Insana expansão de crédito
A abundante oferta de crédito, principalmente por parte dos bancos estatais, tem auxiliado o aquecimento de nossa economia. Mas, a um preço muito salgado. Salgadíssimo! Todas as nossas classes sociais (exceção à classe A) estão endividadas e amargam sérias preocupações sobre como acertar seus débitos. Sabemos todos que os níveis de inadimplência batem todos os recordes e, pelo que observo, isso está longe de tirar o sono dos homens e mulheres do governo. O governo quer consumo! Sabidamente, em todas as crises econômicas, invariavelmente, o papel do Estado/governo exerce uma ação mais forte na economia. E ninguém assume erros. Antes, procuram um bode expiatório para nele descarregar a culpa da vergonhosa situação.
Considero um erro crasso, horroroso, primário essa política de liberar crédito, como se fossem benesses do governo. A principal razão é porque os brasileiros já estão demasiado endividados e não há como comprometer ainda mais seu apertadíssimo orçamento. Em Curitiba, cidade onde resido, é fantástica a sempre crescente movimentação de carros novos circulando em nossas ruas. Chega a surpreender. Entretanto e paralelamente, sei que a nossa população é a mais endividada de todas as capitais brasileiras. As montadoras de veículos forçam as concessionárias. Metas. Metas. Metas. E o governo federal trabalha duro e incansavelmente para que os brasileiros comprem mais carros. Facilita crédito, diminui impostos (um pouquinho) e otimiza cenários no intuito de desovar os estoques de montadoras e concessionárias, porque o Governo é aquele que mais ganha na comercialização de veículos. E por quê? Porque isso tem desdobramentos sérios e abrangentes. Refiro-me à possibilidade de alimentar esta corrupção que só aumenta (para nosso desespero), além de diminuir drasticamente o capital do setor privado e sufocar a concorrência empresarial. Estão tirando dinheiro da saúde, educação e segurança pública para ofertar bolsas de todo tipo, aliciando o povo a se tornar dependente de migalhas e a viver no ócio.
O PT precisa aprender de forma definitiva que é impossível multiplicar as riquezas dividindo-as. Chega de esbanjar dinheiro promovendo o ócio e a vagabundagem. Somos um país com abundância de riquezas potenciais e de recursos naturais. Precisamos é educar e preparar esse povo para os desafios que o futuro nos impõe e, diferentemente, do que diz o ministro Mantega, reservar 10% do PIB para a educação precisa ser meta e isto não quebrará o país, não. O que está nos quebrando é a roubalheira generalizada, a impunidade aos criminosos de colarinho branco, o sempre crescente gasto com Previdência Social (gastamos mais que o dobro de países de primeiro mundo, em razão do funcionalismo público) e, principalmente, pela magistral incompetência de nossos políticos de todas as siglas. A propaganda hipócrita na TV proclama: “O Banco xis baixou os juros porque isso é bom para você”. Então, eu pergunto: “Por que vocês não fizeram isso 40 anos atrás?”. Só por Deus, não é, mermão? Com carinho e orando por um país de todos e para todos e em verdadeira democracia!
Eng. Agrônomo
joaoantoniopagliosa@gmail.com
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