Morto não é “vítima fatal”
Olá, pessoal
Os meios de comunicação tornaram popular a impropriedade linguística: vítima fatal.
Fatal = mortífero
Você já reparou que, em quase todo acidente, o rádio e a televisão se referem a tantos feridos e tantas “vítimas fatais”, em vez de mortos?
Fatal quer dizer mortífero, que causa a morte, que traz desgraça. É preciso levar em conta que a vítima recebe a morte e não a produz. Portanto, fatal é um golpe, um acidente, uma batida, uma queda, uma pancada, um tiro, e nunca a vítima, que sofre tudo isso.
Então, em vez da expressão inapropriada “vítima fatal”, use morto ou mortes.
Exemplos corretos:
Houve dois acidentes com mortes.
O desastre com o caminhão ocasionou uma morte.
Outra impropriedade linguística: “A vítima está muito grave”
Também é impróprio dizer que a saúde de alguém se agrava ou piora. O que piora ou se agrava é o estado ou a condição de saúde de alguém.
Grave só pode ser o estado de uma pessoa, mas nunca a própria pessoa.
Por isso, da próxima vez, lembre-se:
O estado da vítima está grave e não a vítima está muito grave.
Até a próxima!
fonte: “Com todas as letras, o Português Simplificado” – Eduardo Martins.
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mara oliveira disse:01/11/11 14:09
Acabei de descobrir o Blog da Revisão, estou achando o máximo as dicas. O complicado é que falamos e escrevemos errado sem se dar conta.
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Luiz Tito Avelino disse:05/02/12 11:35
É uma luta inglória tentar evitar o uso incorreto da expressão “vítima fatal”.
O que falta é o uso diário do
dicionário pelos nossos apresentadores e jornalistas.
A responsabilidade maior é dos
senhores redatores. Há outras piores, como indulto, rescaldo, linchamento. É preciso
fazer do dicionário um manual de sobrevivência. O treinamento
traz a perfeição. Obrigado
Comentários (2)