Ponto de Vista

Envie seu ponto de vista

Ponto de Vista Escreva você também para o Ponto de Vista. O artigo deve ter no máximo 3300 caracteres com espaço. A coluna é publicada de segunda-feira a domingo.

11/08/2012 8:09

Quem pode nos proteger?

Nosso país, hoje, com a marginalidade à larga, passa pelo pior período de sua existência em termos de segurança pública. A violência inclemente predomina em todas as cidades, sejam elas grandes ou pequenas. Mas é preciso lembrar os meios rurais, onde os produtores vivem hoje em desassossego para produzir riquezas – arroz, soja, feijão, carne e leite, além de outros – para o consumo diário de milhões de brasileiros e ainda para a exportação. Os produtores rurais, ansiosos para cumprir suas árduas tarefas, seja com o plantio de grãos ou com a criação de animais imprescindíveis à sobrevivência humana, vivem desassossegados e sem saber quando terão tranquilidade para trabalhar, produzir riquezas e ter seus bens materiais e suas famílias em segurança. Tranquilidade para colocar suas cabeças nos travesseiros e sonhar com a hora em que poderão ver superado este tempo de ameaças por criminosos que invadem suas terras, fazem pessoas reféns, roubam seus bens materiais. Tranquilidade para que, pelas manhãs, ao abrirem as portas da propriedade, possam vislumbrar o sol nascente alimentando e dando vida às plantações verdejantes. Ver o milharal em terras que se estendem e que vão se tornando dádivas de graças benditas. Tranquilidade para que eles, os produtores rurais, possam encontrar pelas manhãs (assim como foram deixados na tarde do dia anterior) os tratores, os caminhões que transportam suas colheitas fartas, o gado leiteiro e de serviços pastando serenamente nas invernadas, a porcada barulhenta sempre querendo mais, as galinhas em grande quantidade com os seus pintinhos ciscando daqui, dali…, com suas tão admiráveis urgias matinais, incontroláveis e atrevidas. Ora, e nas cidades onde há violência e suas consequências danosas vão deixando atordoadas as pessoas bem formadas, essas que não se cansam e ainda lutam em busca de um melhor propósito de segurança para todos? O que dizer mais sobre esta onda de violência atingindo perversamente as populações citadinas? Realmente, estamos vivendo um tempo de violência incontrolável, a causar prejuízos também aos nossos industriais, comerciantes e trabalhadores, que, embora sob sérios riscos ou à mercê dos criminosos que praticam pequenos delitos, não estão livres das quadrilhas altamente aparelhadas para a prática de assassinatos, assaltos, sequestros, estupros e outros malfeitos. E as famílias ordeiras, desarmadas e prisioneiras em suas próprias residências? Leio pela manhã o jornal “Gazeta do Triângulo”, quando me entristeço com as chamadas na primeira página: “Homem é executado com 40 facadas”; “Na Praça da Bíblia, mais um homicídio”; “Rapaz morre baleado na frente da namorada”; ”Veículo furtado na cidade é encontrado em Indianópolis”. E no CORREIO: “Uberlândia tem violência crescente”; “Houve na cidade um aumento de 22,6% do índice de violência de 2008 a 2010”; “Irmãos são baleados na porta de casa”; “Ônibus com destino a BH é assaltado na BR-452”. Ora, um amigo inconformado com este estado de coisas comentou: “Quem poderá nos proteger: as autoridades policiais, políticas, judiciárias, ou temos que esperar socorro da parte de Deus?”. A resposta foi esta: Em verdade, vivemos todos assustados e impotentes para agirmos ou fazermos frente a essa onda de violência que assola nosso país. E, a saber, pelo que vem acontecendo no Rio, em São Paulo, BH e no Triângulo, a proteção de Deus tem que estar em primeiro lugar!

Alberto de Oliveira
Jornalista – Uberlândia (MG)

Comentários 1

Ao enviar suas informações de registro, você indica que concorda com os Termos do serviço e leu e entendeu a Política de Privacidade do site do Correio de Uberlândia. Só serão liberados comentários cujos autores estejam identificados por nome e sobrenomes e que não contenham expressões chulas e/ou palavras de baixo calão.

 

  1. Diógenes Pereira da Silva disse:11/08/12 10:27

    Prezado Senhor Alberto de Oliveira, a questão é muito séria e entendo sua preocupação, ela é real e faz todo sentido. Mas para soluções das mazelas da segurança pública, fazem-se necessárias políticas públicas voltadas para as condições sociais dos indivíduos, por exemplo, na melhoria da “condição social” que abarca uma gama de características, como: classe econômica – renda escassa ou nula (oportunidade de trabalho); desigualdade social – distribuição de rendas, educação etc.

    Muitos fazem ideia da violência como se nada soubessem sobre o assunto e considera a violência uma característica contemporânea! No entanto, ela é emanada da evolução dos tempos, teve sim suas acrescidas sustentadas pelo surgimento da globalização, da afluência populacional, da exclusão dos diversos níveis sociais.

    Contudo, a violência não é um fenômeno púbere na sociedade brasileira, ou no mundo. Ela pode sim ser controlada, combatida com eficiência e dentro do patamar de aceitação social, mas extingui-la por completo, ou baixar os índices criminais na sua totalidade, é querer acreditar em algo impraticável.

    Não canso de falar: os órgãos mantedores da ordem pública sozinhos não conseguirão sucesso na combativa do crime. DEUS também sozinho sem o povo querer não resolverá a questão, é preciso que a sociedade participe, com cobranças das autoridades públicas, na educação dos filhos, com denúncias, procurando ao invés de buscar meios para facilitação para liberar as drogas que é a maior responsável pelos crimes, responsabilizar-se perante seus familiares e mostrar que na realidade a coisa é diferente e principalmente cumprir a previsão da Lei maior – art. 144CF/88 “Segurança Pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos”.

    Vemos que filhos de famílias de poder aquisitivos altos, têm passado a contribuir com os altos indices criminais, isso mostra o abandono da sociedade com seus entes queridos. Não mostram limites, não cobram atitude dos filhos e outros tantos fatores que aceleram o processo criminal.

    A questão é mais séria do que se pensa, contudo, criticar somente não adiantam o povo precisa cobrar ações resolutivas, assistimos candidatos a vereadores que serquer sabem o que significa políticas públicas, não cobram dos governantes desse país comop deveriam. Só dão destaques quando morrem algum, caso que está se tornando corriqueiro. No Brasil, mata-se mais que paises em guerra e a sociedade assiste sem tomar atitudes que redundemem benefícios. Querem segurança, mas são incapazes de valorizar os profissionais que estão combatendo o crimeno dia-dia.

    Responder