Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família
“Entrando Numa Fria” é uma comédia que me agrada especialmente por ver um ator como Robert De Niro, que sempre fez papéis intensos no cinema e interpretou durões e até mafiosos, fazer nesta produção um personagem que tem todas as características de seus papéis mais fortes, porém de uma maneira cômica.
Nos filmes dessa “trilogia”, pelo menos por enquanto, Jack Byrnes é um homem com a idade avançada, muito fechado, cheio de rígidos valores e até dá uma de espião aposentado. Mas o engraçado nisso é que essas desconfianças que Jack tem em relação ao genro rendem boas gargalhadas. E do outro lado, tem Ben Stiller (Greg Focker) que também agrada muito.
E depois de três filmes, essa química entre esses dois atores é cada vez melhor. Parece que eles se acostumaram a trabalhar um com o outro. E isso é o que há de mais positivo nesta terceira parte, já que o resultado dessa boa relação diverte.
Mas além de De Niro e Stiller, sempre tem um elenco de peso que proporciona uma boa base para os personagens principais. E mesmo que desta vez o casal interpretado pela cantora Barbra Streisand e o ótimo Dustin Hoffman tenha uma participação menor, Bernie e Roz roubam as cenas em que aparecem, mesmo sem muito sentido na história. Owen Wilson faz de Kevin Rawley uma pessoa divertida, doida e inusitada.
A atriz Jessica Alba é quem que acaba atrapalhando as boas atuações. Sem ser convincente em momento algum, ela exagera no estilo de interpretar uma farmacêutica com a missão de vender um remédio para problemas de ereção. Por causa disso foi indicada ao prêmio de pior atriz coadjuvante no “Framboesa de Ouro” de 2011.
O roteiro do filme, também indicado ao “Framboesa de Ouro”, não é lá essas coisas. Se resume basicamente a uma visita inesperada dos sogros que vão passar um fim de semana com a família e aprontam todas as confusões possíveis. É uma mistura de piadas engraçadas com outras que não têm graça.
Mas comparando aos filmes anteriores, digamos que esta terceira parte é pior que o original e um pouco melhor que o segundo. Os mais críticos podem não gostar muito, mas quem não se importa com bobeiras e exageros vai dar boas gargalhadas.
Nota 6
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