocorreu em outras cidades que já largaram na frente e até menores que a nossa, em breve deveremos contar com uma secretaria antidrogas e a qual, imagina-se, desde já, contará uma estrutura administrativa e operacional capaz de criar, gerar e gerir ações de prevenção ao uso de drogas, tratamento de dependentes químicos e reinserção social e profissional para aqueles que , à base de muita dedicação, resignação e fé, conseguirem livrar-se das algemas que os mantêm presos ao submundo onde imperam drogas diversas e sob os mais variados nomes, disfarces, cores e formas. Aliás, uma secretaria há tempos sonhada e que desde a criação do Conselho Municipal Antidrogas (Comad) no ano 2.000, em substituição ao antigo Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen), era um desejo latente e persistente entre a grande maioria dos profissionais que militam diretamente naquela área. Subordinadas, inicialmente, à Secretaria Municipal de Ação Social e posteriormente à Secretaria Municipal da Saúde, entidades conveniadas à prefeitura e que desenvolvem nobres e reconhecidas ações naquela área da saúde mental, sentiam-se, até o início desse milênio, carentes de um poder centralizador que, de fato, reagisse de maneira célere e positiva às suas reais, justas e urgentes necessidades para uma devida assistência a muitos que sofriam em decorrência da instalação daquela doença em seus respectivos lares. Lembro-me da luta dos primeiros e abnegados membros do Conselho Municipal Antidrogas e em especial dos pessoais esforços dos doutores Paschoal Lorecchio e Fernando de Moraes, que tanto destacaram-se por seus trabalhos à frente daquele Órgão e que, persistentes e habilidosos no trato da questão drogatícia em nosso município,perseguiram, sem descanso e com o assessoramento de pessoas dedicadas e experientes no trato daquela doença e das suas danosas conseqüências, o ideal de uma Uberlândia livre do uso abusivo de drogas lícitas e do consumo de drogas ilícitas. Finalizando, registro que não há como negar que o advento daquela Secretaria, nesse momento, trata-se, sob a minha ótica, de uma oportuna estratégia política que visa, clara e precisamente, atingir (em cheio) o eleitorado uberlandense e justo em um ano de eleições municipais pois, do contrário e a exemplo de cidades com até cem mil habitantes, secretarias antidrogas já foram criadas e os seus respectivos habitantes já gozam, há tempos, das vantagens e benefícios de tão importante empreendimento. Demagogia, coincidência ou rotina formalista? Ora! Com saúde não se brinca e ainda mais quando usando-se a política para promoção pessoal/partidária ! Se não importa a alguns o motivo de só agora, às vésperas de uma eleição municipal, podermos, enfim, contar com uma Secretaria Antidrogas, que a nossa esperança seja renovada no sentido de aumentarmos a nossa resistência contra aquelas substancias , independentemente da sede política de poucos e que parece ter prioridade sobre a sede originada da impulsão drogatícia de muitos.
Gustavo Hoffay
Leitor/Uberlandia-MG
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Severo Gomes disse:22/05/12 14:23
A secretaria antedrogas, chefiada pela policia civil não terá nenhum resultado efetivo. É preciso pensar que para combater a expansão da droga no município, de forma digamos pacífica, sem o pacífico, o caminho é dotá-la de profissionais ligados a antropologia, sociologia, psicologia, geografia e pedagogia. Fazer o mapeamento do caminho das drogas, chamar a sociedade para exigir seu fim ou a regulamentação,enfim colocar gente que de fato quer mudar essa lógica de combate que provou não funcionar.
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Severo Gomes disse:22/05/12 14:27
Outro caminho para combater de fato essa proliferação das drogas nos quatro cantos do país, é chamar as forças armadas para cumprir seu papel cível, instalando uma espécie de estado de sítio contra a bebedeira e uso de drogas. Feito isso chamar a sociedade para discutir essa questão: regulamentar, regular e permitir o seu uso, mediante rígidas normas de segurança ou eliminar de vez seu uso da sociedade.
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