Marie Campos e Ilma de Moraes

Blog da Revisão

Revisão na Net Marie Okuhara Campos é bacharel em Jornalismo. Entre idas e vindas no CORREIO de Uberlândia, atua há quase 10 anos. Ilma de Moraes é professora de língua portuguesa e jornalista. Há mais de oito anos trabalha como revisora do CORREIO de Uberlândia.

6/03/2012 22:02

Onde ou aonde, eis a questão.

Vamos recordar quando empregar “onde” e “aonde”?

Onde
O dissílabo indica lugar. Quer dizer em que lugar: Onde (em que lugar) você nasceu? Onde (em que lugar) estamos? Onde (em que lugar) eles trabalham?

Aonde

O aonde vai além. Também indica lugar. Mas faz uma exigência — pede verbo de movimento regido pela preposição “a“.

É o caso de ir, chegar, dirigir-se:

Quem vai vai a algum lugar: Vou a Belô. Foi à piscina. Iremos a Brasília.

Quem chega chega a algum lugar: Cheguei ao trabalho cedo. O avião chegou pontualmente a Uberlândia. A turma chega à competição com duas horas de antecedência.

Quem se dirige se dirige a algum lugar: Ao desembarcar, dirigiu-se imediatamente ao hotel. Todos se dirigem ao estádio. Dirige-se ao presidente da empresa sem cerimônia.

A cilada

Moleza, não? Por que, então, tantos tropeços? O maior problema reside nas perguntas. Se o verbo preenche as duas condições — ser de movimento e exigir a preposição a — dá passagem ao aonde: Aonde você vai? Aonde eles foram ontem? Aonde o avião chegou? Ao desembarcar, aonde ele se dirigiu?

A regra se mantém nas perguntas indiretas e nas respostas: Gostaria de saber aonde você vai. Não sei aonde ele quer chegar. Talvez ele saiba aonde se dirigir ao desembarcar.

Até a próxima!

 

Fonte: blog da dads

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