Ponto de Vista

Envie seu ponto de vista

Ponto de Vista Escreva você também para o Ponto de Vista. O artigo deve ter no máximo 3300 caracteres com espaço. A coluna é publicada de segunda-feira a domingo.

12/07/2012 7:53

Casa cheia pode atrapalhar

Lendo o espaço Confidencial do Arthur Fernandes, em 9 de junho 2012, fiquei informado de que a Câmara de Vereadores da cidade de Ribeirão Preto-SP vai funcionar com apenas 22 representantes e não 27, como estava previsto. Havia o interesse (político, talvez) em aumentar esse número para 27. Mas o povo não deixou por menos e foi à luta. Criou-se então, um movimento popular denominado “20 Bastam”, que fez com que se reduzisse o número de vagas para 22. Durante a campanha popular “20 Bastam”, ficou valendo nota alta o apoio de várias entidades organizadas. Fato também interessante foi o recolhimento de 21 mil assinaturas de pessoas em apoio ao movimento “20 Bastam”. E fato revelou um indicativo inegável de que o povo, na sua sapiência e tolerância (até certo ponto), não está mais para aceitar certos abusos ou gastos desnecessários com a política, principalmente quando acarretem prejuízos para as comunidades. Na realidade, em várias partes do país e principalmente em Minas Gerais, são milhares os cidadãos protestantes contra o aumento de vereadores em suas cidades. Nas pequenas cidades, então, onde os vereadores em números reduzidos se reúnem para deliberar sobre assuntos que seriam resolvidos por um número de representantes menor, nestas são onde as populações mais contestam a possibilidade de aumento de vereadores. Na simpática e progressista cidade de Ribeirão Preto, se o movimento popular “20 Bastam” não conseguiu com que o número de edis continuasse o mesmo, pelo menos está a merecer louvores por ter conquistado pontos importantes no interesse da cidade e do povo. Pois então, verdade seja dita: o povo anda cansado e já está de olho vivo nos políticos de representação popular. Agora, por exemplo, com vistas para o aumento de Suas Excelências nos Legislativos municipais, dois pontos interessantes para falarmos sobre eles, são: 1) – Apesar de os números indicarem que são milhares de pessoas que estiveram ou estão descontentes e em luta contra o aumento do número de vereadores nas câmaras municipais, não há indicativos de que estas mesmas pessoas estejam abismadas, indignadas ou descontentes quanto aos “minguados” salários percebidos pelos vereadores, e em vista dos “altíssimos” salários com que podem contar os trabalhadores comuns; 2) – Neste outro ponto, preferimos invocar a sapiência do mais competente comentarista político da cidade, o nosso Zé Abadio. Para ele, “não deixa de ser interessante esta luta de milhares de pessoas contra o aumento de vereadores, mas… É de relevância também que passemos a observar (a coisa) por um outro ângulo: Ora, os vereadores dão um duro danado, minha gente!… Eles se desdobram em outras atividades, pois, além da vereança, muitos são engenheiros, médicos, advogados, contabilistas, chefes de repartições, presidentes de associações classistas militares etc., enquanto os trabalhadores comuns, apesar de perceberem um ganho mínimo em uma única atividade, não têm outros deveres; outras importantes atribuições como conferir títulos de cidadania, repartir medalhas em profusão ou trocar nomes de ruas e enviar cartões de parabéns para cidadãos e cidadãs aniversariantes. Tirando meu boné e pedindo licença para mestre Ivan Santos, pergunto: Isto é lindo?…

Alberto de Oliveira
Jornalista
Uberlândia (MG)

Comentários 0

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.