Passe Livre
Atualmente no cinema somos bombardeados com as comédias, especialmente as que se dizem comédias românticas que na maioria das vezes de comédia não tem nada, são cheias de romances bobos. Quando surgem filmes com o intuito apenas de nos fazer rir, geralmente são aqueles que chamo de besteiróis pois agridem a nossa inteligência e com situações absurdas e ridículas, tentam de qualquer forma nos fazer dar gargalhadas, o que para o público mais exigente, nem sempre acontece.
Mas de vez em quando surge uma boa comédia no cinema. E aqui posso dar alguns exemplos como “Se Beber Não Case”, “Eu Te Amo, Cara” e “O Pior Trabalho do Mundo”, entre outras. O filme Passe Livre agora faz parte desta lista. É tão bom quanto os citados.
Um longa de comédia sem um roteiro interessante é como “Os Vampiros Que Se Mordam”, “Espartalhões”, “Todo Mundo Em Pânico”, ou seja, pegam carona em outras produções na tentativa de ganhar dinheiro. “Passe Livre” tem uma ótima história que parte de uma premissa comum na vida de qualquer casal: a rotina a dois. Qual o homem de compromisso que mesmo sem intenção nunca olhou para a bunda de uma mulher? Qual a mulher que nunca observou o abdômen sarado de um rapaz mais novo? Quem nunca se questionou “e se eu fosse solteiro”? Baseado nestas indagações, “Passe Livre” nos faz rir, mas nos passa uma boa mensagem com todas as piadas sobre o relacionamento a dois.
O filme nos conta a história dos amigos Rick e Fred (Owen Wilson e Jason Sudeikis) que estão inquietos e cansados da rotina do casamento. Tudo muda quando suas esposas (Jenna Fischer e Christina Applegate) tentam uma abordagem ousada e oferecem um “passe livre”: uma semana de total liberdade para que os dois façam o que quiserem.
Outro ponto forte dessa produção são as interpretações. Todo o elenco está bem. Até mesmo aqueles que aparecem pouco. A química entre os atores Owen Wilson e Jason Sudeikis é fantástica. Eles nos passam a sensação de que são velhos e bons amigos, confidentes e inseparáveis em qualquer tipo de situação.
E para terminar tem a ótima direção de Peter Farrelly e Bobby Farrelly, que também são co-autores do roteiro, e que voltam à boa forma de seus filmes mais antigos e excelentes como “Quem Vai Ficar Com Mary”, “Debi e Lóide” e “Eu, Eu Mesmo e Irene”. Vale a pena assistir Passe Livre, você vai rir e pensar mais sobre seu relacionamento.
Nota 9
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