Um estado que deu certo
Os incentivos fiscais tiveram início na década de 80 em virtude da incapacidade do Poder Central de investir e fomentar iniciativas que pudessem minimizar os desiquilíbrios regionais. Depois, a sistemática tributária da Carta de 1988 abriu possibilidades para o deslocamento do eixo econômico de São Paulo.
Na década seguinte, ainda que as taxas de crescimento permanecessem baixas, a estabilidade monetária do real e a abertura ao investimento externo criaram cenário propício à atração do capital produtivo e os estados lançaram mão dos incentivos fiscais para promoverem sua industrialização.
No caso de Goiás, o primeiro passo foi agregar valor aos produtos primários por intermédio da criação de eixos de desenvolvimento agroindustrial; o segundo se encontra sustentado nos setores farmacêutico e automotivo e as possibilidades de criar polos de alta tecnologia de informação. Não estamos reinventando a roda. Países desenvolvidos como os EUA e a Suíça se utilizam dos incentivos fiscais, estaduais ou cantorais para alavancarem as suas economias.
Significa que na dinâmica da globalização não há limites geográficos de competição; então, vale quem tiver carta na manga. E, considerando-se a nossa complexidade tributária e a falta de uma política consistente de crescimento, estaríamos fora do jogo.
Daí a necessidade de lançar mão da única ferramenta estadual de atração de investimentos. Os incentivos fiscais foram planejados para corrigir distorções logísticas e tornarem atrativos os produtos industrializados fora dos grandes eixos de consumo.
Em Goiás, é prática responsável, sustentada por uma bem-alinhavada estratégia de política econômica, que começa pelo mapeamento das cadeias produtivas e estudo da vocação de cada região; cuidado necessário ao crescimento equilibrado. Somem-se a isso investimentos pesados em infraestrutura e mão de obra certificada pelo programa Bolsa Futuro, o maior de qualificação profissional do país no setor público.
Os números são prova de que estamos no caminho certo. O PIB goiano passou de R$ 17 bi, em 1999, para R$ 117 bi, projeção para 2012; crescemos 6,6% no primeiro trimestre. No mesmo período, Goiás apresentou geração recorde de 65.142 empregos.
O salto industrial no acumulado em 12 meses foi de 13,4%. Já a balança comercial, de janeiro a maio, registrou superávit de US$ 625 milhões, 211% maior do que o mesmo período de 2011. Tudo isso gerou formidável incremento na arrecadação do ICMS, com atenção estrita aos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O que quer dizer que não podemos confundir políticas sérias de desenvolvimento industrial com falta de gestão, fato isolado ocorrido em 2010, em governo anterior, quando o Estado não conseguiu quitar a folha do funcionalismo, desarranjo momentâneo ao qual está sujeito qualquer administração.
Então, em momento de crise global, colocar sob suspeita os incentivos fiscais é passar atestado de descompromisso com investimentos internos e estrangeiros, o que pode fazer com que vários estados e o Brasil percam excelente oportunidade de descentralizar e interiorizar o desenvolvimento. E a nossa guerra é justamente para exterminar esse fantasma.
Alexandre Bady
Empresário e secretário de Estado de Indústria e Comércio de Goiás
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Mario Borges disse:15/07/12 11:58
Parabéns Alexandre Bady , suas informações são corretas, Marconi Perillo em seu primeiro mandato tomou esta decisão, uma ato de Governo e não de partido, teve sucesso absoluto como você mesmo se refere, teve uma pequena paralisia com o Governo de Alcides , agora com a volta de Perillo tudo volta a correr como o previsto, Marconi Perillo tem o apoio de todos os Goianos responsáveis, Goiás já figura como um dos estados que mais crescem na Agropecuária e também na área automotiva, sem falar na extração de minérios nobres. Goiás confia em Marconi Perillo.
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Bruno disse:15/07/12 16:36
Perillo (PSDB/GO), seu governo é sem dúvidas o melhor governo que Goiás já teve!
Junto a Geraldo Alkimin (PSDB/SP), Beto Richa (PSDB/PR) e o nosso Aécio Neves (PSDB/MG), todos estes governadores de vanguarda, fazem com que ainda sonhemos com um futuro digno para o nosso Brasil!-
Severo Gomes disse:19/07/12 10:36
Projetos neoliberais sempre foram nocivos aos países que apropriaram dessa cartilha. Vendem tudo que vê pela frente, concentram renda e universaliza salários por baixo. Amam terceirização e precarização da mão de obra. Deixam rastros de destruição por onde passam. Em Minas está sendo assim, no Brasil estão reconstruindo o desastre ocorrido. Chega de privatismo e privataria tucana.
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Comentários (3)