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25/06/2012 7:24

Exortação: votar é preciso

Conversando sobre as próximas eleições com um velho amigo, comentou ele: “Todos nós, eleitores, devemos comparecer às urnas para votar em candidatos preferenciais, mas, realmente, esquecidos dos políticos envolvidos em lambanças, tanto os de Brasília, como outros do país”.

Ele queria dizer que devemos enfiar goela abaixo os acontecimentos públicos que deixaram a comunidade perplexa sem saber quais são as formas de punições para os graúdos envolvidos no chamado mensalão – escândalo que teve repercussão além de nossas fronteiras e que chegou a levar o ex-presidente Lula a jurar nunca ter existido, simplesmente pelo fato de que ele nada viu, de nada sabia.

Ao contrário do que me dizia aquele amigo, entendo que devemos ir às urnas para votar nos futuros prefeitos, como também nos prováveis representantes do povo, mas, conscientes e ainda com lembranças bem vivas sobre os infaustos acontecimentos do “Mensalão e Cia. Limitada”, aqueles mesmos que vieram a arrefecer o entusiasmo de tradição que os eleitores sentiam por política eleitoral.

Este arrefecimento que atingiu número alto de eleitores trouxe desilusões para centenas de outros que gostariam de entrar para a carreira política como candidatos, mas, como para cada regra há uma exceção, por aqui, nesta cidade de nossos sonhos, os eleitores estarão comparecendo às urnas e saberão votar com a consciência e com a mais pura tranquilidade nos candidatos preferenciais.

Isto posto, pelo fato de que somos eleitores de uma cidade politizada, de um povo cuja civilidade é vista e comprovada em todas as suas escaladas política-eleitorais, digo sempre para mim e para o meu Deus que Uberlândia é uma cidade feliz a contar com: este povo elevado em ideais nobres; cidade de alto porte onde seus eleitores cumprem religiosamente os seus deveres cívicos; com justiça e amor a esta terra, sempre soubemos como eleger nossos administradores, nossos representantes.

Com 84 anos de idade, sinto-me alegre por ter votado em quase todos os prefeitos desta cidade depois daquela tão criticada ditadura militar. De Tubal Vilela para cá, só não acertei duas eleições, por não ter votado no médico e político Zaire Rezende. Não votei por quê? Simplesmente pelo fato de que ainda não o conhecia, mesmo sendo ele filho de Uberlândia. Mas foi ele um bom prefeito, apesar de ter acreditado demais naqueles que não foram exatamente participativos.

Conto uma passagem que pode servir como exemplo: pessoa de minha afeição iniciou a construção de uma obra, mas foi ela embargada pela prefeitura, com a entrada de um abaixo-assinado contendo mil assinaturas.
Contando este fato para um amigo, o Vinícius Custódio Pereira, este se interessou pelo caso, dizendo: “Venha comigo, vamos falar com o meu compadre Zaire Rezende. Ele pode resolver”. Disse que não iria. Que não tinha votado no Zaire e que o criticava quando da criação de tal “Democracia Participativa”.
Mas o Vinícius insistiu, dizendo que o político Zaire Rezende não ligava para críticas feitas sobre sua administração e foi assim, confiando, que lá fomos nós.

O prefeito nos recebeu com fidalguia. E sobre o caso em apreço disse: “Alberto, está na prefeitura um abaixo-assinado pedindo embargo. Ele contém mil assinaturas, se você me trouxer uma a mais, você pode dar sequência àquela obra”. Conseguimos 2 mil assinaturas favoráveis. A referida obra ficou pronta e está funcionando ao longo deste já espichado tempo.

Alberto de Oliveira
Jornalista
Uberlândia (MG)

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