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14/06/2012 8:14

Uberlândia+20

Pegando carona na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, a ser realizada nos dias 13 a 22 de junho no Rio de Janeiro, cujo objetivo “é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes”, venho contribuir para uma análise e avaliação sobre a nossa cidade, sua agenda e desafios para as próximas décadas.

Vinte anos atrás, em 1992, após processo de impeachment, o então presidente Fernando Collor renunciava à Presidência do Brasil; no mesmo ano, era assinado o Tratado da União Europeia na cidade holandesa de Maastricht, e também realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Passados 20 anos, o ex-presidente tornou-se senador, não temos mais o movimento dos Caras-Pintadas, a União Europeia encontra-se mergulhada em grave crise e enfrentamos novos e antigos desafios, seja de âmbito global e/ou local. E nos próximos 20 anos, o que será de Uberlândia, do Brasil e do mundo? Vivemos num mundo de perguntas fortes e respostas fracas!

Enfim, como evitar os equívocos do passado? Como apontar os melhores caminhos para o futuro? Como administrar o presente? Com certeza, um desafio para todos nós. Em breve teremos eleições municipais, onde serão escolhidos aqueles que vão liderar, administrar e apontar caminhos que permitirão uma simbiose urbana, social e econômica. Não é uma tarefa fácil, pois temos um pacto federativo desigual e injusto, marcado pela concentração de recursos pela União, em detrimento dos 5.565 municípios espalhados pelo país. Afinal, as coisas acontecem nos municípios. Saúde, educação, segurança, habitação, entre outros, não batem diretamente à porta dos governadores e da “presidenta”.

Neste contexto, quais seriam as demandas e os planos para Uberlândia nos próximos 20 anos? Como será Uberlândia em 2032? Na antiga União Soviética existia um mote: “o pessimista é um otimista bem informado”. Como tal, manifesto algumas preocupações atuais que poderão comprometer com maior contundência nosso futuro.

Em primeiro lugar e salvo melhor juízo, destaco a questão da segurança. Alguém tem alguma dúvida se chegamos ao limite? Assassinatos, roubos, crimes extrapolaram e atingem tudo e todos. Como enfrentar esta perversa realidade? Como encontrar um equilíbrio entre as responsabilidades, ações e investimentos entre os governos municipal, estadual e federal para o enfrentamento do problema? Como estabelecer planos a curto, médio e longos prazos? Como estabelecer um diálogo entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário? Como a sociedade vai se organizar para a defesa dos seus direitos e comprometimento dos seus deveres? Continuaremos a administrar o insustentável? Continuaremos insensíveis e impotentes amedrontados e sitiados em nossas residências?

Fica um alerta aos candidatos em nossa cidade. Uberlândia entrou no clube seleto formado pelos municípios acima de 500 mil habitantes e a tarefa de administrá-la demanda várias competências, entre elas: a capacidade de liderança, de convívio com o contraditório, de escolha dos melhores quadros, da superação dos antagonismos e interesses partidários, entre outras. Continuo numa próxima oportunidade.

Prof. Eduardo Macedo de Oliveira
Uberlândia

Comentários 1

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  1. Leandro Xadem disse:14/06/12 9:55

    Excelente e, Oportuno Artigo.

    Parabéns!

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